Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

BM INSTALA PLATAFORMA DE OBSERVAÇÃO


CORREIO DO POVO 30/07/2014 10:21

BM instala caminhão com câmeras na Restinga. Imagens podem ser captadas a uma distância de até três quilômetros



A Brigada Militar instalou uma plataforma de observação elevada próximo à Escola Estadual Ensino Médio José do Patrocínio, no bairro Restinga, zona Sul de Porto Alegre. O veículo é equipado com câmeras fixas e mais três câmeras capazes de se movimentar por 360 graus. O alcance de captação de imagens é de até três quilômetros e o caminhão também é equipado com uma sala de monitoramento.

A polícia dispõe de mais dois caminhões semelhantes e a decisão de usar um deles na localidade veio depois da morte de um homem dentro de um restaurante da rua Antônio da Silveira, no começo da tarde desse domingo. A vítima, identificada como Tiago Teixeira Paixão, foi atingida nas costas e morreu no local.Na segunda-feira, segundo moradores, traficantes impuseram um toque de recolher a partir das 14h, no entanto, a polícia afirma que foi apenas uma informação equivocada e que não houve o toque de recolher por parte alguma.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

POLICIAL DO FUTURO

BLOG EDUCAÇÃO E SEGURANÇA terça-feira, 15 de abril de 2014



Novas tecnologias a serviço do policial do futuro


Realizada no Rio de Janeiro, a Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para a Segurança Pública (Interseg) reuniu mais de 70 expositores do mundo todo. O evento, considerado o maior do setor na América Latina, apresentou novas tecnologias que devem ser empregadas pela polícia brasileira em um futuro não muito distante. Entre os acessórios high-tech estão óculos equipados com microcomputadores, um notebook blindado, um coturno à prova de balas e uma nova arma não letal. Veja alguns desses equipamentos que podem entrar em ação em breve:





Microcâmera acoplada Pode ser acoplada ao policial através do uniforme ou a robôs e cachorros em missões de resgate. Envia, através de um aparelho parecido com um roteador de computador, as imagens para o centro de comando. Já é utilizada por forças de segurança nos Estados Unidos.









Óculos-computador Parecido com um headphone, este computador apresenta uma microtela ampliada por uma lente, que fica próximo ao olho esquerdo do policial. Através de comandos de voz, o policial pode acessar imagens de câmeras de segurança, assim como documentos armazenados ou enviados via conexão wi-fi. Produzido pela Motorola, já é utilizado nos Estados Unidos.



Coturno à prova de balas




Coturno à prova de balas Desenvolvida pela empresa paranaense Guartelá, a bota blindada Shell DRYclima promete dar total proteção aos pés e tornozelos de policiais e militares contra armas de fogo. Revestido com kevlar - o mesmo material usado em coletes à prova de balas -, o coturno impediu a perfuração por munições de calibres .38, 9 mm e .40. O produto ainda está em fase de testes.


Notebook blindado






Notebook blindadoEste notebook é capaz de suportar grandes variações de temperatura, quedas e derramamento de líquidos. O equipamento pode ser utilizado em missões especiais e resgates. A Panasonic, fabricante do computador, afirma que o produto já está em uso em instituições militares brasileira. A empresa, entretanto, não especifica quais são.


CSI Portátil





CSI portátilO Universal Criminal Workstation é um equipamento do tamanho de um aparelho celular dotado de um sensor biométrico, capaz de identificar impressões digitais e comparar com o banco de dados em uma estação de reconhecimento. Atualmente, está em fase de teste para adoção pela Secretaria de Segurança do Maranhão.


Spark, a arma não letal brasileira






Spark, a arma não letal brasileiraSe estiver a pelo menos 10 m de distância do alvo, o policial poderá utilizar uma arma não letal para causar contrações musculares e desorientação mental, paralisando o contraventor. A Spark - arma desenvolvida pela brasileira Condor similar às tecnologias dos Tasers produzidos nos Estados Unidos e na China - atira dardos que soltam uma descarga elétrica, atingindo o sistema nervoso da vítima sem causar lesão permanente ou risco de morte. A Spark tem mira a laser, cartucho com trava de proteção, baterias recarregáveis e pode ser usada em ambas as mãos. Várias instituições brasileiras de segurança já usam tecnologias importadas semelhantes.


Localizador Vital






O equipamento faz com que o comando saiba a localização exata do policial. O PSM Responder monitora o corpo de quem está utilizando-o e envia as informações via sistema de rádio para um computador. É possível saber em tempo real os batimentos cardíacos do policial e se ele está deitado ou em pé, por exemplo. Ideal para situações de emergência, como incêndios ou ações de risco. Até o momento, equipamento só é usado pela polícia nos Estados Unidos.


http://fabiopavoni.blogspot.com.br/2014/04/policial-do-futuro.html

quinta-feira, 19 de junho de 2014

POLÍCIA DESARTICULA QUADRILHA DE ROUBO E DESMANCHE DE CARROS


ZERO HORA 19 de junho de 2014 | N° 17833


OPERAÇÃO. Quadrilha de roubo de carros é desarticulada




Uma quadrilha responsável por roubar ou furtar aproximadamente 50 veículos desde o começo do ano, na Capital e Região Metropolitana, foi desarticulada em operação da Polícia Civil durante a manhã e a tarde de ontem. O grupo desmanchava principalmente caminhonetes de luxo para vender as peças, encomendadas com antecedência em ferros-velhos do Litoral Norte e de cidades da região sul do Estado.

Veículos de alto valor, como L200 e Hilux, estavam na mira dos assaltantes. Segundo o delegado Juliano Ferreira, do Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic), os alvos eram veículos com peças caras porque, no mercado paralelo, custam cerca de 30% do valor das legítimas.

Na ação de ontem, sete pessoas foram presas, incluindo dois donos de ferros-velhos e três ladrões de veículos. Outras sete já haviam sido detidas ao longo da investigação, que incluiu escutas de telefonemas feitos entre integrantes da quadrilha. Por se tratar de mandados de prisão temporária, a polícia não divulgou os nomes dos suspeitos.

– Eles roubavam e furtavam carros, caminhonetes e caminhões na zona norte da Capital e em Gravataí, Canoas e São Leopoldo. Depois, levavam para desmanches. Um deles ficava em Viamão, onde desmanchavam e, a partir daí, revendiam para ferros-velhos de Pelotas, Rio Grande e Litoral – explica o delegado.

Gravações telefônicas ajudaram a identificar como agia a quadrilha. Em uma delas, um homem cita um Ômega, mas alerta sobre a suspeita da polícia: “tô’ te avisando, a Brigada ‘tá’ indo atrás de ti”, afirma um dos interlocutores.

A ação foi batizada de Operação Estância Grande porque o desmanche de veículos em Viamão descoberto pela polícia ficava em uma área rural. As prisões dos seis homens e de uma mulher ocorreram em Porto Alegre, Capão da Canoa, Canoas, Gravataí, Alvorada e Viamão, com participação de cerca de 40 policiais. Todos foram encaminhados ao Presídio Central e ao Madre Pelletier.

terça-feira, 17 de junho de 2014

A DEDICAÇÃO POLICIAL CONTRA O MENTOR DE SECO



O mentor do Seco. Imagens mostram como polícia matou um dos principais assaltantes de carro-forte do Brasil. Agentes da Polícia Civil esperaram a quadrilha de Carlos Ivan Fischer, o Teco, entre Sobradinho e Candelária, e mataram o bando

por Carlos Wagner e José Luís Costa, ZERO HORA 17/06/2014 | 10h17



No final da manhã do dia 6 de junho, no meio de uma densa cerração, surgiu um caminhão truck – que tem dois eixos na traseira – vermelho se deslocando de maneira lenta na ERS-400, no sentido de Sobradinho a Candelária. O veículo parou no início de uma das poucas retas nos 45 quilômetros da estrada sinuosa que liga as duas cidades. A cerca de 600 metros, no sentido oposto, surgiu um carro-forte na chamada Curva das Cobras. Parte do que aconteceu a seguir foi registrado em fotos e vídeos pela Polícia Civil, obtidos por ZH.


Em um dos lados da rodovia há um paredão de granito da Serra onde foi escavada a estrada e, no outro, uma área de mata nativa seguida por uma ribanceira. Escondidos no matagal, distribuídos ao longo dos 600 metros da reta, a cena era observada por 50 agentes da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Delegacia Especializada de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) de Santa Cruz do Sul, cidade agroindustrial do Vale do Rio Pardo.

Crédito: Divulgação / Polícia Civil

O truck era dirigido por Carlos Ivan Fischer, 46 anos, o Teco, um dos pioneiros no assalto a carro-forte no Brasil. A alguns metros da traseira do caminhão, um automóvel Cruze branco era conduzido por Márcio Pereira de Souza, o Chapolin, e ocupado por André Rodrigues Pereira, o Boca de Lata, e Fernando Pereira da Silva — os três cúmplices de Teco. Aguardavam por eles os delegado Joel Wagner, da Roubos, Luciano Menezes, da Defrec, e policiais do Grupo Tático Especial (GTE) treinados para confrontos com armas de grosso calibre ligados ao Deic.

Os policiais haviam chegado ao local por volta das 3h. Enquanto alguns vigiavam a estrada, os outros se acomodavam em sacos de dormir. Segundo o delegado Wagner, dois meses antes havia chegado a sua mesa uma informação obtida por meio do cruzamento de relatos de informantes, escutas telefônicas e depoimentos em inquéritos policiais de que Teco estava formando um grupo para atacar um carro-forte no trecho entre Sobradinho e Candelária.

Polícia monitorava atividades de quadrilha – Cesar Lopes / Especial

O ataque

Wagner alertou o colega Menezes sobre o que estava para ocorrer. Durante dois meses, por diversas vezes, os agentes percorreram os 45 quilômetros entre as duas cidades para decidir em que local esperariam pela passagem dos bandidos, todos os quatro considerados muito perigosos. Decidiram que o local ideal seria ao longo da única reta na estrada, que se inicia após a Curva das Cobras.

O passo seguinte foi apostar no dia em que o ataque iria ocorrer. Pelas informações coletadas, os agentes da Roubo acreditavam que a ação seria realizada no dia 5 ou 6, datas em que o carro-forte abastece os bancos da região por ser período de pagamento de salários e de aposentados.

— No começou do mês, nós tínhamos o local e as datas prováveis do ataque, era uma aposta — recorda o delegado.

Logo que avistaram o truck vermelho rodando devagar, os policiais respiraram aliviados: haviam acertado a aposta. Teco, que dirigia o caminhão, esperou o carro-forte se aproximar. Em questão de segundos, acelerou o truck e bateu contra o carro-forte com a intenção de tirar o veículo da estrada. Ele não contava que, dirigindo o blindado, estava uma habilidosa mulher de 31 anos. Com agilidade, conseguiu manobrar e manter o veículo na estrada.

O truck destruiu a frente do carro-forte e acabou batendo no paredão. Imediatamente, Teco saltou da cabine, enquanto os outros três bandidos deixaram o automóvel branco que vinha logo atrás. Os quatro teriam efetuado disparos com suas armas automáticas em direção ao blindado. Os bandidos foram surpreendidos pelos disparos que vinham de dentro do matagal, onde os policiais aguardavam o momento de entrar em ação.

No meio no tiroteio, a motorista do carro-forte conseguiu dar a partida no veículo e saiu do meio do fogo cruzado. Foram cerca de quatro minutos de intenso tiroteio com mais de uma centena disparos. Ao final, Teco, Chapolin e Boca de Lata estavam mortos. O quarto bandido, Silva, ferido em uma das pernas, conseguiu fugir e foi capturado meia hora depois.

A morte de Teco seria o fim de uma era dos assaltos a carros-fortes, aposta o delegado Wagner. Teco foi o mentor intelectual de bandidos como José Carlos dos Santos, 34 anos, o Seco, atualmente cumprindo pena no Presídio de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Durante quase uma década, Seco roubou carros-fortes nas estradas gaúchas. Teco e seus seguidores foram derrotadas pelas novas técnicas de investigação _ das quais o compartilhamento de informações e o cruzamento de dados são os dois pilares fundamentais.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

OPERAÇÃO INTEGRADA CONTRA O TRÁFICO EM VILA DE PORTO ALEGRE

DIÁRIO GAÚCHO 15/05/2014 | 08h17

Carlos Ismael Moreira

Vila Cruzeiro. Mais de 130 policiais realizam operação contra o tráfico de drogas na Capital. Suspeitos chegaram a jogar drogas e materiais do tráfico pela janela de prédio na Rua Orfanotrófio, no bairro Santa Tereza


Polícia deve realizar mais de 20 mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feiraFoto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS


Operação policial reúne 60 agentes da Polícia Civil e 78 policiais militares em uma ofensiva contra o tráfico de drogas e o combate aos homicídios na Vila Cruzeiro, no bairro Santa Tereza, na zona sul da Capital. Serão cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em vários pontos espalhados pelo bairro.

Em um condomínio da Rua Orfanotrófio suspeitos chegaram a jogar drogas e materiais do tráfico pela janela. Cerca de R$ 5 mil foram apreendidos em um dos apartamentos.

Conforme o titular da 20ª Delegacia de Polícia, delegado Luiz Fernando Martins Oliveira, a investigação levou cerca de 40 dias. Com a reunião de informações das inteligências da Brigada e da Civil foram determinados possíveis alvos onde os agentes estão cumprindo os mandados na manhã desta quinta-feira.

— O objetivo é apreender o maior número de armas e drogas possível e também algum foragido que eventualmente venha a ser encontrado — afirmou.

A operação também é uma resposta ao acirramento do conflito entre gangues, que no mês passado provocou, inclusive, o fechamento de escolas e postos de saúde na Vila Cruzeiro.

A ação coordenada pela 20ª Delegacia de Polícia da Capital tem o apoio do 1ª Batalhão de Polícia Militar, do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, do Grupamento de Operações Especiais da Polícia Civil e de agentes da 4ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.


domingo, 27 de abril de 2014

A DELEGADA



ZERO HORA 27 de abril de 2014 | N° 17776


ARTIGOS


 Moisés Mendes*




Já conversei com mais de uma dúzia de pessoas que esclareceram o assassinato do menino Bernardo. Em Porto Alegre, a 470 quilômetros de Três Passos, tem gente com mais detalhes do caso do que a delegada Caroline Virgínia Bamberg Machado.

Mas a bronca não está com os detetives amadores que imaginam o desvendamento do crime, está com a delegada. Nós, que analisamos tudo de longe, tiramos conclusões, indiciamos, definimos penas – nós temos certezas porque não passamos nem perto das encruzilhadas à espera de Caroline. Nós deduzimos, deitamos e dormimos. A delegada está com a cara de quem não dorme há um mês.

Casos como esse, com fartura de figuras do mal, exigem o contraponto forte de uma figura da lei e do bem. Episódios assim não podem nunca ter, em oposição a tanta crueldade, uma figura opaca e sem vitalidade.

A delegada está incumbida da missão de nos dar a chance da reparação. Se todos falhamos e não evitamos a morte da criança, a remissão vai começar pela determinação desta policial, pela sua voz forte, pelo sotaque, pelo jeito como se refere a Bernardo como “o guri”, pela certeza de que pegará os culpados.

O repórter Itamar Melo publicou na ZH, há dois anos, uma série fantástica sobre os medos da infância. Descreveu um temor em cada reportagem. Eram sete medos: de monstros, de ficar longe dos pais, de escuro, de repetir de ano, de violência, de rejeição social e da morte.

Lembrei das reportagens quando contaram agora que um dia Bernardo foi sozinho ao foro de Três Passos e lá relatou seus medos. O único medo que talvez pouco o incomodasse era o de repetir de ano, insignificante demais ao lado de todos os outros juntos.

Na quinta-feira, encontrei Itamar numa esquina movimentada aqui da Redação e conversamos a respeito do caso e da delegada. O repórter me disse, com a voz sempre na modulação de quem murmura algo que só o interlocutor deve ouvir: ela é gótica.

É um elogio. A delegada Caroline ficaria bem no papel de policial do filme Blade Runner. Mas o que importa é que ela passa firmeza. Com tantas instituições e autoridades moles, o Brasil precisa de gente com o perfil da delegada.

Quem não gostaria que autoridades com a pegada de Caroline investigassem e apontassem outros culpados? Por que o meu, o seu, o nosso Fundo de Garantia é saqueado com uma remuneração de 3% (TRÊS) ao ano e não acontece nada? Por que as operadoras de celular fazem o que querem com os usuários e os juros dos bancos chegam a 200% como se isso fosse normal?

Por que o mensalão tucano está quase engavetado, e Collor escapou de novo (22 anos depois!)? Por que a sua conexão de internet não é a que você comprou, por que pagamos a luz mais cara do mundo? Por que o processo da máfia do Detran está empacado? Por que ninguém faz nada de efetivo que interrompa as crueldades estatais e privadas?

Ouvindo-se a delegada, tem-se a impressão de que o Estado, este ente tão esfolado, às vezes se manifesta com vigor em aparições boas em meio a uma desgraça. Uma delegada é hoje a expressão do Estado que funciona.

Seria bom se existissem mais Carolines com aquele sotaque de convicção e autenticidade. Representantes da lei, e não justiceiras, que nos protegessem das maracutaias miúdas e graúdas, desses delitos incorporados ao nosso cotidiano como se dele fizessem parte para nos esfolar impiedosamente.

**

Dizem que a delegada cometeu falhas. Apontam defeitos no cumprimento de formalismos do inquérito. É a hora dos truques a serviço dos acusados. Nada que abale a confiança que a delegada nos passa. Como também me passa confiança o chefe dela, o delegado Guilherme Wondracek, porque conheço sua história desde a adolescência.

Guilherme usava óculos de lentes grossas e tinha todo o jeito de que poderia um dia lecionar sobre a Idade Média, jogar xadrez ou ser cientista de laboratório. Decidiu pôr a inteligência a serviço da polícia e chegou ao topo.

Wondracek e Caroline nos confortam. Que se protejam, pois já foram acionadas em volta deles as manobras escapistas para transformar o desfecho desse crime em mais uma vergonha, como aconteceu com o Caso Daudt. Leve as investigações até o fim, delegada Caroline. Faça isso por todos nós, mas faça mesmo pela memória do guri.

*JORNALISTA





COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Merecido os elogios e estes se estendem a todos os sacrificados policiais estaduais que lutam contra muitas dificuldades, fracionamento do ciclo, enfraquecimento pelas leis permissivas, retrabalho contra o crime e segregação da justiça. No caso Bernardo, a polícia investigativa revela esforço, inteligência e comprometimento. Resta esperar a continuidade destes esforços nos demais instrumentos de justiça criminal. PARABÉNS DELEGADA!!!

terça-feira, 15 de abril de 2014

FBI TREINA POLICIAIS GÁUCHOS


ZERO HORA 14 de abril de 2014 | N° 17763

BRUNO MORAES


TÉCNICAS PARA INTERROGATÓRIOS. FBI treina policiais gaúchos na Capital



Agentes da Polícia Civil, da Brigada Militar, do Departamento de Gestão do Conhecimento para a Prevenção e a Repressão à Corrupção (Degecor) e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) começam, hoje, em Porto Alegre, um curso sobre técnicas para interrogatórios. Os instrutores são do FBI, a polícia federal norte-americana.

O treinamento, que se estende até quinta-feira, é voltado para 47 servidores que atuam em corregedorias, investigando casos internos de corrupção e abuso policial.

De acordo com o coronel Júlio César Marobin, diretor do Departamento de Ensino e Treinamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado, o objetivo do curso é melhorar procedimentos de investigação:

– O foco de trabalho desses agentes é interno, atuando na identificação de possíveis desvios de conduta. Serão mostrados procedimentos que podem melhorar a performance das corregedorias dos órgãos de segurança do Estado. Cada instituição vai tirar do curso aquilo que for peculiar a suas atribuições. Embora cada uma tenha suas funções específicas, há áreas de convergência.

Diretor do Degecor, o delegado Jerônimo Pereira, que já participou do curso, em Brasília, ressalta que a atividade traz benefícios, mesmo que as legislações de Brasil e Estados Unidos sejam diferentes. Segundo ele, a qualificação é necessária porque as investigações de corregedores têm as suas peculiaridades:

– Via de regra, são casos que não têm testemunhas. Daí, o interrogatório se torna ainda mais importante. É uma oportunidade para nos apropriarmos de métodos do FBI e trazê-los para a nossa realidade, resguardando nossa legislação. O curso instiga nosso policial a pensar sobre como melhorar sua atuação.

Criado em dezembro de 2011, o Degecor recebeu, em média, cerca de 300 denúncias de má conduta por ano em 2012 e 2013, afirma Pereira. A atividade, ministrada em parceria entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública e a embaixada dos Estados Unidos, será na Academia Integrada da Segurança Pública (Acisp). A abertura será hoje, às 8h30min, com participação do secretário da Segurança Pública, Airton Michels, e de representantes da embaixada norte-americana.