Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

OPERAÇÃO INTEGRADA CONTRA O TRÁFICO EM VILA DE PORTO ALEGRE

DIÁRIO GAÚCHO 15/05/2014 | 08h17

Carlos Ismael Moreira

Vila Cruzeiro. Mais de 130 policiais realizam operação contra o tráfico de drogas na Capital. Suspeitos chegaram a jogar drogas e materiais do tráfico pela janela de prédio na Rua Orfanotrófio, no bairro Santa Tereza


Polícia deve realizar mais de 20 mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feiraFoto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS


Operação policial reúne 60 agentes da Polícia Civil e 78 policiais militares em uma ofensiva contra o tráfico de drogas e o combate aos homicídios na Vila Cruzeiro, no bairro Santa Tereza, na zona sul da Capital. Serão cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em vários pontos espalhados pelo bairro.

Em um condomínio da Rua Orfanotrófio suspeitos chegaram a jogar drogas e materiais do tráfico pela janela. Cerca de R$ 5 mil foram apreendidos em um dos apartamentos.

Conforme o titular da 20ª Delegacia de Polícia, delegado Luiz Fernando Martins Oliveira, a investigação levou cerca de 40 dias. Com a reunião de informações das inteligências da Brigada e da Civil foram determinados possíveis alvos onde os agentes estão cumprindo os mandados na manhã desta quinta-feira.

— O objetivo é apreender o maior número de armas e drogas possível e também algum foragido que eventualmente venha a ser encontrado — afirmou.

A operação também é uma resposta ao acirramento do conflito entre gangues, que no mês passado provocou, inclusive, o fechamento de escolas e postos de saúde na Vila Cruzeiro.

A ação coordenada pela 20ª Delegacia de Polícia da Capital tem o apoio do 1ª Batalhão de Polícia Militar, do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, do Grupamento de Operações Especiais da Polícia Civil e de agentes da 4ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.


domingo, 27 de abril de 2014

A DELEGADA



ZERO HORA 27 de abril de 2014 | N° 17776


ARTIGOS


 Moisés Mendes*




Já conversei com mais de uma dúzia de pessoas que esclareceram o assassinato do menino Bernardo. Em Porto Alegre, a 470 quilômetros de Três Passos, tem gente com mais detalhes do caso do que a delegada Caroline Virgínia Bamberg Machado.

Mas a bronca não está com os detetives amadores que imaginam o desvendamento do crime, está com a delegada. Nós, que analisamos tudo de longe, tiramos conclusões, indiciamos, definimos penas – nós temos certezas porque não passamos nem perto das encruzilhadas à espera de Caroline. Nós deduzimos, deitamos e dormimos. A delegada está com a cara de quem não dorme há um mês.

Casos como esse, com fartura de figuras do mal, exigem o contraponto forte de uma figura da lei e do bem. Episódios assim não podem nunca ter, em oposição a tanta crueldade, uma figura opaca e sem vitalidade.

A delegada está incumbida da missão de nos dar a chance da reparação. Se todos falhamos e não evitamos a morte da criança, a remissão vai começar pela determinação desta policial, pela sua voz forte, pelo sotaque, pelo jeito como se refere a Bernardo como “o guri”, pela certeza de que pegará os culpados.

O repórter Itamar Melo publicou na ZH, há dois anos, uma série fantástica sobre os medos da infância. Descreveu um temor em cada reportagem. Eram sete medos: de monstros, de ficar longe dos pais, de escuro, de repetir de ano, de violência, de rejeição social e da morte.

Lembrei das reportagens quando contaram agora que um dia Bernardo foi sozinho ao foro de Três Passos e lá relatou seus medos. O único medo que talvez pouco o incomodasse era o de repetir de ano, insignificante demais ao lado de todos os outros juntos.

Na quinta-feira, encontrei Itamar numa esquina movimentada aqui da Redação e conversamos a respeito do caso e da delegada. O repórter me disse, com a voz sempre na modulação de quem murmura algo que só o interlocutor deve ouvir: ela é gótica.

É um elogio. A delegada Caroline ficaria bem no papel de policial do filme Blade Runner. Mas o que importa é que ela passa firmeza. Com tantas instituições e autoridades moles, o Brasil precisa de gente com o perfil da delegada.

Quem não gostaria que autoridades com a pegada de Caroline investigassem e apontassem outros culpados? Por que o meu, o seu, o nosso Fundo de Garantia é saqueado com uma remuneração de 3% (TRÊS) ao ano e não acontece nada? Por que as operadoras de celular fazem o que querem com os usuários e os juros dos bancos chegam a 200% como se isso fosse normal?

Por que o mensalão tucano está quase engavetado, e Collor escapou de novo (22 anos depois!)? Por que a sua conexão de internet não é a que você comprou, por que pagamos a luz mais cara do mundo? Por que o processo da máfia do Detran está empacado? Por que ninguém faz nada de efetivo que interrompa as crueldades estatais e privadas?

Ouvindo-se a delegada, tem-se a impressão de que o Estado, este ente tão esfolado, às vezes se manifesta com vigor em aparições boas em meio a uma desgraça. Uma delegada é hoje a expressão do Estado que funciona.

Seria bom se existissem mais Carolines com aquele sotaque de convicção e autenticidade. Representantes da lei, e não justiceiras, que nos protegessem das maracutaias miúdas e graúdas, desses delitos incorporados ao nosso cotidiano como se dele fizessem parte para nos esfolar impiedosamente.

**

Dizem que a delegada cometeu falhas. Apontam defeitos no cumprimento de formalismos do inquérito. É a hora dos truques a serviço dos acusados. Nada que abale a confiança que a delegada nos passa. Como também me passa confiança o chefe dela, o delegado Guilherme Wondracek, porque conheço sua história desde a adolescência.

Guilherme usava óculos de lentes grossas e tinha todo o jeito de que poderia um dia lecionar sobre a Idade Média, jogar xadrez ou ser cientista de laboratório. Decidiu pôr a inteligência a serviço da polícia e chegou ao topo.

Wondracek e Caroline nos confortam. Que se protejam, pois já foram acionadas em volta deles as manobras escapistas para transformar o desfecho desse crime em mais uma vergonha, como aconteceu com o Caso Daudt. Leve as investigações até o fim, delegada Caroline. Faça isso por todos nós, mas faça mesmo pela memória do guri.

*JORNALISTA





COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Merecido os elogios e estes se estendem a todos os sacrificados policiais estaduais que lutam contra muitas dificuldades, fracionamento do ciclo, enfraquecimento pelas leis permissivas, retrabalho contra o crime e segregação da justiça. No caso Bernardo, a polícia investigativa revela esforço, inteligência e comprometimento. Resta esperar a continuidade destes esforços nos demais instrumentos de justiça criminal. PARABÉNS DELEGADA!!!

terça-feira, 15 de abril de 2014

FBI TREINA POLICIAIS GÁUCHOS


ZERO HORA 14 de abril de 2014 | N° 17763

BRUNO MORAES


TÉCNICAS PARA INTERROGATÓRIOS. FBI treina policiais gaúchos na Capital



Agentes da Polícia Civil, da Brigada Militar, do Departamento de Gestão do Conhecimento para a Prevenção e a Repressão à Corrupção (Degecor) e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) começam, hoje, em Porto Alegre, um curso sobre técnicas para interrogatórios. Os instrutores são do FBI, a polícia federal norte-americana.

O treinamento, que se estende até quinta-feira, é voltado para 47 servidores que atuam em corregedorias, investigando casos internos de corrupção e abuso policial.

De acordo com o coronel Júlio César Marobin, diretor do Departamento de Ensino e Treinamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado, o objetivo do curso é melhorar procedimentos de investigação:

– O foco de trabalho desses agentes é interno, atuando na identificação de possíveis desvios de conduta. Serão mostrados procedimentos que podem melhorar a performance das corregedorias dos órgãos de segurança do Estado. Cada instituição vai tirar do curso aquilo que for peculiar a suas atribuições. Embora cada uma tenha suas funções específicas, há áreas de convergência.

Diretor do Degecor, o delegado Jerônimo Pereira, que já participou do curso, em Brasília, ressalta que a atividade traz benefícios, mesmo que as legislações de Brasil e Estados Unidos sejam diferentes. Segundo ele, a qualificação é necessária porque as investigações de corregedores têm as suas peculiaridades:

– Via de regra, são casos que não têm testemunhas. Daí, o interrogatório se torna ainda mais importante. É uma oportunidade para nos apropriarmos de métodos do FBI e trazê-los para a nossa realidade, resguardando nossa legislação. O curso instiga nosso policial a pensar sobre como melhorar sua atuação.

Criado em dezembro de 2011, o Degecor recebeu, em média, cerca de 300 denúncias de má conduta por ano em 2012 e 2013, afirma Pereira. A atividade, ministrada em parceria entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública e a embaixada dos Estados Unidos, será na Academia Integrada da Segurança Pública (Acisp). A abertura será hoje, às 8h30min, com participação do secretário da Segurança Pública, Airton Michels, e de representantes da embaixada norte-americana.

segunda-feira, 24 de março de 2014

TRIO DE ASSALTANTES BALEADOS E PRESOS

ZERO HORA 24 de março de 2014 | N° 17742

LUÍSA MARTINS

PERSEGUIÇÃO NO SINOS. Trio de assaltantes é baleado


Três homens foram feridos ontem pela Brigada Militar após trocarem tiros em Novo Hamburgo. Conforme a BM, eles assaltaram um motorista na Rua Frederico Linck, no Centro.

De acordo com a Polícia Civil, o trio aproveitou que o semáforo estava fechado para abordar o condutor e os passageiros de um veículo e roubar seus pertences. Uma testemunha conseguiu anotar a placa do carro dos bandidos – uma Tucson que, de acordo com a BM, é clonada – e acionou a polícia. A Brigada cruzou com o trio e começou a perseguição. Na troca de tiros, os três assaltantes foram atingidos e encaminhados ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo.

Até o fechamento desta edição, dois deles estavam em estado grave, um permanecia em observação e não corria risco de vida. Os três estavam sob custódia da BM.

A viatura foi perfurada por vários tiros, mas os dois policiais envolvidos na ação não se feriram. Três armas com numeração raspada foram apreendidas. Os pertences roubados – bolsas, tablets, dinheiro e documentos – seriam devolvidos às vítimas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

VANT REFORÇA POLÍCIA NA FRONTEIRA

TV GLOBO, FANTÁSTICO 16/02/2014 22h54

Fantástico mostra grande operação com avião não tripulado brasileiro. Avião não tripulado fornece informação precisas, antecipa investigação e reúne dados para que 130 agentes da PF cumpram mandados de prisão e busca contra contrabandistas.






No chão, ele não parece nada discreto. Mas quando decola, o pequeno monomotor se transforma em um espião silencioso.

Este é o Vant, sigla para o veículo aéreo não tripulado, da Polícia Federal. A missão dele: produzir imagens de pessoas e lugares suspeitos.

O resultado, aqui embaixo, é esse: “Polícia Federal, abre a porta”, ordena um policial federal durante uma operação.

Em 2009, o governo brasileiro comprou duas aeronaves dessas de uma empresa de Israel. Preço total: R$ 80 milhões.

O Vant tem quase 17 metros de envergadura, 9 de comprimento, consegue voar 37 horas seguidas, sem abastecer, a 204 quilômetros por hora e alcança uma altura de 10 mil metros e não leva armamentos.

“Ela é uma aeronave muito silenciosa. Tem uma câmera com uma precisão muito grande. A gente consegue acompanhar alvos além de 10 quilômetros”, diz Álvaro Marques, gerente do Projeto Vant.

O Fantástico foi conhecer a estação de comando. Ela é refrigerada. Do lado direito, tem alguns computadores, simuladores de voo e mais aqui a frente, o piloto que basta para ele o toque, dar um clique no mouse para manter a aeronave no ar. De outro lado, tem o operador das câmeras.

Antenas parabólicas e um satélite fazem a conexão entre o Vant e a estação de comando. A aeronave pode ser controlada a mais de mil quilômetros de distância. Ou seja, de São Paulo, o piloto conseguiria comandar o avião em Porto Alegre.

Quase tudo no Vant é automático e programado. Mesmo se houver uma falha de comunicação, se ele perder o contato com a base, seus comandos e rotas são pré-definidos. Ele pode voltar para casa e pousar, sem ajuda de ninguém.

Em testes há mais de quatro anos, o Vant, finalmente, participou da sua primeira grande operação.

Nos últimos sete meses, a Polícia Federal investigou uma quadrilha de contrabandistas de cigarros na região de fronteira, entre o Paraná e o Rio Grande do Sul.

Lá do alto, o esquema foi filmado em detalhes. O espião aéreo descobriu, por exemplo, que, por trás desse depósito, existia um longo caminho de terra usado por veículos carregados de cigarros.

Também identificou, uma a uma, as propriedades dos criminosos. Em sítios, o contrabando era colocado no fundo falso de caminhões.

“Você consegue ver a rotina dos alvos, com precisão”, explica Álvaro Marques.

Os caminhões seguiam o mesmo percurso: da fronteira com o Paraguai até a cidade de dois vizinhos, mais conhecida como a capital nacional do frango, no sudoeste do Paraná, sede da quadrilha.

Depois, o contrabando ia principalmente para Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul.

“Essas organizações criminosas normalmente movimentam valores grandes. Uma carga de 250 caixas de cigarro pode valer até R$ 400 mil. Então, isso estimula o ingresso principalmente dos jovens na criminalidade, aqui da região, por conta do lucro fácil”, explica Indira Bolsoni Pinheiro, procuradora da República.

A polícia precisava saber quem estava por trás, no comando da quadrilha, e usou também escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça. E aí, apareceu o nome de um Policial Civil. Investigador na cidade de dois vizinhos, Jair Roberto Pasa é acusado de receber dinheiro para dar informações à quadrilha.

Num telefonema, ele avisa um contrabandista que a Polícia Federal acabou de prender um comparsa.

Jair: Os “federal” pegaram ele, lá. Ele falou que sabe quem que é o dono do caminhão.
Contrabandista: Mas é louco esse cara.
Jair: Mas nem liga agora. Os “federal” tão com ele lá.
Contrabandista: Então, tá bom.

Com a investigação concluída, faltava prender os integrantes da quadrilha.

Madrugada de quinta-feira passada. Da base, em São Miguel do Iguaçu, interior do Paraná, o Vant, o veículo aéreo não tripulado, decola para o teste final.

A cem quilômetros da base aérea, 130 agentes da Polícia Federal, estão prontos para cumprir mandados de prisão e de busca, em quatro cidades.

O Vant já está a caminho dos alvos. Em cascavel, a Polícia Federal se prepara para uma viagem de quase três horas. As equipes vão sair em intervalos de 5 minutos, descaracterizadas, para evitar despertar atenção dos olheiros.

São quase 200 quilômetros de viagem numa estrada movimentada e cheia de buracos. Já o Vant chega rapidamente aos depósitos e aos sítios utilizados para o contrabando.

Três agentes chegaram de helicóptero e se escondem no mato, aguardando o melhor momento para fazer a prisão. O Vant alerta.

Vant: informo que, no lado oposto ao rio, do outro lado da casa, a rua que dá acesso, tem algum animal lá, provavelmente cachorro.
Agentes: Positivo, positivo. Tem um cão ali. A gente tá ouvindo ele latir.

Como ainda está escuro, a aeronave usa suas duas câmeras de vídeo de alta resolução ligadas com infravermelho. Oito acusados são presos.

O policial civil Jair Roberto Pasa, acusado de receber dinheiro para dar informações à organização, foi preso na casa dele. O advogado diz que “o policial é inocente. E que conhecer pessoas investigadas não significa cooperação nos crimes. E, que, é função de Jair Pasa se embrenhar em lugares não muito bem frequentados para obter informações de pessoas não muito distintas”.

No céu, o Vant ainda trabalha: ajuda o pessoal que está neste helicóptero a descer no lugar certo.

“Mesmo sem conhecer o terreno, a gente tem essa vantagem tática do Vant estar fornecendo informações precisas sobre o terreno, sobre o posicionamento dos criminosos”, afirma Eduardo Betini, agente da Polícia Federal.

Fantástico: a gente olha pra cima e não vê o Vant mas o dia tá de céu azul, assim.
Martin Purper, chefe da operação: é mas o Vant está lá e estão nos observando nesse momento. Que a ideia, é poder possibilitar a polícia um mecanismo maior. Uma outra ferramenta de investigação.

Depois de dez horas de voo, termina a missão.

Vant: a base Vant agora se retira do palco das operações e retorna para a base. Uma boa missão aí e bom retorno.

A Justiça já bloqueou os bens da quadrilha, avaliados em R$ 10 milhões. E a polícia se concentra agora para encontrar dois homens apontados como os chefes dos contrabandistas: Celso Cândido da Silva, apelido: Caveira. E Claudemir Polak Mendes, o Tenente.

As forças de segurança das principais potências mundiais já usam aviões não tripulados. Dos mais variados tipos e tamanhos, eles fazem de monitoramento a incêndios a lançamento de bombas e mísseis.

Faixa de Gaza, novembro de 2012. Ahmed Jabari: chefe militar do Hamas, a organização radical islâmica da Palestina. Acusado de atos terroristas contra Israel, era procurado havia pelo menos 5 anos. Foi morto quando estava dentro de um carro. Um míssil saiu de um avião não tripulado israelense.

O uso desses aviões é objeto de discussão. A ONU, por exemplo, investiga a morte de civis provocada em ataques de aviões não tripulados na África e no Oriente Médio.

Outra discussão é quanto à entrada no espaço aéreo, sem permissão dos governos locais.

No Brasil, o Tribunal de Contas da União questionou o valor dos dois Vants: R$ 80 milhões, e pediu ajustes nos contratos. O processo é sigiloso. Segundo a Polícia Federal, tudo já está resolvido.

Uma das próximas missões do espião aéreo é ajudar na segurança da Copa do Mundo.

“Realmente, vai facilitar as investigações. Trazer mais segurança também para os próprios policiais que estão investigando”, destaca Indira, procuradora da República.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

UMA TONELADA DE MACONHA DO PARAGUAI

ZERO HORA 11 de fevereiro de 2014 | N° 17701

MAURICIO TONETTO


RUMO À SERRA

Carro levava 1 tonelada de maconha

Droga, que teria como origem o Paraguai, foi recolhida em rodovia estadual em Coxilha, no Norte, e, suspeito fugiu para lavoura



Eram 2h30min de ontem quando um Focus, com placas de Gramado, seguia para a serra gaúcha abarrotado de tanta maconha que, dentro do veículo, não havia espaço para mais ninguém, além do condutor. Vindo de Ciudad del Este, no Paraguai, o motorista (ainda não identificado) transportava 956 quilos de entorpecentes espalhados pelos bancos e cumpria com sucesso os mais de 900 quilômetros da rota do tráfico internacional – que começou às 14h40min de domingo em Foz do Iguaçu, no Paraná.

A abordagem que pôs fim à rota do traficante se deu no norte gaúcho, na madrugada de ontem, em Coxilha. É a maior apreensão de drogas de 2014 da polícia gaúcha, afirma a PF.

Ao perceber a barreira montada pela Brigada Militar no km 18 da ERS-135, em Coxilha, o motorista desviou dos policiais, tomou o rumo de uma estrada vicinal e abandonou o Focus nas cercanias de uma lavoura de soja, para onde correu e não foi localizado. Conforme o primeiro-sargento Lizandro Volcir Niquelle, do Batalhão Rodoviário da BM de Coxilha, a audácia do traficante chamou a atenção:

– O carro tinha películas, uma lona na parte traseira e os bancos abaixados. Não foi uma apreensão normal. Geralmente, vemos isso em caminhões com fundo falso, não em automóveis. Se consegue esconder um tijolo, por exemplo, mas uma tonelada é difícil. Foi audacioso.

De acordo com Niquelle, antes de seguir viagem, o suspeito parou para fazer compras e não teve a preocupação de ocultar os comprovantes. O agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Raone Nogueira, que atua no combate ao tráfico de drogas na fronteira do Brasil com o Paraguai, diz que são raras as situações em que o criminoso entra “na cara dura” com um grande volume, como ocorreu em Coxilha:

– O mais comum é dissimular em tanques de combustível e fundos dos bancos. Eles geralmente tomam desvios nas estradas e buscam caminhos alternativos, dificultando nosso trabalho. Outro problema que temos é que não há um estilo, um padrão. Já peguei um senhor de 60 anos (com droga) que não levantava suspeitas e uma adolescente de 16 anos.

POLÍCIA DESCOBRE QG DO TRÁFICO EM VIAMÃO



ZERO HORA 11 de fevereiro de 2014 | N° 17701



PRESOS EM FLAGRANTE




Uma casa que servia de bunker para traficantes da Região Metropolitana foi descoberta na manhã de ontem, em Viamão, por agentes do Denarc. – É um dos locais mais bem fechados que já vi – ressaltou o titular da 1ª Delegacia do Denarc, delegado Mário Souza.

A residência, no bairro Vila Augusta era cercada por um muro de quase três metros de altura. Um portão de ferro dava acesso ao pátio. No fundo do terreno, havia a casa do traficante, um homem de 35 anos, conhecido por reagir às investidas de rivais e a ações da polícia. Nas laterais do terreno, pequenos cômodos onde, segundo o delegado, ficavam hospedados traficantes de Sapucaia, Alvorada, Gravataí e Porto Alegre quando precisavam de guarida.

– Ele utilizava o local, basicamente, para estoque de armas e para dar guarida a outros traficantes – contou o delegado Mário.

Além do patrão da boca, foi preso um casal – um homem de 32 anos e uma mulher de 31 anos.

Uma espingarda calibre 12 e uma pistola cromada 9mm foram apreendidas, além de munição de calibres 12, 16, 22 e 9mm. Havia ainda uma touca ninja, celulares e um cofre. Cães farejadores foram usados na busca por drogas e localizaram uma porção de cocaína.