Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

sábado, 6 de setembro de 2014

REDES SOCIAIS COMO ALIADAS

DIÁRIO GAÚCHO 06/09/2014 | 07h05


Marilice Daronco

Polícia Civil usa redes sociais como aliadas no combate ao crime. A prisão de uma jovem de 18 anos por tráfico, em Santa Maria, na última terça-feira, chamou a atenção devido a ostentação que ela fazia em suas redes sociais


Suspeita de tráfico postava fotos com armas no FacebookFoto: Facebook / Reprodução


A prisão de uma jovem de 18 anos por tráfico, em Santa Maria, na última terça-feira, chamou a atenção devido a ostentação que ela fazia em suas redes sociais, exibindo fotos com armas, dinheiro e até fazendo comentários sobre a venda de drogas. Até então, a Polícia Civil da cidade não tinha divulgado que vinha usando as redes sociais para monitorar suspeitos de crimes. Mas as redes sociais, cada vez mais, estão se transformando em aliadas das investigações.

_ Não temos mais como deixar de usar as redes sociais. Elas são uma importante fonte de informação. Há criminosos que mostram cenas do seu cotidiano e elas estão ligadas a crimes. É uma forma deles de demonstrar poder e de, de certa forma, afrontar à polícia_ comenta o titular da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (DEFREC), Sandro Meinerz.

Um dos casos investigados pela 2ª Delegacia de Polícia Civil é o de um suspeito de assaltos a uma loja de roupas e a uma farmácia no bairro Tancredo Neves. Os vídeos das câmeras de segurança foram divulgados, compartilhados nas redes sociais e a delegacia acabou recebendo uma denúncia anônima de uma pessoa que viu o vídeo no Facebook e que revelou à polícia que o homem tinha perfil no site de relacionamentos.

_ Ele não tinha passagem pela polícia, dificilmente chegaríamos a ele se não fossem as redes sociais. Infelizmente, ele foi para Santa Catarina, mas estamos tentando capturá-lo_ diz o inspetor Jucelino Wiethan.

Para o psicólogo Luís Henrique Pereira, tanta exibição pode ter uma explicação:

_ É uma demonstração de força, de exibição. Ao mesmo tempo, assim eles buscam amedrontar os oponentes com a sua capacidade. Isso envolve uma questão imaginária, relacionada a vigor. Com as fotos e comentários, eles acreditam ter a potência de se transformar em ameaça, em potencializar as suas ações. Eles querem ser admirados e temidos_ afirma Pereira.


DIÁRIO DE SANTA MARIA

domingo, 31 de agosto de 2014

TECNOLOGIA AVANÇADA CONTRA LAVAGEM DE DINHEIRO

CORREIO DO POVO 30/08/2014 20:12

Polícia do RS usará nova tecnologia contra lavagem de dinheiro. Laboratório vai disponibilizar informações de transações bancárias através da internet




Polícia do RS usará nova tecnologia contra lavagem de dinheiro
Crédito: Alexandre Mendez/CP Memória


A partir do dia 12 de setembro, o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) da Polícia Civil vai ter acesso ao Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias (Simba), desenvolvido pelo Ministério Público Federal. Trata-se de um conjunto de processos, módulos e normas para tráfego de dados bancários entre instituições financeiras e órgãos governamentais. O LAB-LD da Polícia Civil foi inaugurado em junho deste ano. No RS, o Ministério Público do Estado já dispõe de um LAB-LD desde 2009.

Coordenadora do laboratório da Polícia Civil, a delegada Greta Moura Anzanello explica que, devido ao Simba estar online, será possível o acesso via web às informações bancárias. Ela lembra porém que sempre haverá necessidade de autorização judicial. Sobre o trabalho já realizado desde a inauguração em junho, a delegada aponta que até o momento só uma investigação policial em andamento em Porto Alegre chegou ao LAB-LD. No entanto, ela justifica que o volume de casos atendidos crescerá com o tempo, sobretudo a partir da incorporação de todas as ferramentas disponíveis. Em outros estados, compara Greta, o serviço nos laboratórios de lavagem de dinheiro cresceu de modo gradual.

A previsão é de que o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), além do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) e do Departamento de Polícia do Interior (DPI), sejam os que mais requisitarão o LAB-LD. “No entanto, ele está aberto a todas as delegacias”, faz questão de ressaltar a delegada Greta.

A equipe do laboratório é composta por policiais civis especializados em tecnologia da informação e analistas de informações. Todos foram treinados desde setembro do ano passado para o desempenho das funções.

O LAB-LD da Polícia Civil foi implantado depois de realizado acordo de cooperação celebrado entre o Ministério da Justiça e o governo do Estado em julho do ano passado. Destinado aos casos de complexidade, que contenham volume e massa de dados significativos para análise, originários de quebras de sigilo fiscal, bancário ou tributário, o laboratório de lavagem de dinheiro está preparado também para investigar atuação de bando, quadrilha ou organização criminosa, com mais de três indivíduos, com fortes indícios de lavagem de dinheiro. O LAB-LD busca ainda a integração entre os estados na recuperação de ativos, fruto da atividade ilícita.



Fonte: Álvaro Grohmann/Correio do Povo

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PERÍCIA MODERNIZADA


ZERO HORA 22 de agosto de 2014 | N° 17899

DÉBORA ELY


Tecnologia rápida para resolver crimes no Estado

NOVOS EQUIPAMENTOS DO IGP devem acelerar análise de vestígio biológico e fomentar o banco de DNA, mas podem não destravar os casos mais antigos



A partir desta semana, o processo de extração de DNA pelo laboratório do Instituto-Geral de Perícias do Estado (IGP) não deverá demorar mais do que 30 minutos. Até então, o estágio – apenas uma das três etapas para chegar ao perfil genético de um indivíduo – levava pelo menos dois dias. A razão para a recente agilidade é a implantação da automação no processamento de vestígios biológicos para exames de DNA. O projeto tem o efeito de auxiliar na resolução de crimes por meio da comparação de perfis genéticos, principalmente nos casos em que o agressor é reincidente.

Ao custo de R$ 250 mil bancados pelo governo do Estado, os equipamentos mais modernos começaram a funcionar na manhã de ontem. O objetivo do projeto é ampliar o já existente Banco de Perfis Genéticos – que hoje conta com 300 amostras no Rio Grande do Sul, podendo chegar a 3 mil DNAs relativos a crimes de autoria desconhecida que já se encontram armazenados no IGP.

– O foco principal será o processamento de vestígios de casos em que não há suspeitos, além da coleta em condenados de crimes violentos para inserção no banco – explica a diretora do Departamento de Perícias Laboratoriais do instituto, Trícia Albuquerque.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

BM INSTALA PLATAFORMA DE OBSERVAÇÃO


CORREIO DO POVO 30/07/2014 10:21

BM instala caminhão com câmeras na Restinga. Imagens podem ser captadas a uma distância de até três quilômetros



A Brigada Militar instalou uma plataforma de observação elevada próximo à Escola Estadual Ensino Médio José do Patrocínio, no bairro Restinga, zona Sul de Porto Alegre. O veículo é equipado com câmeras fixas e mais três câmeras capazes de se movimentar por 360 graus. O alcance de captação de imagens é de até três quilômetros e o caminhão também é equipado com uma sala de monitoramento.

A polícia dispõe de mais dois caminhões semelhantes e a decisão de usar um deles na localidade veio depois da morte de um homem dentro de um restaurante da rua Antônio da Silveira, no começo da tarde desse domingo. A vítima, identificada como Tiago Teixeira Paixão, foi atingida nas costas e morreu no local.Na segunda-feira, segundo moradores, traficantes impuseram um toque de recolher a partir das 14h, no entanto, a polícia afirma que foi apenas uma informação equivocada e que não houve o toque de recolher por parte alguma.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

POLICIAL DO FUTURO

BLOG EDUCAÇÃO E SEGURANÇA terça-feira, 15 de abril de 2014



Novas tecnologias a serviço do policial do futuro


Realizada no Rio de Janeiro, a Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para a Segurança Pública (Interseg) reuniu mais de 70 expositores do mundo todo. O evento, considerado o maior do setor na América Latina, apresentou novas tecnologias que devem ser empregadas pela polícia brasileira em um futuro não muito distante. Entre os acessórios high-tech estão óculos equipados com microcomputadores, um notebook blindado, um coturno à prova de balas e uma nova arma não letal. Veja alguns desses equipamentos que podem entrar em ação em breve:





Microcâmera acoplada Pode ser acoplada ao policial através do uniforme ou a robôs e cachorros em missões de resgate. Envia, através de um aparelho parecido com um roteador de computador, as imagens para o centro de comando. Já é utilizada por forças de segurança nos Estados Unidos.









Óculos-computador Parecido com um headphone, este computador apresenta uma microtela ampliada por uma lente, que fica próximo ao olho esquerdo do policial. Através de comandos de voz, o policial pode acessar imagens de câmeras de segurança, assim como documentos armazenados ou enviados via conexão wi-fi. Produzido pela Motorola, já é utilizado nos Estados Unidos.



Coturno à prova de balas




Coturno à prova de balas Desenvolvida pela empresa paranaense Guartelá, a bota blindada Shell DRYclima promete dar total proteção aos pés e tornozelos de policiais e militares contra armas de fogo. Revestido com kevlar - o mesmo material usado em coletes à prova de balas -, o coturno impediu a perfuração por munições de calibres .38, 9 mm e .40. O produto ainda está em fase de testes.


Notebook blindado






Notebook blindadoEste notebook é capaz de suportar grandes variações de temperatura, quedas e derramamento de líquidos. O equipamento pode ser utilizado em missões especiais e resgates. A Panasonic, fabricante do computador, afirma que o produto já está em uso em instituições militares brasileira. A empresa, entretanto, não especifica quais são.


CSI Portátil





CSI portátilO Universal Criminal Workstation é um equipamento do tamanho de um aparelho celular dotado de um sensor biométrico, capaz de identificar impressões digitais e comparar com o banco de dados em uma estação de reconhecimento. Atualmente, está em fase de teste para adoção pela Secretaria de Segurança do Maranhão.


Spark, a arma não letal brasileira






Spark, a arma não letal brasileiraSe estiver a pelo menos 10 m de distância do alvo, o policial poderá utilizar uma arma não letal para causar contrações musculares e desorientação mental, paralisando o contraventor. A Spark - arma desenvolvida pela brasileira Condor similar às tecnologias dos Tasers produzidos nos Estados Unidos e na China - atira dardos que soltam uma descarga elétrica, atingindo o sistema nervoso da vítima sem causar lesão permanente ou risco de morte. A Spark tem mira a laser, cartucho com trava de proteção, baterias recarregáveis e pode ser usada em ambas as mãos. Várias instituições brasileiras de segurança já usam tecnologias importadas semelhantes.


Localizador Vital






O equipamento faz com que o comando saiba a localização exata do policial. O PSM Responder monitora o corpo de quem está utilizando-o e envia as informações via sistema de rádio para um computador. É possível saber em tempo real os batimentos cardíacos do policial e se ele está deitado ou em pé, por exemplo. Ideal para situações de emergência, como incêndios ou ações de risco. Até o momento, equipamento só é usado pela polícia nos Estados Unidos.


http://fabiopavoni.blogspot.com.br/2014/04/policial-do-futuro.html

quinta-feira, 19 de junho de 2014

POLÍCIA DESARTICULA QUADRILHA DE ROUBO E DESMANCHE DE CARROS


ZERO HORA 19 de junho de 2014 | N° 17833


OPERAÇÃO. Quadrilha de roubo de carros é desarticulada




Uma quadrilha responsável por roubar ou furtar aproximadamente 50 veículos desde o começo do ano, na Capital e Região Metropolitana, foi desarticulada em operação da Polícia Civil durante a manhã e a tarde de ontem. O grupo desmanchava principalmente caminhonetes de luxo para vender as peças, encomendadas com antecedência em ferros-velhos do Litoral Norte e de cidades da região sul do Estado.

Veículos de alto valor, como L200 e Hilux, estavam na mira dos assaltantes. Segundo o delegado Juliano Ferreira, do Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic), os alvos eram veículos com peças caras porque, no mercado paralelo, custam cerca de 30% do valor das legítimas.

Na ação de ontem, sete pessoas foram presas, incluindo dois donos de ferros-velhos e três ladrões de veículos. Outras sete já haviam sido detidas ao longo da investigação, que incluiu escutas de telefonemas feitos entre integrantes da quadrilha. Por se tratar de mandados de prisão temporária, a polícia não divulgou os nomes dos suspeitos.

– Eles roubavam e furtavam carros, caminhonetes e caminhões na zona norte da Capital e em Gravataí, Canoas e São Leopoldo. Depois, levavam para desmanches. Um deles ficava em Viamão, onde desmanchavam e, a partir daí, revendiam para ferros-velhos de Pelotas, Rio Grande e Litoral – explica o delegado.

Gravações telefônicas ajudaram a identificar como agia a quadrilha. Em uma delas, um homem cita um Ômega, mas alerta sobre a suspeita da polícia: “tô’ te avisando, a Brigada ‘tá’ indo atrás de ti”, afirma um dos interlocutores.

A ação foi batizada de Operação Estância Grande porque o desmanche de veículos em Viamão descoberto pela polícia ficava em uma área rural. As prisões dos seis homens e de uma mulher ocorreram em Porto Alegre, Capão da Canoa, Canoas, Gravataí, Alvorada e Viamão, com participação de cerca de 40 policiais. Todos foram encaminhados ao Presídio Central e ao Madre Pelletier.

terça-feira, 17 de junho de 2014

A DEDICAÇÃO POLICIAL CONTRA O MENTOR DE SECO



O mentor do Seco. Imagens mostram como polícia matou um dos principais assaltantes de carro-forte do Brasil. Agentes da Polícia Civil esperaram a quadrilha de Carlos Ivan Fischer, o Teco, entre Sobradinho e Candelária, e mataram o bando

por Carlos Wagner e José Luís Costa, ZERO HORA 17/06/2014 | 10h17



No final da manhã do dia 6 de junho, no meio de uma densa cerração, surgiu um caminhão truck – que tem dois eixos na traseira – vermelho se deslocando de maneira lenta na ERS-400, no sentido de Sobradinho a Candelária. O veículo parou no início de uma das poucas retas nos 45 quilômetros da estrada sinuosa que liga as duas cidades. A cerca de 600 metros, no sentido oposto, surgiu um carro-forte na chamada Curva das Cobras. Parte do que aconteceu a seguir foi registrado em fotos e vídeos pela Polícia Civil, obtidos por ZH.


Em um dos lados da rodovia há um paredão de granito da Serra onde foi escavada a estrada e, no outro, uma área de mata nativa seguida por uma ribanceira. Escondidos no matagal, distribuídos ao longo dos 600 metros da reta, a cena era observada por 50 agentes da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Delegacia Especializada de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) de Santa Cruz do Sul, cidade agroindustrial do Vale do Rio Pardo.

Crédito: Divulgação / Polícia Civil

O truck era dirigido por Carlos Ivan Fischer, 46 anos, o Teco, um dos pioneiros no assalto a carro-forte no Brasil. A alguns metros da traseira do caminhão, um automóvel Cruze branco era conduzido por Márcio Pereira de Souza, o Chapolin, e ocupado por André Rodrigues Pereira, o Boca de Lata, e Fernando Pereira da Silva — os três cúmplices de Teco. Aguardavam por eles os delegado Joel Wagner, da Roubos, Luciano Menezes, da Defrec, e policiais do Grupo Tático Especial (GTE) treinados para confrontos com armas de grosso calibre ligados ao Deic.

Os policiais haviam chegado ao local por volta das 3h. Enquanto alguns vigiavam a estrada, os outros se acomodavam em sacos de dormir. Segundo o delegado Wagner, dois meses antes havia chegado a sua mesa uma informação obtida por meio do cruzamento de relatos de informantes, escutas telefônicas e depoimentos em inquéritos policiais de que Teco estava formando um grupo para atacar um carro-forte no trecho entre Sobradinho e Candelária.

Polícia monitorava atividades de quadrilha – Cesar Lopes / Especial

O ataque

Wagner alertou o colega Menezes sobre o que estava para ocorrer. Durante dois meses, por diversas vezes, os agentes percorreram os 45 quilômetros entre as duas cidades para decidir em que local esperariam pela passagem dos bandidos, todos os quatro considerados muito perigosos. Decidiram que o local ideal seria ao longo da única reta na estrada, que se inicia após a Curva das Cobras.

O passo seguinte foi apostar no dia em que o ataque iria ocorrer. Pelas informações coletadas, os agentes da Roubo acreditavam que a ação seria realizada no dia 5 ou 6, datas em que o carro-forte abastece os bancos da região por ser período de pagamento de salários e de aposentados.

— No começou do mês, nós tínhamos o local e as datas prováveis do ataque, era uma aposta — recorda o delegado.

Logo que avistaram o truck vermelho rodando devagar, os policiais respiraram aliviados: haviam acertado a aposta. Teco, que dirigia o caminhão, esperou o carro-forte se aproximar. Em questão de segundos, acelerou o truck e bateu contra o carro-forte com a intenção de tirar o veículo da estrada. Ele não contava que, dirigindo o blindado, estava uma habilidosa mulher de 31 anos. Com agilidade, conseguiu manobrar e manter o veículo na estrada.

O truck destruiu a frente do carro-forte e acabou batendo no paredão. Imediatamente, Teco saltou da cabine, enquanto os outros três bandidos deixaram o automóvel branco que vinha logo atrás. Os quatro teriam efetuado disparos com suas armas automáticas em direção ao blindado. Os bandidos foram surpreendidos pelos disparos que vinham de dentro do matagal, onde os policiais aguardavam o momento de entrar em ação.

No meio no tiroteio, a motorista do carro-forte conseguiu dar a partida no veículo e saiu do meio do fogo cruzado. Foram cerca de quatro minutos de intenso tiroteio com mais de uma centena disparos. Ao final, Teco, Chapolin e Boca de Lata estavam mortos. O quarto bandido, Silva, ferido em uma das pernas, conseguiu fugir e foi capturado meia hora depois.

A morte de Teco seria o fim de uma era dos assaltos a carros-fortes, aposta o delegado Wagner. Teco foi o mentor intelectual de bandidos como José Carlos dos Santos, 34 anos, o Seco, atualmente cumprindo pena no Presídio de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Durante quase uma década, Seco roubou carros-fortes nas estradas gaúchas. Teco e seus seguidores foram derrotadas pelas novas técnicas de investigação _ das quais o compartilhamento de informações e o cruzamento de dados são os dois pilares fundamentais.