Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CONTRAOFENSIVA

 (Bruno Alencastro/Agencia RBS)
ZERO HORA 26 de setembro de 2012 | N° 17204

BM reage contra os roubos de veículos. Policiamento é intensificado com barreiras em avenidas e acessos à Capital

FRANCISCO AMORIM

Depois de mais de 3 mil roubos de veículos em Porto Alegre, apenas no primeiro semestre, a Brigada Militar (BM) intensifica nesta semana o combate aos ataques a motoristas com barreiras em avenidas e nos principais acessos da cidade. A decisão do Comando de Policiamento da Capital (CPC) foi anunciada dois dias após uma reportagem de ZH revelar a escassez de PMs nas ruas da cidade.

Em uma ação que mobilizará PMs do policiamento ostensivo e patrulhas do Batalhão de Operações Especiais, a BM tentará reduzir a média de 16 ataques armados por dia contra condutores que circulam pela Capital. A ação foi deflagrada ontem à noite. Após se concentrarem na Avenida Nilópolis, centenas de policiais se revezaram em blitze nas vias mais movimentadas da cidade. Uma estratégia que deve se repetir nos próximos dias.

– As barreiras obedecem a um planejamento traçado a partir do levantamento dos locais em que os assaltantes mais agiram. Sabemos que ao aumentarmos o policiamento em um ponto, o crime migra para outro. Por isso, aliamos à ação também o trabalho de inteligência policial de identificação de suspeitos – explica o comandante do CPC, coronel Alfeu Freitas.

A promessa do coronel é de que as barreiras e abordagens se estendam também madrugada adentro, período que há mais roubos de veículos em Porto Alegre, segundo dados da própria da Secretaria da Segurança Pública. Entre os bairros que receberão atenção especial estão Petrópolis, Rubem Berta, Sarandi e Rio Branco, que concentraram 20% dos casos nos primeiros seis meses do ano.

Grupos de Trânsito da BM têm a missão de fiscalizar veículos

A ordem do comando-geral da BM aos comandos regionais é de que o combate aos ataques a motoristas não se restrinja apenas a Porto Alegre. Outras cidades que enfrentam a onda de roubo de veículos, crime em queda entre os anos de 2008 e 2010, também deverão ser palco de ações especiais. A exemplo da Capital, serão feitas em locais de maior incidência de casos e em acessos dessas cidades (veja quadro). Nessas cidades entram em ação os chamados Grupos de Trânsito da BM, que terão a atribuição especial de fiscalizar veículos.

Em uma ação paralela, cerca de 30 PMs participarão hoje da Operação Fecha Quartel. Entre 14h e 20h, policiais que atuam em funções administrativas nos batalhões se agregarão às guarnições do policiamento ostensivo. A ação não chega a ser uma novidade – na verdade, é uma estratégia regular, e os PMs têm treinamento adequado.

A novidade é a distribuição dos 30 por pontos de maior concentração de pessoas, como o Centro. A BM tenta reduzir a sensação de insegurança causada pelo déficit de mais de 13 mil PMs no Estado, o maior em 37 anos.

– É importante as pessoas perceberem a presença da BM no horário que estão se deslocando para casa. A ação também ajuda a combater os furtos de pedestres – explica Freitas.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A Brigada Militar não consegue estar em todos os lugares. Ontem mesmo, no início da noite, assisti impotente os poucos minutos de um assalto a motorista de um megane e sua esposa que estacionavam o carro para jantar num restaurante da minha rua. Felizmente, os bandidos levaram apenas o veículo e os pertences que ficaram no interior dele, mas o pavor das vítimas foi enorme, e a nossa impotência maior ainda, já que não porto armas. Parecia que o carro dos assaltantes já vinham perseguindo o carro da vítima, pois assim que a vítima estacionou, um bandidos de boné desceu do carro e faz a abordagem, enquanto o outro permaneceu dentro aguardando a ação. Restou telefonar para o 190, rezar pelo fato de estar vivo e registrar a ocorrência.

ESTAMOS NO BRASIL SOB A VIGÊNCIA DA LEI DA IMPUNIDADE CRIADA PELOS PARLAMENTARES PARA ATENDER OS INTERESSES DE UM PODER EXECUTIVO  NEGLIGENTE NA EXECUÇÃO PENAL E DE UMA JUSTIÇA MOROSA E TOLERANTE.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

POLICIA CIVIL NA PATRULHA DAS RUAS

 
ZERO HORA  20/09/2012 | 23h05

Patrulha à paisana. Polícia Civil fará trabalho preventivo nas ruas de Porto Alegre. Medida da Secretaria Estadual de Segurança tem o objetivo reduzir os índices de violência

José Luís Costa

Responsável por inquéritos e investigações de crimes já consumados, a Polícia Civil terá, a partir da semana que vem, uma nova missão em Porto Alegre. A de também estar nas ruas, visando prevenir delitos e identificar criminosos, em ações que se assemelham ao policiamento realizado pela Brigada Militar (BM).

A determinação tem o aval da Secretaria da Segurança Pública (SSP), preocupada em reduzir índices de violência, após os recentes episódios rumorosos envolvendo roubos de carros na Capital, crime que representa metade dos casos registrados no Estado.

Organizador das operações, o diretor da Delegacia Regional da Polícia Civil de Porto Alegre, Cléber Ferreira, apressa-se em garantir que não se trata de substituir o trabalho da BM de patrulhamento de rua.

— É um trabalho diferente do da BM. Estamos atendendo a uma ordem do governo, mapeando horários, dias e locais de maior incidência de furto e roubo de veículos, tráfico de drogas, entre outros crimes e, a partir daí, faremos incursões pontuais para tentar capturar delinquentes — explica Ferreira.

A programação com datas e locais não será divulgado por questões estratégicas, mas é certo que os pontos mais visados pelos ladrões de carro estarão entre as prioridades das ações policiais.

Evitar conflitos de tarefas é uma das preocupações

Na semana passada, no bairro Petrópolis, câmeras de vigilância flagraram Eloy Kath, 81 anos, sendo agredido e atropelado por assaltantes na Rua Artigas, que roubaram o Fit do idoso. Dias antes, no bairro Santa Cecília, o funcionário do Hospital de Clínicas Paulo Roberto Rosa de Oliveira, 54 anos, foi morto por ladrões que pretendiam roubar o Focus dele.

O coronel da BM Alfeu Freitas Moreira, comandante do policiamento da Capital, diz que, da forma como a Polícia Civil prometeu se organizar, não haverá interferência nas atividades tradicionais dos PMs.

A ofensiva da Polícia Civil foi definida em duas reuniões da cúpula da corporação com a SSP na semana passada, das quais também participou o comando da BM. Uma das preocupações era de evitar conflitos de atribuições.

Em Novo Hamburgo, em fevereiro 2008, por causa de uma rusga envolvendo registros de ocorrências feitos por PMs, policiais civis abandonaram delegacias e saíram para a rua organizando blitz. Em resposta, policiais militares também montaram barreira, 200 metros antes, na mesma rua, causando tumulto no trânsito e desconforto na SSP.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Depois das volantes ostensivas e das equipes uniformizadas de contenção, a polícia civil fará o policiamento preventivo discreto, restando resgatar a perícia nos seus quadros para completar o ciclo policial. Esta ocupando todo o espaço da atribuição policial.Depois das volantes ostensivas e das equipes uniformizadas de contenção, a polícia civil fará o policiamento preventivo discreto, restando resgatar a perícia nos seus quadros para completar o ciclo policial. Esta ocupando todo o espaço da atribuição policial. A Polícia Civil deixa de ser cartorária e meramente investigativa e judiciária para atuar também no policiamento preventivo e de contenção nas ruas.

MAIS DELEGACIAS PARA INVESTIGAR HOMICÍDIOS

ZERO HORA 20 de setembro de 2012 | N° 17198
 
SÓ PARA HOMICÍDIOS

Polícia irá criar 14 delegacias. Novas unidades serão inauguradas a partir de 1º de outubro com o objetivo de deter o crescimento do índice de assassinatos


JOSÉ LUÍS COSTA

A Polícia Civil se prepara para colocar em prática sua principal ferramenta para combater o crescimento dos assassinatos no Rio Grande do Sul. A partir de 1º de outubro, serão inauguradas 14 novas delegacias de homicídios nas 11 cidades mais violentas do Estado. O incremento das repartições será possível com a incorporação de 136 dos 731 novos escrivães e inspetores que se formaram ontem.

Oprincipal reforço será em Porto Alegre, que passa a contar com mais quatro delegacias de homicídios (hoje são duas). As outras 10 serão instaladas nas cidades, que, com a Capital, concentram 65% dos assassinatos. Até julho de 2012, os homicídios cresceram 15,1%, em comparação com o mesmo período de 2011.

As novas repartições serão chamadas de Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, provisoriamente, estarão subordinadas à Divisão de Homicídios (existente apenas no papel), que agora entrará de fato em prática, possivelmente, sob a forma de departamento. Terá a missão de avaliar os resultados mensalmente.

As novas DHPPs na Capital funcionarão em pontos estratégicos, ocupando prédios onde hoje estão instalados distritos policiais, que se especializarão na investigação de assassinatos. Três locais estão definidos: no bairros Sarandi (12ª DP), Partenon (23ª DP) e Anchieta (24ª DP). Ainda está em estudo a transformação da 6ª DP, na Tristeza, em DHPP. As novas unidades seguirão atendendo a ocorrências de qualquer natureza, mas a investigação caberá aos distritos mais próximos.

Em um primeiro momento, as duas atuais delegacias de homicídios (instaladas dentro do Palácio da Polícia Civil) deverão se concentrar, exclusivamente, em concluir e enviar para a Justiça todos os inquéritos de assassinatos em andamento. O prazo definido pela Chefia é de seis meses. Os crimes que acontecerem nesse período já serão investigados pelas novas DHPPs.

As unidades terão, em média, 25 policiais. A expectativa é de aumentar o esclarecimento de crimes. Em nove cidades onde foi criada uma força-tarefa, entre junho e agosto, aumentou em 91% o índice de elucidação de homicídios, segundo a Polícia Civil.

– Com as novas delegacias teremos condições de uma repressão mais qualificada, elucidando mais crimes e, a médio prazo, reduzindo o número de homicídios – afirmou o chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Junior.


Efetivo da Civil agora supera 6 mil

Com a formatura de 731 escrivães e inspetores ontem, a Polícia Civil passa a somar 6.036 agentes, aproximando-se do quadro de pessoal da década de 80, quando a corporação atingiu o mais elevado número de servidores.

O chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Junior, destacou que os critérios para distribuição dos servidores têm como foco a investigação. Dos 731, 701 (96%) foram designados para as áreas operacionais.

– Estamos aumentado em 15% o nosso efetivo. É um grande reforço para combater a criminalidade – afirmou Ranolfo.

Os novos agentes têm salário inicial de R$ 2,7 mil e receberão como material individual de trabalho pistola calibre .40, um par de algemas e um colete à prova de balas.

Conforme Ranolfo, será possível elevar em 47% a taxa de produtividade nas delegacias. Além do oxigênio extra nos quadros da polícia por conta dos novos agentes, a corporação passa por uma reformulação interna, com transferências (solicitadas voluntariamente) de 206 agentes. Ranolfo também lembrou que, em 30 dias, cem novas viaturas serão incorporadas à frota.

O último ingresso de agentes foi em outubro de 2010, com a contratação de cerca de 650 pessoas. Mais de mil policiais estão aptos a pedir a aposentadoria, pois já completaram 30 anos de serviço. A Chefia não sabe quantos deixarão a corporação, ou quando, mas já pediu à Secretaria da Segurança Pública autorização para abertura de concurso, ainda em 2012, para mais 700 agentes.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

GUARDA MUNICIPAL NO POLICIAMENTO

 
ZERO HORA 17 de setembro de 2012 | N° 17195

PÁGINA 10 | CARLOS ROLLSING (INTERINO)

Para conter o surto de assaltos e de violência em Porto Alegre, a secretária municipal de Segurança, Sônia D’Ávila, irá propor ao comandante do Policiamento da Capital, coronel Alfeu Freitas Moreira, em reunião hoje à tarde, a assinatura de um termo de cooperação entre Guarda Municipal e Brigada Militar.

Se a proposta avançar, os 558 guardas de Porto Alegre deixarão de proteger apenas o patrimônio público e passarão a fazer policiamento ostensivo nas ruas da cidade ao lado de praças da Brigada Militar. Seria um trabalho de acompanhamento que, no entendimento de Sônia, ajudaria a combater o déficit de policiais militares, calculado em 2 mil pela prefeitura. A secretária diz que o modelo de parceria foi adotado com sucesso no Rio de Janeiro.

Em 2013, Sônia acredita que estará amadurecida a discussão iniciada na Câmara de Vereadores para ampliar, via projeto de lei, as atribuições da Guarda Municipal. Na avaliação da secretária, os agentes da corporação, que já utilizam armas de fogo e taser, deverão ser autorizados a efetuar prisões.

– Essa medida tem respaldo constitucional – diz.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Se estão empregando as Forças Armadas no policiamento ostensivo, por que não empregar as Guardas Municipais já que são organizações muito mais comprometidas com os municípios do que as forças federais e estaduais. Elas são muito úteis na observância da modalidade permanência, da responsabilidade territorial e da efetividade dos efetivos que que não podem ser remanejados de cidade, algo comum nas forças estaduais. Já está na hora de quebrar as resistências e transformar as guardas municipais em POLÍCIAS MUNICIPAIS uniformizadas e armadas. Em todo mundo elas existem, que motivos especiais impedem a criação delas no Brasil?

domingo, 16 de setembro de 2012

CERCO, UM POLICIAL FERIDO E QUATRO BANDIDOS MORTOS

ZERO HORA 16 de setembro de 2012 | N° 17194

CERCO POLICIAL

Quatro criminosos mortos no Interior


Na região da Serra, bandidos colidiram com outro carro ao fugir da polícia

Em três diferentes ações protagonizadas pela Brigada Militar, quatro criminosos acabaram mortos no Rio Grande do Sul entre a noite de sexta-feira e a manhã deste sábado. Na região da Serra, dois homens morreram e dois foram presos após o roubo a um bar em Guaporé.

Os quatro suspeitos do crime estavam em um Vectra, que furou uma barreira policial e colidiu contra uma Saveiro na rodovia que liga Guaporé ao vizinho município de Serafina Corrêa, a ERS-129. Um homem e uma mulher que estavam na Saveiro também se feriram.

Um dos assaltantes mortos é Diovan Bortolotti dos Santos, 21 anos, que tinha antecedentes por roubo, furto de veículo e tráfico de drogas. O outro morto não havia sido identificado até a manhã de sábado. Os presos, conforme o Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Serra, são Eduardo dos Santos de Matos, natural de Passo Fundo, e Alisson Marlon de Anselmo Cardoso, também de Passo Fundo e procurado pela Justiça. Os dois têm antecedentes por roubo.

Em Venâncio Aires, um policial ficou ferido e um ladrão morreu

O assalto em Guaporé ocorreu na sexta-feira à noite no Bar Possamai, na Avenida dos Imigrantes, no Centro. Conforme a Brigada Militar, o proprietário e seu sócio foram rendidos por três homens armados, que levaram dinheiro, dois celulares e documentos. O material roubado, além de quatro armas, foi encontrado no Vectra.

O segundo incidente ocorreu na madrugada de sábado em Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo. Um criminoso morreu e um PM ficou ferido após assalto. Conforme a BM, um ladrão rendeu um casal em um posto de combustíveis na RST-287 e ordenou que uma das vítimas conduzisse a moto. O refém foi libertado 15 minutos depois. O assaltante fugiu, mas foi cercado por PMs próximo ao Instituto Penal de Mariante, onde ele deveria estar cumprindo pena. Houve troca de tiros, e o criminoso, identificado como Flávio Patel, foi baleado e morto. Um dos policiais envolvidos na ação sofreu um tiro na perna. As vítimas do assalto não ficaram feridas.

O terceiro cerco com morte ocorreu em Sobradinho. Procurado por roubos em toda a região do Vale do Rio Pardo, Derli de Almeida, 38 anos, foi encontrado morto na madrugada de sábado, por volta das 3h. Almeida estava foragido do Presídio Estadual de Candelária. De acordo com a Polícia Civil, após receberem a informação de que o criminoso estava em uma casa no bairro Floresta, policiais civis e militares montaram uma ação conjunta para capturá-lo. A polícia invadiu a casa e encontrou Almeida morto.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

FORÇA-TAREFA DA PC ELUCIDA 68,9% DOS HOMICÍDIOS

CORREIO DO POVO, 11/09/2012

Polícia elucida 68,9% de homicídios 

Dados da Polícia Civil divulgados ontem indicam que 68,9% dos assassinatos sob investigação da Força-Tarefa de Enfrentamento a Homicídios foram solucionados.

O percentual se refere a crimes ocorridos entre junho e agosto deste ano nos municípios de Alvorada, Caxias do Sul, Gravataí, Guaíba, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, São Leopoldo e Viamão. Segundo a Polícia, o índice representa aumento de 91% de esclarecimento em relação ao mesmo período de 2011.

Criada em 1 de junho de 2012, com duração de 120 dias, cada equipe reúne delegado e oito agentes em cada município. A partir de outubro, egressos da Academia de Polícia serão lotados nessas delegacias para que os procedimentos continuem.

Será implantada ainda uma Delegacia de Homicídios em Canoas e quatro na Capital, que funcionarão nos mesmos moldes das DPs onde a força-tarefa atua. Os crimes de homicídio em Porto Alegre serão atendidos pelas DPs especializadas, de acordo com a sua circunscrição.

A Delegacia de Homicídios e Desaparecidos do Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic) ficará responsável pelos crimes que já estão sendo apurados.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

POLÍCIA CIVIL DO RS NO APOIO AÉREO

ZERO HORA - Reforço Aéreo10/09/2012 | 05h44

Helicóptero ajudará Polícia Civil do Estado no combate ao crime. Aeronave deve ficar pronta no fim de outubro, a um custo de R$ 8,2 milhões


Esquilo AS 350 B3e (como o da foto) está sendo montado em Minas Gerais Foto: Francisco Soares/Divulgação Polícia Civil / Divulgação



A Polícia Civil se prepara para colocar em prática um novo setor de combate à criminalidade. É o Serviço de Apoio Aéreo, do qual a principal novidade será um helicóptero.

Em fase de montagem em Itajubá (MG), a aeronave deve ficar pronta até o fim de outubro e será mais uma arma para reprimir tráfico de drogas, abigeato, assalto a banco e a carro-forte e roubo de veículos, entre outros crimes. Ao custo de U$ 4,1 milhões (cerca de R$ 8,2 milhões, 98% bancados pela União), o helicóptero estará vinculado ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Junior, diz que a aeronave será de "fundamental importância" para o trabalho policial, agilizando deslocamentos de urgência e perseguições a criminosos. Também servirá para investigações, mapeando locais de crimes:

— É um sonho antigo. A Polícia Civil gaúcha é reconhecida como uma das melhores do Brasil, e, por mais incrível que pareça, ainda não dispunha de um helicóptero.

Diretor de Departamento de Telecomunicações da corporação, o delegado Francisco Soares, responsável pelas tratativas com o governo federal e pela compra do equipamento, afirma que o trabalho de um helicóptero é semelhante ao de 30 viaturas, segundo estudos técnicos. Ele lembra que, em 1982, a Polícia Civil teve dois helicópteros, poucos meses depois transferidos para o governo do Estado e, mais tarde para a Brigada Militar.

Dois delegados e um agente fazem um curso de pilotagem comercial para comandar o helicóptero. Farão parte da equipe outros dois pilotos civis, da antiga Divisão do Serviço Aéreo do Estado. Eles são capacitados em uma das fábricas da aeronave, a Eurocopter, no Texas (EUA). Ao todo, 23 policiais irão integrar a tripulação. O comando será do delegado Bolívar Llantada.