Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

FILA PARA CADEIA

ZERO HORA 22 de novembro de 2013 | N° 17622


JOSÉ LUÍS COSTA E ROBERTO AZAMBUJA

Operação Iceberg prende 62 na Região Metropolitana

Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico pretende fechar todas as bocas de fumo de Esteio




Uma tática arriscada e pouco usual de investigação, colocada em prática com sucesso pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) desencadeou uma operação com objetivo audacioso: acabar com o tráfico em Esteio, na Região Metropolitana.

Apartir da infiltração de dois inspetores do Denarc que viveram entre consumidores de crack, de cocaína e de maconha na cidade, foram mapeados 43 pontos de venda de entorpecentes no município, e outros 20 na vizinha Sapucaia do Sul, resultando na prisão de 62 pessoas.

Viaturas não paravam de chegar ao pátio do Denarc durante toda a manhã de ontem. Com 380 agentes e 90 viaturas, a polícia acredita ter eliminado o chamado crime organizado de rede, mantido por traficantes especializados em seis bairros de Esteio e que ganhava ramificações em outros quatro de Sapucaia do Sul.

A maioria dos detidos é de pessoas conhecidas em Esteio, de diferentes níveis sociais, como comerciantes, taxistas, motorista de transporte escolar e frentistas de posto de combustíveis, fomentando o tráfico de drogas em praticamente toda a cidade.

A ofensiva consumiu sete meses de investigações.

– Praticamente, esgotamos as bocas da cidade – afirma o delegado Heliomar Franco, diretor de Investigações do Denarc.

Conforme o titular da 1ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (DIN), delegado Mario Souza, eram 11 quadrilhas que se “retroalimentavam, em um esquema de parceria”:

– Conseguimos autuar em todos os níveis da organização criminosa, desde o “soldado” do tráfico até os líderes.

A coletânea de evidências convenceu o judiciário a decretar 156 mandados judiciais. A partir de agora, o objetivo do Denarc é deflagrar a segunda etapa da Operação Iceberg, chegando nos fornecedores das drogas. Uma das estratégias é obter as informações dos presos, oferecendo a eles a delação premiada – também prevista na nova lei de repressão ao crime organizado, que permite, com aval do MP e do Judiciário, até o perdão judicial.



TRÊS MESES INFILTRADOS - Dois inspetores do Denarc infiltraram-se em quadrilhas passando-se por usuários de drogas durante três meses. Eles deverão ficar afastados pelo menos um ano de operações na cidade e não deverão comparecer nas audiências judiciais. A seguir, o relato dos policiais.

AS IMAGENS - Eram câmeras ocultas, e as imagens foram sendo aprimoradas, o tipo de câmera, o posicionamento. Tinha uma viatura discreta para apoio, que sempre ficava bem longe. Tinha notebook conectado à internet. A gente fazia a filmagem e, quando era possível, voltava até lá para carregar a câmera e descarregar os vídeos.

OS HORÁRIOS - A gente chegava à cidade no começo da tarde e ficava até depois da meia-noite. Em outros dias, passava toda madrugada com eles. O horário do tráfico é inverso da vida normal. É mais intenso à noite. Pela manhã, os viciados vão dormir.

A FAMÍLIA NÃO SABIA - Apenas o delegado (Mario Souza), os diretores do Denarc e o chefe de Polícia sabiam da operação. Em casa, a gente só dizia que era um trabalho importante. Ninguém sabia de nada. Foi um serviço de alto risco.

A ALIMENTAÇÃO - Andava sempre com eles, comia o que eles comiam. Salgadinho, cerveja em bar. Precisava conquistar a confiança deles para levar a gente até os pontos de venda. Comia até na mesa do traficante. Às vezes, dava para ir até a viatura e pegar um lanche.

MOMENTOS DE TENSÃO - O delegado ficava dando apoio em uma viatura, um Palio ou um Gol velhos. Mas quando tinha de entrar em um beco, a gente saia do raio de visão dele. Era a situação mais complicada. Além disso, foram umas 10 abordagens da BM. Respondia sempre sim senhor, mão na parede, junto com os outros (viciados). Era bom para nós. Eles (viciados) achavam que éramos parceiros.

DOCUMENTOS NA CUECA - A gente só carregava dinheiro para comprar a droga e um documento da Justiça que nos autorizava a trabalhar infiltrado. Mais nada. O papel ficava sempre escondido dentro da cueca. Não podia correr riscos de ser identificado.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Parabéns, senhores policiais. Porém, gostaria de saber quanto tempo estes "presos" ficaram ou ficarão presos e condenados se os presídios estão lotados e a justiça criminal segue os mandamentos da Lei 12.403/2011, a madrinha dos bandidos? Esta matéria mostra muito bem o planejamento, o esforço, a dedicação, a coragem e o risco de morte cruel dos policiais para cumprir o dever de proteger a sociedade. Se apenas uma parcela desta atividade tivesse valor junto ao poder político, apoio nas leis e seguimento ágil numa justiça coativa, valeria a pena.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

REX3 E BRITTA

ZERO HORA 15 de novembro de 2013 | N° 17615


A nova dupla da PF. Após dois anos de carência, federais gaúchos contam com ajuda de cães


A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal gaúcha apreendeu ontem 108 pacotes de cocaína na BR-101, em Torres. A droga estava escondida na cabine de uma carreta que transportava cal. A partilha de contrabando vinha da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. A grande novidade é que a localização do pó foi feita por um agente de quatro patas, Rex3.

Ele é um dos astros do canil da PF no Estado, após um hiato de dois anos sem nenhum cachorro. Imponente e experiente, Rex3 tem três anos. Já Britta é mais nova e faceira, serelepe em seu primeiro ano de vida.

A superintendência gaúcha da PF já teve cães de renome. O último foi Orion, um pastor alemão. Antes dele, o labrador Dinho e seu antecessor, o cocker spaniel Dart, todos aposentados em decorrência de idade e doenças. Desde 2011, os federais gaúchos estavam sem parceiros caninos – sim, os cães são vistos como agentes, ao farejar grandes partilhas de drogas.

A principal diferença agora é que o pelotão canino ganhou uma missão adicional, além da habitual detecção de entorpecentes. Britta, uma pastora alemã, é especialista em farejar explosivos. Rex3, um pastor belga malinois, continuará no rastreamento de drogas. Cada animal custa cerca de US$ 6 mil, e a ideia é de que prestem sete anos de serviço à PF. Os dois são estrangeiros, nasceram na Holanda e foram trazidos com base na tradição de bom faro desenvolvida nos canis holandeses.

Vem da Europa, também, a preocupação com explosivos. Como o Brasil se prepara para dois grandes eventos internacionais, a Copa do Mundo (em 2014) e as Olimpíadas (em 2016), a orientação é para que cada cidade envolvida nessas competições tenha pelo menos um cão especializado em detectar bombas. Eles já são 25 no Brasil, mas o número pode dobrar.



MISSÕES CANINAS

Exemplos bem-sucedidos de rastreamentos com animais

- O corpo de Joaquim Pontes Marques, três anos, foi localizado por um cão da Polícia Militar paulista. O garoto desapareceu em Ribeirão Preto e seu cadáver foi encontrado num rio na vizinha cidade de Barretos. O cachorro, chamado Apache, da raça bloodhound, levou os policiais da casa da família, em Ribeirão Preto, diretamente para um córrego. A suspeita é de envolvimento de familiares na morte do menino.

- Cães foram os principais responsáveis pelo rastreamento de sobreviventes e de cadáveres após a explosão que derrubou as Torres Gêmeas em Nova York, em 2001.

- Em 2010, na Operação Sentinela, com o apoio do pastor alemão Orion, agentes da PF apreenderam duas toneladas de maconha, em Foz do Iguaçu (PR).


Por que cães pastores são usados para guarda?

– Eles suportam bem a adversidade climática, são mais versáteis. E não há quase risco de agressividade, porque foram treinados para agir de forma passiva. Se encontram substância suspeita, estacam em frente ao objeto ou pessoa visada. Não mordem nem latem. Ficam sentados e não se movem, indicativo de que algo foi rastreado – explica o treinador da dupla canina, o escrivão federal Felipe Contino, que é também veterinário.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

SUCESSO DA OPERAÇÃO ARARAQUARA

NOROESTE NOTÍCIAS, GAZETA REGIONAL, 

Operação Araraquara tem mais de 6 mil páginas de elementos de provas


Delegados Ubirajara, Flávio Henrique Martins (Del. Polícia do Interior), Marcio Steffens e Vilmar Schaefer
Operação Araraquara culminou na quinta-feira (07), com 42 prisões



por Micheli Armanje - Jornal Gazeta Regional


A Polícia Civil de Santa Rosa realizou na quinta-feira, dia 07 de novembro, a Operação Araraquara, que pode ser considerada a maior já realizada no Noroeste do Rio Grande do Sul e está entre as 10 maiores do Estado. Com o objetivo de combater o crime de tráfico de drogas, o trabalho iniciou há cerca de um ano com intensas investigações que juntas, ultrapassam as 6 mil páginas de documentos.

A operação revelou que Santa Rosa, juntamente com a cidade vizinha de Santo Ângelo, são entrepostos de distribuição da droga, que através dos traficantes locais era revendida para demais cidades. Outro fato que chama a atenção na operação é o número de mulheres presas (mais de 10).

Segundo o Delegado Vilmar Alaídes Schaefer, a Operação Araraquara se trata de investigação de combate à traficância de drogas desenvolvida pela Equipe da 2ª Delegacia de Polícia de Santa Rosa/RS, coordenada durante os três meses iniciais de investigações, pelo Delegado de Polícia José Soares de Bastos, e após, até o desencadeamento final da Operação, por ele próprio, que assumiu o comando da DP. A investigação iniciou em outubro de 2012 e durou cerca de um ano. Como resultado, vinte e quatro procedimentos policiais (totalizando mais de 6.000 páginas de elementos de prova) apuraram a autoria, a materialidade e as circunstâncias de inúmeras condutas de tráfico de drogas e de associação ao tráfico, que, ao final, desencadearam o decreto de prisão de 43 indivíduos - 35 prisões preventivas e 08 prisões temporárias, bem como o sequestro de 07 veículos e o cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão de drogas e objetos afins.

Segundo o titular da 2ª DP/Santa Rosa, as prisões, seqüestros de veículos e buscas e apreensões foram simultaneamente cumpridos por aproximadamente 250 policiais civis, em várias cidades gaúchas (Santa Rosa, Giruá, Santo Ângelo, Porto Alegre, Montenegro, Novo Hamburgo, Caxias do Sul e Charqueadas), bem como no estado do Paraná – na cidade de Barracão, no estado de Santa Catarina – na cidade de Barra Velha e no estado do Mato Grosso do Sul – na cidade de Ponta Porã.

“Basicamente, numa das vertentes investigativas, comprovou-se que traficantes de Santa Rosa (RS), por intermédio de traficante que comandava as suas ações do interior do Presídio de Alto Piquiri (PR), onde se encontrava preso, adquiriam drogas na Cidade de Ponta Porã (MS), divisa seca com o Paraguai, e, através de mulas, as transportavam para Santa Rosa (RS), onde eram redistribuídas e comercializadas a outros traficantes e usuários de drogas; já, noutra vertente, envolvendo os mesmos traficantes, as drogas que aportavam em Santa Rosa (RS) se originavam de traficantes de Novo Hamburgo (RS). Por fim, outro grupo de traficantes gravitou em torno de um traficante que comandou as suas ações do interior do Presídio de Alta Segurança de Charqueadas (RS), onde cumpre pena, o qual, logisticamente, através de mulas, encaminhava drogas de Porto Alegre (RS) a Santa Rosa (RS) e à Cidade de Santo Ângelo (RS), onde, mediante gerenciamento de traficantes a ele ligados, as drogas eram redistribuídas e comercializadas a outros traficantes que, por sua vez, faziam as vendas a usuários de diversos níveis sociais”, relatou Schaefer.

O delegado informou ainda, que ao longo das investigações, foram apreendidas várias drogas ilícitas - 2,2 kg de maconha, 4kg de cocaína, 1kg de pasta-base de cocaína, 0,546 kg de crack e diversas buchinhas de cocaína. No entanto, afora as apreensões realizadas, o resultado das investigações aponta um poder de comercialização ampla e incalculavelmente superior ao volume de drogas apreendidas. Ainda, segundo a autoridade policial, as quantidades de cocaína e de pasta-base de cocaína apreendidas seriam transformadas no mínimo em mais uma quantidade equivalente, totalizando um poder de comercialização nas vendas dessas drogas apreendidas superior a R$ 600 mil.

Já o Delegado Regional Marcio Steffens, acrescentou que o presidiário de Charqueadas contava com a colaboração de parentes. "Os detentos têm contato com o mundo de fora da cadeia, principalmente com os familiares. No caso deste preso, havia também o envolvimento de familiares dele no esquema", explica Steffens. Ele também frisou que para o sucesso deste trabalho, foi usada a área de inteligência da Polícia, que trabalhou muita nesta situação. “Como sempre tenho dito, é um trabalho que não se faz da noite para o dia. O Delegado José Soares de Bastos foi quem iniciou estes trabalhos de investigações, dando o pontapé inicial e a materialidade deste processo investigatório, sendo concluído agora com os trabalhos do Delegado Vilmar Alaídes Schaefer, que está à frente da 2ª Delegacia de Polícia do Bairro Cruzeiro”, disse.

Ainda conforme Marcio Steffens, cada preso na manhã de quinta-feira tem sua parcela de participação dentro do organograma da organização criminosa, porém uns com participação maior, outros menor e que a grande maioria destas pessoas já possuía antecedentes criminais.

sábado, 17 de agosto de 2013

OLHO DIGITAL

As imagens das câmeras são automaticamente gravadas em uma espécie de caixa preta, que tem sistema de rastreamento por GPS, que permite identificar a localização da viatura:imagem 7
ZERO HORA 17 de agosto de 2013 | N° 17525

LETÍCIA COSTA

Uma viatura capaz de identificar criminosos. Sistema em testes permite cruzar, em tempo real, imagens de rostos e de placas com banco de dados


O porte de carro de luxo e a cor preta fosca da camioneta com adesivos da Brigada Militar são objeto de atenção nas ruas da capital gaúcha. Mas o diferencial da viatura está dividido entre o painel e o teto, junto ao giroflex: um equipamento que permite identificação facial e de placas de carros.

Com quatro câmeras pequenas, uma para cada lado do veículo, e outra grande, com 360 graus, acoplada, é possível ter a visão total do que ocorre ao redor. Em fase de teste pelas Patrulhas Especiais (Patres) do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar, duas camionetas – uma em Porto Alegre e outra em Bagé – têm um conjunto de equipamentos que agiliza o atendimento das ocorrências. Imagens de rostos e placas flagradas pela câmera principal são cruzadas com o banco de dados da polícia.

– A câmera capta a placa do veículo e fornece todos os dados já no terminal. Se o sistema estiver montado, o atendente do 190 digita as informações, identifica qual viatura está mais próxima da ocorrência, e o policial recebe o histórico da ligação na viatura – comenta o major Alessandro Prestes, comandante da 4ª Companhia do Batalhão de Operações Especiais (BOE).

Por enquanto, o equipamento não está interligado com o banco de dados do Estado. Mesmo assim, policiais já se adaptam à mudança de tecnologia, há anos no sistema de rádio. Mas isso ainda não garante a adoção definitiva. O chefe do setor de Comunicação Social, tenente-coronel Eviltom Pereira Diaz, diz que ainda é preciso comprovar a eficiência para abrir a licitação. Há uma estimativa, não confirmada, de contar com 220 veículos.

Em Manaus, não há dúvidas. Desde fevereiro de 2012, 252 viaturas inteligentes estão nas ruas, com locação orçada em R$ 3,5 milhões por mês – R$ 14 mil, cada. Para o coronel Amadeu Soares, secretário-executivo do programa Ronda no Bairro, estes veículos teriam influenciado na redução da criminalidade em 26%, de 2011 para 2012. Não é só isso:

– Se um veículo estraga, vem outro para o lugar. O serviço não para.

A novidade possibilitou outros avanços. Cada camioneta tem números de telefone colados em adesivos, e foi criado um aplicativo para celular que informa qual a viatura mais perto.


BM testa viatura com sistema de identificação de rostos e placas Tadeu Vilani/Agencia RBS

No interior da viatura, um computador de bordo fica acoplado no painel acima do porta-luvas. Por uma tela de toque, o policial acessa a internet, as câmeras e o sistema integrado de informações:imagem 2
 Imagens das quatro câmeras são visualizadas no computador de bordo e em equipamentos externos, como tablets e celulares, por meio da internet:imagem 4
A câmera acoplada ao giroflex consegue fazer a leitura de placas de veículos e o reconhecimento facial e, com softwares instalados no computador de bordo, é possível fazer a interligação com bancos de dados da polícia:imagem 5
A visão em alta resolução da câmera principal aparece em um monitor na parte central do painel. Um joystick controla a direção da câmera e o zoom, mas ela também pode ser direcionada de fora do veículo, por uma central:imagem 6

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

ROBÔ É NOVO ALIADO DA BM PARA DESARME DE BOMBAS

ZERO HORA 09 de agosto de 2013 | N° 17517

FERNANDO GOETTEMS

OPERAÇÕES DE RISCO

Equipamento integra kit de R$ 2,4 milhões que visa à segurança na Copa



Um robô antibombas é o novo reforço da Brigada Militar para enfrentar situações de risco. Com tecnologia importada dos Estados Unidos, o equipamento vai permitir à polícia atuar com mais segurança para neutralizar explosivos.

Com o uso de radiofrequência, câmeras e controle remoto – semelhante aos usados em videogames –, o robô pode ser manejado em um raio de até 300 metros. O equipamento se move por meio de esteiras, permitindo que supere obstáculos, como escadas e rampas. Ele também suporta erguer objetos com peso de até 60 quilos.

O robô integra um kit antibombas composto por 10 itens – como detector de gases tóxicos e substâncias explosivas e raio X, para verificar o interior de objetos suspeitos. Com esses materiais, os agentes não precisam se aproximar de áreas com risco de explosões, reações químicas, biológicas, radiológicas e nucleares. A tecnologia foi adquirida pelo Ministério da Justiça, visando à segurança na Copa do Mundo, ao custo de R$ 2,4 milhões.

Os equipamentos foram repassadas pela Secretaria da Segurança Pública para a BM na tarde de ontem, durante demonstração na sede do Grupamento de Busca e Salvamento, no Armazém C-1 do Cais do Porto, na Capital.

O Grupo de Ações Especiais Táticas Especiais (Gate) da BM será a unidade responsável pelo uso do equipamento. Policiais do Gate receberam treinamento na Argentina e em outros Estados, como Mato Grosso.

– É possível inspecionar o artefato com antecedência, para saber o que ele contém. A regra é: primeiro a máquina, depois o homem, mesmo assim, esse kit não substitui a ação dos agentes – observa o major do Gate Douglas da Rosa Soares.

O secretário da Segurança, Airton Michels, salienta que o equipamento vai identificar com mais agilidade falsas bombas:

– Quando for uma simulação de bomba muito grosseira, vamos conseguir desmontá-la mais rapidamente, porque essas situações acabam gerando muito transtorno.

O secretário disse que deverão ser investidos cerca de R$ 80 milhões para a segurança na Copa do Mundo de 2014.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

NAGE EM AÇÃO


Polícia treina com robô em favela cenográfica para Copa das Confederações

Núcleo ganhará reforço diário de 450 policiais, a maioria bilíngue, e delegacia móvel, que funcionará em um ônibus, nos arredores do Maracanã

Além de acompanhar com lupa a atuação de vândalos entre as torcidas, os integrantes do Nage também vão reprimir a ação de cambistas e a venda de produtos piratas


SÉRGIO RAMALHO
O GLOBO
Atualizado:7/06/13 - 5h00

Policiais treinam em favela montada na Cidade da Polícia; à direita, o robô canadenseGabriel de Paiva / O Globo


RIO — Enquanto a bola rolava no gramado do Maracanã durante o jogo amistoso entre Brasil e Inglaterra, no último domingo, um grupo acompanhava atento os monitores instalados numa sala com visão privilegiada da arena. Nas telas do Centro Integrado de Comando e Controle do estádio, o foco principal não eram as jogadas dos craques, mas possíveis problemas detectados por uma das 380 câmeras instaladas dentro e fora do estádio. Na verdade, antes de o juiz apitar o início da partida, os integrantes do Núcleo de Apoio a Grandes Eventos (Nage) da Polícia Civil já estavam em campo.

Criado em agosto passado, o núcleo agrega oito delegacias especializadas e é capitaneado pelo delegado Alexandre Braga, da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat). De lá para cá, o Nage já infiltrou policiais entre torcidas organizadas para reprimir a violência nos estádios. O trabalho resultou em prisões e na desarticulação de grupos envolvidos em brigas e até assassinatos. A nove dias do início da Copa das Confederações, o núcleo ganhará reforço diário de 450 policiais, a maioria bilíngue, e uma delegacia móvel, que funcionará em um ônibus, nos arredores do Maracanã.

Além de acompanhar com lupa a atuação de vândalos entre as torcidas, os integrantes do Nage também vão reprimir a ação de cambistas e a venda de produtos piratas. Haverá ainda agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e técnicos do Esquadrão Anti-Bombas, que receberam treinamentos específicos para atuarem em casos de ataques com explosivos ou armas químicas, biológicas e radiológicas. O grupo conta com um robô, de fabricação canadense, para auxiliar os policiais em caso de descoberta de bombas. O equipamento conta com braço eletrônico e um canhão de água, usado em alguns casos para detonar os artefatos. Mas, em geral, são os técnicos que realizam o trabalho mais pesado e perigoso, quando um artefato explosivo é localizado. Para isso, eles são obrigados a usar um traje especial, uma roupa capaz de absorver o deslocamento de ar causado pela explosão de 50 gramas de TNT.

Na Cidade da Polícia foram construídas uma pequena favela, com as características de comunidades existentes no Rio, entre elas Rocinha e Jacarezinho. O espaço é usado para treinar os policiais da Core, mas também vem sendo empregado por tropas de elite de outros estados e até países vizinhos. Há ainda um estande e uma casa de tiros, únicos na América do Sul, segundo Vagner Franco, coordenador de projetos da Core.

http://oglobo.globo.com/videos/t/todos-os-videos/v/catalogo/2619582

BM PRENDE UM DOS BANDIDOS MAIS PROCURADOS DO RS

BM_M0703.JPG

BM COMUNICAÇÃO SOCIAL

NOTA

Robson Alves




Na noite de segunda-feira por volta das 20h na avenida Juca Batista nº 4830 em Porto Alegre a Brigada Militar realizou a prisão do indivíduo mais procurado do Estado do Rio Grande do Sul, Dejair Jorge Santos dos Reis, vulgo "Deja".

Deja tinha contra si um mandato de prisão por roubo,integrante da quadrilha do "Falcão" onde realizaram o roubo a joalheria de Cotiporã.

ZERO HORA 05/08/2013 | 21h31

Brigada Militar captura último suspeito do ataque a fábrica de joias em Cotiporã. Dejair Jorge Santos dos Reis, o Deja, era um dos 10 criminosos mais procurados do Estado

Eduardo Rosa


Deja foi capturado por integrantes do 21º BPMFoto: Divulgação / Brigada Militar/Divulgação


A Brigada Militar capturou, por volta das 20h desta segunda-feira, Dejair Jorge Santos dos Reis, 39 anos. Ele é suspeito de participar do ataque a uma fábrica de joias em Cotiporã, na serra gaúcha, em dezembro passado. Reis também figura na lista dos 10 criminosos mais procurados do Rio Grande do Sul, elaborada pelo Departamento de Investigações Criminais (Deic).

Deja, como é conhecido, foi abordado por brigadianos do 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na zona sul de Porto Alegre, que receberam uma denúncia de que o criminoso estaria na região. Os policiais pararam o Chevette que Reis conduzia na Avenida Juca Batista, próximo à Edgar Pires de Castro, e confirmaram se tratar do último suspeito do crime ainda foragido, com prisão decretada pela Justiça.

— As informações chegam aos grupos com o trabalho de proximidade com a comunidade e inteligência. Tivemos êxito em prender sem nenhum disparo de arma de fogo — salientou o major Egon Kvietinski, comandante da 1ª Companhia do 21º BPM.

Conforme o chefe de investigações da Delegacia de Roubos do Deic, Rafael Marinho, a Polícia Civil e a Brigada Militar tinham informações de que Deja ia à residência da família na Zona Sul com frequência, como ocorreu na noite desta segunda.

Fugitivo do complexo prisional de Charqueadas, o criminoso é conhecido por roubo a veículos e estabelecimentos comerciais. Ele deveria ser levado ao Presídio Central no fim da noite de ontem e, depois, transferido à Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

O secretário adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro, ressaltou o trabalho de inteligência e parceria entre as corporações para captura de todos os suspeitos do crime.

— A prisão deste indivíduo reforça mais a significação de que este crime (roubo) está seguro. Quem ganha é a sociedade. O trabalho foi muito bem feito — disse Pinheiro.

Relembre o caso


— Na madrugada de 30 de dezembro, uma quadrilha formada por oito assaltantes faz reféns em um bar e ruma para a fábrica de joias Guindani, em Cotiporã, na Serra. Usa explosivos e rouba produtos

— Na fuga, parte do bando entra em confronto com a Brigada Militar. Três bandidos morrem no tiroteio. Entre eles, o assaltante mais procurado do Estado: Elisandro Rodrigo Falcão, 31 anos

— Para escapar do cerco policial, parte da quadrilha faz uma família refém e se esconde na mata 

— As vítimas são resgatadas 20 horas depois, sem ferimentos. Mesmo com a polícia cercando a região, cinco conseguem escapar

— Fugindo por Bento Gonçalves, os bandidos fazem mais uma família refém. De lá, quatro seguem a fuga apoiados por um comparsa

— Em 6 de janeiro, a Brigada Militar de Farroupilha prende o paranaense Edio Robert dos Santos, 26 anos, também suspeito de fazer parte da quadrilha. Ele estava em um parreiral, com ferimentos

— Cerca de 10 dias depois do assalto, um sítio do bando foi descoberto em Santo Antônio da Patrulha

— Em 16 de janeiro, a polícia prendeu Carlos José Machado dos Santos, 41 anos. Ele estava escondido em uma casa em Balneário Pinhal, no Litoral Norte

— Luciano da Silveira, conhecido como Puro Osso, foi preso em Araranguá em 31 de março