Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

domingo, 4 de outubro de 2015

GUARDA MUNICIPAL NA PREVENÇÃO DA SEGURANÇA

CORREIO DO POVO 03/10/2015

Guarda Municipal usa tecnologia para combater o crime na Capital. Agentes são responsáveis pelo patrulhamento em escolas, postos de saúde e parques



Agentes ganharão o reforço de mais câmeras de monitoramento em dois parques da Capital | Foto: Samuel Maciel


Força auxiliar no sistema de segurança pública, a Guarda Municipal de Porto Alegre comemora 123 anos no próximo dia 3 de novembro, apostando na capacitação do efetivo e em tecnologia. O titular da Secretaria Municipal de Segurança (SMSeg), José Freitas, destaca a importância do trabalho de “prevenção na segurança”. Este item foi conferido à instituição desde agosto do ano passado pelo Estatuto Geral das Guardas Municipais, contido na lei federal 13.022. Segundo o secretário, trata-se de garantir pela legislação um “aspecto legal do que já é realizado”. Freitas lembra que os guardas municipais deparam-se diariamente com ocorrências de assaltos e acidentes de trânsito. “Eles têm preparação, mas sempre atuam na prevenção”, ressalta Freitas.

Um passo rumo à modernização é a mudança tecnológica do sistema de alarme nos prédios públicos municipais, cujo monitoramento é feito pela Guarda Municipal. “É uma ferramenta muito eficaz e que tem possibilitado flagrantes”, observa Freitas. O secretário da SMSeg destaca que a vigilância por câmeras é feita através do monitoramento direto dos agentes, que atuam no Centro Integrado de Comando (Ceic) e na Central de Monitoramento da Guarda. A vigilância é reforçada pelo compartilhamento das imagens com a Brigada Militar.

Freitas ressalta o investimento com a instalação de 38 novas câmeras pela prefeitura em dois parques de Porto Alegre. No da Redenção, o número de equipamentos subirá de 8 para 29. No Parque Marinha do Brasil passará de 6 para 9 câmeras. Os recursos aplicados ficam em torno de R$ 3 milhões.

O efetivo da Guarda Municipal é de 500 agentes, que estão distribuídos em 11 áreas da cidade. A Guarda é responsável por patrulhar e vigiar 24 horas por dia cerca de 600 locais sob responsabilidade do poder público municipal, como por exemplo 97 escolas, 140 postos de saúde, entre outros locais.

Nosso trabalho é diferenciado

No primeiro semestre deste ano, a Guarda Municipal de Porto Alegre efetuou 16 prisões por pichação, furto, invasão e dano ao patrimônio público, além de desacato e depredação. Em 2014, o número de detenções ficou em 56, sendo ainda realizados 90.335 encaminhamentos. O número 153 é conhecido como Disque Pichação na Capital. Ele foi implantado em 25 de maio de 2006, e passará a ter ligação gratuita.

O comandante da Guarda Municipal da Capital, Luiz Antônio Pithan, que já exerceu anteriormente o cargo, pretende otimizar o trabalho dentro dos limites constitucionais. “Prestar o melhor serviço possível”, acentua. Na sua opinião, a adoção cada vez maior de tecnologia de ponta é irreversível. Cita como exemplo, a conjugação de monitoramento por câmera e alarme, que possibilita liberar os guardas municipais para outras ações. Antes, eles eram obrigados a ficar parados a madrugada inteira dentro de uma escola.

Segundo Pithan, o Estatuto Geral das Guardas Municipais não alterou o trabalho realizado na Capital. “A nossa Guarda é diferenciada das outras no país, devido ao atendimento de outras ocorrências no contexto da segurança pública”, explica.

Uma novidade é que o telefone 153 deverá ter ligação gratuita até o final deste ano. A Anatel deu prazo até 24 de novembro para que as operadoras de telefonia fixa e móvel suspendam a cobrança e programem como “serviço público de emergência” o código 153. Este é usado pelas guardas municipais de todo o país. A determinação é resultado da publicação do Estatuto Geral das Guardas Municipais brasileiras.

Projeto atende estudantes


A Guarda apresentou muitas mudanças no decorrer dos anos. Um dos exemplos é o Núcleo de Ações Preventivas (NAP). A seção foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Segurança de Porto Alegre em 2007. O NAP atua na rede municipal de ensino. O Núcleo desenvolve ações em escolas, sempre evidenciando o combate à violência dentro do ambiente estudantil. As divulgações são feitas de forma educativa, ressaltando a importância de atitudes positivas dentro e fora das salas de aula. Alunos e professores são atendidos em várias ações realizadas pelo projeto. Entre os programas, destaca-se o “Dois caminhos, uma escolha”. Neste, são passadas noções básicas sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os deveres e direitos dos jovens dentro do ECA, esclarecimento das consequências do uso de substâncias psicoativas (drogas), entre outros assuntos.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

ATO DE GRATIDÃO POR TER SIDO SALVA POR BRIGADIANOS

ZERO HORA 13/02/2015 | 19h05


Menina que teve o cabelo preso no ralo da piscina agradece pelo seu salvamento. Ana Cristina Kieling Pedrazzi, de 8 anos, entregou um desenho aos policiais militares que prestaram socorro no dia do acidente

por Dandara Flores Aranguiz




Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS


Após quatro dias internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) Pediátrico do Hospital de Caridade de Santa Maria, a menina Ana Cristina Kieling Pedrazzi, de 8 anos, está bem e já recebeu alta.

Na última segunda-feira, por volta das 10h30min, a garotinha estava tomando banho na piscina da casa dos avós maternos, no bairro Rosário, quando teve os cabelos presos no ralo. Na tarde desta sexta-feira, após deixar o hospital, a menina, acompanhada dos pais, dos avós e de um dos dois irmãos, esteve no quartel da Brigada Militar, na Rua Pinto Bandeira, para agradecer aos policiais militares pelo atendimento prestado no dia do socorro.

Emocionados, os dois brigadianos que atenderam à ocorrência, e um dos batedores que fizeram a escolta da ambulância até o hospital, abraçaram a pequena Ana Cristina. Como um gesto de reconhecimento, ela fez um desenho e o entregou aos policiais, junto com uma carta de agradecimento da mãe e da avó.

_ Não há palavras que expressem nossa gratidão por vocês terem salvado a nossa filha. Graças ao trabalho de vocês é que hoje ela está tão bem. A ajuda nos primeiros momentos e a orientação que vocês deram por telefone até o socorro chegar foi fundamental. Agora ela está tão bem quanto antes, e está aqui para agradecer vocês pelo socorro rápido_ disse a mãe, Fernanda Kieling Pedrazzi, aos soldados Roberto Oliveira do Nascimento, Henrique Bona Omelzuck e Thiago dos Santos Flores.

O capitão Jair Francisco de Oliveira, que era o oficial de serviço no dia do acidente, ressaltou que a agilidade no atendimento foi crucial para obter o êxito no socorro:

_ Nós ficamos emocionados ao ver que eles vieram até aqui para nos fazer esse agradecimento. É o nosso trabalho, mas é muito reconfortante ter o reconhecimento da família com a dedicação que todos tiveram nesse dia. Foi um esforço coletivo para que a gente pudesse ter a Ana de volta ao nosso convívio.

Os soldados Nascimento e Omelzuck foram os dois policiais que realizaram os primeiros socorros - massagem cardíaca e ventilação - e reanimaram a menina até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

_ É gratificante o reconhecimento das pessoas. Nós desempenhamos nosso trabalho o mais rápido possível. É uma satisfação ver a Ana sem sequelas, saudável e no seio da família novamente_ declarou Omelzuck.

_ Nós tentamos agir com calma e colocar em prática todo o conhecimento que recebemos nos treinamentos para socorrer a vítima e tentar amenizar a situação. Nós sempre pensamos que poderia ser um filho nosso, de um colega, ou um ente querido_ comentou Nascimento.

Ao todo, 11 brigadianos participaram do atendimento, desde o auxílio por telefone da equipe da Sala de Operações, até os batedores que ajudaram a escoltar a ambulância até o hospital.

domingo, 11 de janeiro de 2015

ANJOS DO AR DA BM GARANTEM ATENDIMENTO DE URGÊNCIA

CORREIO DO POVO 10/01/2015

Batalhão de Aviação da BM garante atendimento de urgência. Equipe também ajuda no apoio a operações dos salva-vidas




Em Capão, esquadrão aéreo mantém três helicóptero e um avião | Foto: André Ávila
 

Nildo Júnior


O banhista gaúcho se sente seguro na beira da praia quando vê o helicóptero do Batalhão de Aviação da Brigada Militar (BAV-BM) sobrevoando o Litoral. Pois ele sabe que se, por desventura, sofrer algum sinistro no mar, poderá contar com o apoio aéreo além dos salva-vidas na guarita. São os anjos do céu gaúcho à beira-mar. Em Capão da Canoa, o 1º Esquadrão Aéreo, que tem sede em Porto Alegre, mantém três helicópteros e um avião sempre prontos para operações de patrulhamento, busca, resgate e remoção de emergência que funcionam durante a Operação Golfinho, atuando no eixo Mostarda-Torres.

Em Rio Grande, o 2º Esquadrão Aéreo, sediado em Uruguaiana, atua durante o verão. O BAV-BM também tem Esquadrão em Caxias do Sul. Os majores Leandro dos Santos e Danúbio Lisbôa são pilotos de uma das equipes. Ao todo, são 14 servidores por plantão, sendo seis pilotos, dois mecânicos, dois motoristas e quatro tripulantes. Também faz parte do plantão uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com médico e enfermeiro, para prestar primeiros socorros e remoção.

“Dependendo da missão, voamos com piloto, copiloto, dois ou três tripulantes”, esclarece o major Leandro. “Se sabemos de antemão que vamos resgatar algum ferido, que precisa de maca e supervisão de emergência, tiramos um tripulante para que o socorrido venha dentro da aeronave”, continua. “Caso saibamos que o socorrido possa vir no cesto ou preso com colete e pendurado, o piloto precisa ser mais cuidadoso”, observa.

O major Lisbôa diz que o helicóptero Esquilo, do Esquadrão, tem autonomia para uma hora e meia de voo, assegurando um deslocamento, por exemplo, entre Capão da Canoa e Mostardas, de Mostardas para Torres e, de Torres para Capão da Canoa. “As pessoas não têm ideia do poder de voo de uma aeronaves dessas. Só para se ter uma ideia, vamos de Capão da Canoa a Tramandaí em oito minutos. Isso faz diferença na hora de salvar uma vida”, destaca.

Quando a aeronave realiza voo de patrulhamento no mar, os tripulantes tentam fazer contato visual com banhistas em situação de risco. “Não temos equipamento de som no Esquilo para alertar os banhistas. Precisamos fazer gestos para que eles saiam do mar ou que peçam socorro para nós”, explica. Todo o efetivo da Brigada Militar, seja policial, bombeiro ou salva-vida, tem o número de emergência do Batalhão de Aviação para solicitar apoio operacional. O BAV-BM também fica monitorando por rádio as frequências usadas pela corporação para saber o que está acontecendo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

BM FAZ OPERAÇÃO EM BARES NO CENTRO DE POA

DIÁRIO GAÚCHO 11/12/2014 | 08h58

Cid Martins

Brigada Militar faz operação em bares no centro de Porto Alegre. Objetivo é coibir crimes como roubo e furto de veículos e também evitar ocorrências na área central nessa época de final de ano na região



Bares ficam na Praça Parobé e nas ruas Marechal Floriano Peixoto e Vigário José Inácio e na Avenida Júlio de Castilhos Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS



A Brigada Militar realiza na madrugada desta quinta-feira uma operação nos bares do centro de Porto Alegre, mais conhecido como "inferninhos". O objetivo é coibir roubos e furtos de veículos e também coibir ocorrências na área central na época das compras de final de ano, segundo a Rádio Gaúcha.

São 208 PMs escalados para a operação. Nove bares são alvo da operação e ficam na Praça Parobé e nas ruas Marechal Floriano Peixoto, Vigário José Inácio e Avenida Júlio de Castilhos. Dois foragidos foram presos, e houve o encaminhamento de três detentos que cumprem prisão domiciliar e estavam em um desses bares. Um dos locais, na Avenida Júlio de Castilhos, tinha alvará para funcionar como pizzaria — assim, a BM irá encaminhar documento à prefeitura para uma futura inspeção.



Dados da BM apontam que, em nove meses, 41 pessoas foram presas em operações nesses bares. Destes, 14 eram considerados foragidos, traficantes e ladrões.


Foto: Ronaldo Bernardi, Agência RBS

O tenente-coronel Francisco Vieira, comandante do 9º BPM, destaca que os criminosos que se refugiam nestes bares saem no final da madrugada para assaltar pedestres, motoristas de ônibus ou estabelecimentos comerciais.

— Eles pegam carros, que deixam estacionados em garagens aqui do Centro, a maioria com armas, e depois vão cometer os crimes — disse.

De acordo com o oficial, da Avenida Salgado Filho em direção ao Guaíba se concentram a maioria dos suspeitos que agem na Região Metropolitana. Já no outro lado da via, os que são da Capital. É neste ponto, inclusive, que ocorrem brigas entre integrantes de facções criminosas e, desde maio, foram registrados dois homicídios.

sábado, 6 de dezembro de 2014

POLICIAIS FEDERAIS GAÚCHOS SÃO SEGUNDO DO BRASIL EM OPERAÇÕES. PARANÁ SE DESTACA EM PRISÕES



ZERO HORA 06 de dezembro de 2014 | N° 18005

JOSÉ LUÍS COSTA


COMBATE AO CRIME. PF gaúcha em 2º lugar em operações

Ao longo de 2014, superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul executou 26 intervenções para desarticular quadrilhas, realizando 229 prisões. Pornografia infantil e tráfico de drogas estiveram entre as prioridades dos agentes


A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Sul é vice-campeã brasileira em operações em 2014. Foram 26 ofensivas contra o crime organizado, 16 a menos do que a PF em São Paulo, Estado quatro vezes mais populoso do que o RS e onde a corporação tem a maior unidade no Brasil.

As ações se concentraram na repressão a desvios de recursos públicos e ao tráfico de drogas, pois são os dois principais eixos de atuação da PF. Neste ano, o combate a um outro tipo de crime entrou o rol de prioridades por conta do avanço da exploração sexual de crianças e adolescentes.

– Notamos que o combate à pornografia infantil exige forte atuação – diz o delegado Sandro Caron, superintendente da PF no RS.

E foi nessa área em que os federais comandados por Caron deflagraram uma inédita ação com repercussão internacional, a Operação Darknet, em 56 prisões. Além de responsabilizar os autores dos crimes, ressalta Caron, a ação resgatou seis crianças em situações de abuso ou risco de estupro.

No combate às drogas, a Operação Suçuarana, em maio, ganhou destaque pela parceria com a polícia do Paraguai e pelo volume de recursos alvo de sequestro judicial – R$ 20 milhões, referentes a 21 imóveis, em condomínios de luxo no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul, e a 120 veículos.

Outra ofensiva relevante foi a Operação Carmelina, em fevereiro. A importância não se dá pela quantidade de presos, mas pelo volume de vítimas: 30 mil pessoas supostamente lesadas pelo advogado Maurício Dal Agnol.

Ele representou o grupo em ações contra a antiga Companhia Riograndense de Telecomunicações e teria deixado de repassar à clientela R$ 100 milhões. O nome da operação foi uma homenagem a Carmelina Comin. Ex-freira, ela sofria de câncer, precisava de recursos para se tratar, mas morreu em 2012, aos 76 anos, esperando R$ 107 mil devidos pelo advogado.





Paraná é destaque em prisões


A PF no Paraná será lembrada pela Operação Lava-Jato, que apura esquema bilionário de corrupção envolvendo contratos da Petrobras, a mais contundente investigação no Brasil em parceria com procuradores da República.

Mas a maior ação dos paranaenses em 2014 – em número de prisões – teve o ápice no começo de abril. Foi a Operação Cavalo de Fogo, que levou para cadeia 156 pessoas envolvidas com tráfico de drogas – 84 capturas em flagrante – em cidades de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Além de recordista em capturas, a Cavalo de Fogo elevou para 23,1 a média de prisões por operação da PF no Paraná. O grupo criminoso transportava cocaína, crack e maconha do Paraguai para o Brasil, utilizando embarcações que atravessavam a fronteira pelo Lago de Itaipu com destino a São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.

Ao longo de dois anos, foram apreendidos 1,3 tonelada de cocaína, 560 quilos de crack, 56 veículos, e, de uma tacada só, 37 toneladas de maconha, que estavam em uma carreta em Foz do Iguaçu.






quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

CEM ANOS DE COOPERAÇÃO POLICIAL INTERNACIONAL


Foto: Arte ADPF/Norberto Lima



PORTAL ADPF 04/12/2014 - 11:09:03


Luiz Eduardo Navajas




O ano de 2014 comemora o centenário do 1º Congresso de Polícia Criminal Internacional, ocorrido no Principado de Mônaco, que marcou o início da cooperação policial internacional e culminou, em 1923, com a criação da OIPC (Organização Internacional de Polícia Criminal), mais conhecida como Interpol.


Verifica-se há exato um século a preocupação com a delinquência transnacional, tema tão em voga nos dias atuais. O principal objetivo do Congresso era incentivar o contato direto entre as forças policiais dos diferentes países para facilitar as investigações que transpassassem as fronteiras geográficas e também estudar a “constituição e organização de uma polícia judiciária internacional, destinada a facilitar a procura e prisão de malfeitores” (Actes du Congrès, 1925).


Os 26 países que atenderam ao 1º Congresso delinearam as bases do que seria a Interpol atual, sem dúvida o principal canal de cooperação policial existente no mundo. Polícias de 190 países cooperam entre si utilizando as ferramentas oferecidas pela OIPC, além de bases de dados internacionais centralizadas nos servidores da Secretaria-Geral em Lyon, França.


O Brasil, embora presente ao Congresso de 1914, aderiu formalmente à Interpol somente em 1953, durante a Assembleia Geral em Oslo, Noruega, e após breve ausência em 1980, retornou como país membro em 1986. Representado pela Polícia Federal, hoje o Brasil é um dos principais atores no âmbito da cooperação policial internacional. Participa de grupos técnicos que estabelecerão parâmetros de investigação a serem adotados pelos países membros (respeitadas a soberania e legislação internas de cada um deles) e de grupos operacionais (Brasil ofereceu suporte às ações de identificação das vítimas do vôo Malasian MH17), além de utilizar diuturnamente os canais internacionais em prol de investigações e ações penais.


Nos últimos cinco anos o país viu grandes avanços em sua inserção na comunidade policial internacional. O Brasil registrou um expressivo aumento do número de prisões de foragidos internacionais em seu território (mais de 300 no período), ampliou o uso de tecnologias que permitem o imediato intercâmbio de informações, passou a vincular bases de dados internacionais com sistemas internos e aprovou a lei que autoriza a apresentação pela polícia de pedido de prisão cautelar para fins de extradição ao Supremo Tribunal Federal. Esses são apenas alguns dos exemplos que têm colaborado para o cada vez maior protagonismo nacional no combate ao crime transnacional.


Esse incremento nos trabalhos da área internacional da Polícia Federal possibilitou o sucesso do Centro de Cooperação Policial Internacional durante a Copa do Mundo 2014. Duzentos e seis policiais de 33 países e três Organismos Internacionais trabalharam de forma completamente integrada nas instalações da instituição em Brasília durante 40 dias, auxiliando os trabalhos de segurança do Mundial. Além da troca de informações imediatas entre os policiais estrangeiros e brasileiros, propiciando resultados imediatos às ações de segurança, a presença física de policiais estrangeiros ofereceu ao mundo a transparência das atividades de segurança realizadas, trazendo elogios da imprensa internacional e fulminando preocupações de autoridades estrangeiras quanto à segurança de seus times e torcedores durante sua estada em nosso país. Exemplo disso foi o caso envolvendo o principal “barrabrava” argentino, que ingressou no Brasil ilegalmente e desafiava a polícia argentina a cada jogo da seleção de seu país, e graças aos trabalhos conjuntos entre as polícias brasileira e argentina foi localizado e deportado ao seu país natal antes que pudesse causar problemas mais graves nos estádios.


Ainda há muito a ser feito, é certo. As dimensões continentais do Brasil, a vizinhança com países produtores de drogas, o aquecimento da economia que faz com que muitos estrangeiros em situação vulnerável aqui busquem refúgio e a receptividade calorosa da população brasileira com relação às pessoas de outros países aumentam o desafio da polícia na prevenção e repressão à criminalidade, na segurança das fronteiras, no patrulhamento aeroportuário etc. E, para isso, a cooperação policial internacional mostra-se como ferramenta imprescindível.


Capacitação de policiais em relações internacionais, adequações legislativas, reconhecimento de canais de cooperação modernos, autonomia da atividade policial, dentre outros, são requisitos indissociáveis da manutenção do país como ator relevante na seara internacional. Ciente dessas necessidades, o Brasil tenta se adequar a essas exigências, adotando medidas de aperfeiçoamento das instituições que atuam na área.


O centenário da cooperação policial internacional merece ser comemorado por todos aqueles que buscam o ideal de um mundo mais seguro e justo.


 http://www.adpf.org.br/adpf/admin/painelcontrole/materia/materia_portal.wsp?tmp.edt.materia_codigo=7177&tit=Cem-anos-de-cooperacao-policial-internacional#.VICYCclBpI1

sábado, 6 de setembro de 2014

REDES SOCIAIS COMO ALIADAS

DIÁRIO GAÚCHO 06/09/2014 | 07h05


Marilice Daronco

Polícia Civil usa redes sociais como aliadas no combate ao crime. A prisão de uma jovem de 18 anos por tráfico, em Santa Maria, na última terça-feira, chamou a atenção devido a ostentação que ela fazia em suas redes sociais


Suspeita de tráfico postava fotos com armas no FacebookFoto: Facebook / Reprodução


A prisão de uma jovem de 18 anos por tráfico, em Santa Maria, na última terça-feira, chamou a atenção devido a ostentação que ela fazia em suas redes sociais, exibindo fotos com armas, dinheiro e até fazendo comentários sobre a venda de drogas. Até então, a Polícia Civil da cidade não tinha divulgado que vinha usando as redes sociais para monitorar suspeitos de crimes. Mas as redes sociais, cada vez mais, estão se transformando em aliadas das investigações.

_ Não temos mais como deixar de usar as redes sociais. Elas são uma importante fonte de informação. Há criminosos que mostram cenas do seu cotidiano e elas estão ligadas a crimes. É uma forma deles de demonstrar poder e de, de certa forma, afrontar à polícia_ comenta o titular da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (DEFREC), Sandro Meinerz.

Um dos casos investigados pela 2ª Delegacia de Polícia Civil é o de um suspeito de assaltos a uma loja de roupas e a uma farmácia no bairro Tancredo Neves. Os vídeos das câmeras de segurança foram divulgados, compartilhados nas redes sociais e a delegacia acabou recebendo uma denúncia anônima de uma pessoa que viu o vídeo no Facebook e que revelou à polícia que o homem tinha perfil no site de relacionamentos.

_ Ele não tinha passagem pela polícia, dificilmente chegaríamos a ele se não fossem as redes sociais. Infelizmente, ele foi para Santa Catarina, mas estamos tentando capturá-lo_ diz o inspetor Jucelino Wiethan.

Para o psicólogo Luís Henrique Pereira, tanta exibição pode ter uma explicação:

_ É uma demonstração de força, de exibição. Ao mesmo tempo, assim eles buscam amedrontar os oponentes com a sua capacidade. Isso envolve uma questão imaginária, relacionada a vigor. Com as fotos e comentários, eles acreditam ter a potência de se transformar em ameaça, em potencializar as suas ações. Eles querem ser admirados e temidos_ afirma Pereira.


DIÁRIO DE SANTA MARIA