Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

SUCESSO DA OPERAÇÃO ARARAQUARA

NOROESTE NOTÍCIAS, GAZETA REGIONAL, 

Operação Araraquara tem mais de 6 mil páginas de elementos de provas


Delegados Ubirajara, Flávio Henrique Martins (Del. Polícia do Interior), Marcio Steffens e Vilmar Schaefer
Operação Araraquara culminou na quinta-feira (07), com 42 prisões



por Micheli Armanje - Jornal Gazeta Regional


A Polícia Civil de Santa Rosa realizou na quinta-feira, dia 07 de novembro, a Operação Araraquara, que pode ser considerada a maior já realizada no Noroeste do Rio Grande do Sul e está entre as 10 maiores do Estado. Com o objetivo de combater o crime de tráfico de drogas, o trabalho iniciou há cerca de um ano com intensas investigações que juntas, ultrapassam as 6 mil páginas de documentos.

A operação revelou que Santa Rosa, juntamente com a cidade vizinha de Santo Ângelo, são entrepostos de distribuição da droga, que através dos traficantes locais era revendida para demais cidades. Outro fato que chama a atenção na operação é o número de mulheres presas (mais de 10).

Segundo o Delegado Vilmar Alaídes Schaefer, a Operação Araraquara se trata de investigação de combate à traficância de drogas desenvolvida pela Equipe da 2ª Delegacia de Polícia de Santa Rosa/RS, coordenada durante os três meses iniciais de investigações, pelo Delegado de Polícia José Soares de Bastos, e após, até o desencadeamento final da Operação, por ele próprio, que assumiu o comando da DP. A investigação iniciou em outubro de 2012 e durou cerca de um ano. Como resultado, vinte e quatro procedimentos policiais (totalizando mais de 6.000 páginas de elementos de prova) apuraram a autoria, a materialidade e as circunstâncias de inúmeras condutas de tráfico de drogas e de associação ao tráfico, que, ao final, desencadearam o decreto de prisão de 43 indivíduos - 35 prisões preventivas e 08 prisões temporárias, bem como o sequestro de 07 veículos e o cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão de drogas e objetos afins.

Segundo o titular da 2ª DP/Santa Rosa, as prisões, seqüestros de veículos e buscas e apreensões foram simultaneamente cumpridos por aproximadamente 250 policiais civis, em várias cidades gaúchas (Santa Rosa, Giruá, Santo Ângelo, Porto Alegre, Montenegro, Novo Hamburgo, Caxias do Sul e Charqueadas), bem como no estado do Paraná – na cidade de Barracão, no estado de Santa Catarina – na cidade de Barra Velha e no estado do Mato Grosso do Sul – na cidade de Ponta Porã.

“Basicamente, numa das vertentes investigativas, comprovou-se que traficantes de Santa Rosa (RS), por intermédio de traficante que comandava as suas ações do interior do Presídio de Alto Piquiri (PR), onde se encontrava preso, adquiriam drogas na Cidade de Ponta Porã (MS), divisa seca com o Paraguai, e, através de mulas, as transportavam para Santa Rosa (RS), onde eram redistribuídas e comercializadas a outros traficantes e usuários de drogas; já, noutra vertente, envolvendo os mesmos traficantes, as drogas que aportavam em Santa Rosa (RS) se originavam de traficantes de Novo Hamburgo (RS). Por fim, outro grupo de traficantes gravitou em torno de um traficante que comandou as suas ações do interior do Presídio de Alta Segurança de Charqueadas (RS), onde cumpre pena, o qual, logisticamente, através de mulas, encaminhava drogas de Porto Alegre (RS) a Santa Rosa (RS) e à Cidade de Santo Ângelo (RS), onde, mediante gerenciamento de traficantes a ele ligados, as drogas eram redistribuídas e comercializadas a outros traficantes que, por sua vez, faziam as vendas a usuários de diversos níveis sociais”, relatou Schaefer.

O delegado informou ainda, que ao longo das investigações, foram apreendidas várias drogas ilícitas - 2,2 kg de maconha, 4kg de cocaína, 1kg de pasta-base de cocaína, 0,546 kg de crack e diversas buchinhas de cocaína. No entanto, afora as apreensões realizadas, o resultado das investigações aponta um poder de comercialização ampla e incalculavelmente superior ao volume de drogas apreendidas. Ainda, segundo a autoridade policial, as quantidades de cocaína e de pasta-base de cocaína apreendidas seriam transformadas no mínimo em mais uma quantidade equivalente, totalizando um poder de comercialização nas vendas dessas drogas apreendidas superior a R$ 600 mil.

Já o Delegado Regional Marcio Steffens, acrescentou que o presidiário de Charqueadas contava com a colaboração de parentes. "Os detentos têm contato com o mundo de fora da cadeia, principalmente com os familiares. No caso deste preso, havia também o envolvimento de familiares dele no esquema", explica Steffens. Ele também frisou que para o sucesso deste trabalho, foi usada a área de inteligência da Polícia, que trabalhou muita nesta situação. “Como sempre tenho dito, é um trabalho que não se faz da noite para o dia. O Delegado José Soares de Bastos foi quem iniciou estes trabalhos de investigações, dando o pontapé inicial e a materialidade deste processo investigatório, sendo concluído agora com os trabalhos do Delegado Vilmar Alaídes Schaefer, que está à frente da 2ª Delegacia de Polícia do Bairro Cruzeiro”, disse.

Ainda conforme Marcio Steffens, cada preso na manhã de quinta-feira tem sua parcela de participação dentro do organograma da organização criminosa, porém uns com participação maior, outros menor e que a grande maioria destas pessoas já possuía antecedentes criminais.

sábado, 17 de agosto de 2013

OLHO DIGITAL

As imagens das câmeras são automaticamente gravadas em uma espécie de caixa preta, que tem sistema de rastreamento por GPS, que permite identificar a localização da viatura:imagem 7
ZERO HORA 17 de agosto de 2013 | N° 17525

LETÍCIA COSTA

Uma viatura capaz de identificar criminosos. Sistema em testes permite cruzar, em tempo real, imagens de rostos e de placas com banco de dados


O porte de carro de luxo e a cor preta fosca da camioneta com adesivos da Brigada Militar são objeto de atenção nas ruas da capital gaúcha. Mas o diferencial da viatura está dividido entre o painel e o teto, junto ao giroflex: um equipamento que permite identificação facial e de placas de carros.

Com quatro câmeras pequenas, uma para cada lado do veículo, e outra grande, com 360 graus, acoplada, é possível ter a visão total do que ocorre ao redor. Em fase de teste pelas Patrulhas Especiais (Patres) do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar, duas camionetas – uma em Porto Alegre e outra em Bagé – têm um conjunto de equipamentos que agiliza o atendimento das ocorrências. Imagens de rostos e placas flagradas pela câmera principal são cruzadas com o banco de dados da polícia.

– A câmera capta a placa do veículo e fornece todos os dados já no terminal. Se o sistema estiver montado, o atendente do 190 digita as informações, identifica qual viatura está mais próxima da ocorrência, e o policial recebe o histórico da ligação na viatura – comenta o major Alessandro Prestes, comandante da 4ª Companhia do Batalhão de Operações Especiais (BOE).

Por enquanto, o equipamento não está interligado com o banco de dados do Estado. Mesmo assim, policiais já se adaptam à mudança de tecnologia, há anos no sistema de rádio. Mas isso ainda não garante a adoção definitiva. O chefe do setor de Comunicação Social, tenente-coronel Eviltom Pereira Diaz, diz que ainda é preciso comprovar a eficiência para abrir a licitação. Há uma estimativa, não confirmada, de contar com 220 veículos.

Em Manaus, não há dúvidas. Desde fevereiro de 2012, 252 viaturas inteligentes estão nas ruas, com locação orçada em R$ 3,5 milhões por mês – R$ 14 mil, cada. Para o coronel Amadeu Soares, secretário-executivo do programa Ronda no Bairro, estes veículos teriam influenciado na redução da criminalidade em 26%, de 2011 para 2012. Não é só isso:

– Se um veículo estraga, vem outro para o lugar. O serviço não para.

A novidade possibilitou outros avanços. Cada camioneta tem números de telefone colados em adesivos, e foi criado um aplicativo para celular que informa qual a viatura mais perto.


BM testa viatura com sistema de identificação de rostos e placas Tadeu Vilani/Agencia RBS

No interior da viatura, um computador de bordo fica acoplado no painel acima do porta-luvas. Por uma tela de toque, o policial acessa a internet, as câmeras e o sistema integrado de informações:imagem 2
 Imagens das quatro câmeras são visualizadas no computador de bordo e em equipamentos externos, como tablets e celulares, por meio da internet:imagem 4
A câmera acoplada ao giroflex consegue fazer a leitura de placas de veículos e o reconhecimento facial e, com softwares instalados no computador de bordo, é possível fazer a interligação com bancos de dados da polícia:imagem 5
A visão em alta resolução da câmera principal aparece em um monitor na parte central do painel. Um joystick controla a direção da câmera e o zoom, mas ela também pode ser direcionada de fora do veículo, por uma central:imagem 6

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

ROBÔ É NOVO ALIADO DA BM PARA DESARME DE BOMBAS

ZERO HORA 09 de agosto de 2013 | N° 17517

FERNANDO GOETTEMS

OPERAÇÕES DE RISCO

Equipamento integra kit de R$ 2,4 milhões que visa à segurança na Copa



Um robô antibombas é o novo reforço da Brigada Militar para enfrentar situações de risco. Com tecnologia importada dos Estados Unidos, o equipamento vai permitir à polícia atuar com mais segurança para neutralizar explosivos.

Com o uso de radiofrequência, câmeras e controle remoto – semelhante aos usados em videogames –, o robô pode ser manejado em um raio de até 300 metros. O equipamento se move por meio de esteiras, permitindo que supere obstáculos, como escadas e rampas. Ele também suporta erguer objetos com peso de até 60 quilos.

O robô integra um kit antibombas composto por 10 itens – como detector de gases tóxicos e substâncias explosivas e raio X, para verificar o interior de objetos suspeitos. Com esses materiais, os agentes não precisam se aproximar de áreas com risco de explosões, reações químicas, biológicas, radiológicas e nucleares. A tecnologia foi adquirida pelo Ministério da Justiça, visando à segurança na Copa do Mundo, ao custo de R$ 2,4 milhões.

Os equipamentos foram repassadas pela Secretaria da Segurança Pública para a BM na tarde de ontem, durante demonstração na sede do Grupamento de Busca e Salvamento, no Armazém C-1 do Cais do Porto, na Capital.

O Grupo de Ações Especiais Táticas Especiais (Gate) da BM será a unidade responsável pelo uso do equipamento. Policiais do Gate receberam treinamento na Argentina e em outros Estados, como Mato Grosso.

– É possível inspecionar o artefato com antecedência, para saber o que ele contém. A regra é: primeiro a máquina, depois o homem, mesmo assim, esse kit não substitui a ação dos agentes – observa o major do Gate Douglas da Rosa Soares.

O secretário da Segurança, Airton Michels, salienta que o equipamento vai identificar com mais agilidade falsas bombas:

– Quando for uma simulação de bomba muito grosseira, vamos conseguir desmontá-la mais rapidamente, porque essas situações acabam gerando muito transtorno.

O secretário disse que deverão ser investidos cerca de R$ 80 milhões para a segurança na Copa do Mundo de 2014.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

NAGE EM AÇÃO


Polícia treina com robô em favela cenográfica para Copa das Confederações

Núcleo ganhará reforço diário de 450 policiais, a maioria bilíngue, e delegacia móvel, que funcionará em um ônibus, nos arredores do Maracanã

Além de acompanhar com lupa a atuação de vândalos entre as torcidas, os integrantes do Nage também vão reprimir a ação de cambistas e a venda de produtos piratas


SÉRGIO RAMALHO
O GLOBO
Atualizado:7/06/13 - 5h00

Policiais treinam em favela montada na Cidade da Polícia; à direita, o robô canadenseGabriel de Paiva / O Globo


RIO — Enquanto a bola rolava no gramado do Maracanã durante o jogo amistoso entre Brasil e Inglaterra, no último domingo, um grupo acompanhava atento os monitores instalados numa sala com visão privilegiada da arena. Nas telas do Centro Integrado de Comando e Controle do estádio, o foco principal não eram as jogadas dos craques, mas possíveis problemas detectados por uma das 380 câmeras instaladas dentro e fora do estádio. Na verdade, antes de o juiz apitar o início da partida, os integrantes do Núcleo de Apoio a Grandes Eventos (Nage) da Polícia Civil já estavam em campo.

Criado em agosto passado, o núcleo agrega oito delegacias especializadas e é capitaneado pelo delegado Alexandre Braga, da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat). De lá para cá, o Nage já infiltrou policiais entre torcidas organizadas para reprimir a violência nos estádios. O trabalho resultou em prisões e na desarticulação de grupos envolvidos em brigas e até assassinatos. A nove dias do início da Copa das Confederações, o núcleo ganhará reforço diário de 450 policiais, a maioria bilíngue, e uma delegacia móvel, que funcionará em um ônibus, nos arredores do Maracanã.

Além de acompanhar com lupa a atuação de vândalos entre as torcidas, os integrantes do Nage também vão reprimir a ação de cambistas e a venda de produtos piratas. Haverá ainda agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e técnicos do Esquadrão Anti-Bombas, que receberam treinamentos específicos para atuarem em casos de ataques com explosivos ou armas químicas, biológicas e radiológicas. O grupo conta com um robô, de fabricação canadense, para auxiliar os policiais em caso de descoberta de bombas. O equipamento conta com braço eletrônico e um canhão de água, usado em alguns casos para detonar os artefatos. Mas, em geral, são os técnicos que realizam o trabalho mais pesado e perigoso, quando um artefato explosivo é localizado. Para isso, eles são obrigados a usar um traje especial, uma roupa capaz de absorver o deslocamento de ar causado pela explosão de 50 gramas de TNT.

Na Cidade da Polícia foram construídas uma pequena favela, com as características de comunidades existentes no Rio, entre elas Rocinha e Jacarezinho. O espaço é usado para treinar os policiais da Core, mas também vem sendo empregado por tropas de elite de outros estados e até países vizinhos. Há ainda um estande e uma casa de tiros, únicos na América do Sul, segundo Vagner Franco, coordenador de projetos da Core.

http://oglobo.globo.com/videos/t/todos-os-videos/v/catalogo/2619582

BM PRENDE UM DOS BANDIDOS MAIS PROCURADOS DO RS

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BM COMUNICAÇÃO SOCIAL

NOTA

Robson Alves




Na noite de segunda-feira por volta das 20h na avenida Juca Batista nº 4830 em Porto Alegre a Brigada Militar realizou a prisão do indivíduo mais procurado do Estado do Rio Grande do Sul, Dejair Jorge Santos dos Reis, vulgo "Deja".

Deja tinha contra si um mandato de prisão por roubo,integrante da quadrilha do "Falcão" onde realizaram o roubo a joalheria de Cotiporã.

ZERO HORA 05/08/2013 | 21h31

Brigada Militar captura último suspeito do ataque a fábrica de joias em Cotiporã. Dejair Jorge Santos dos Reis, o Deja, era um dos 10 criminosos mais procurados do Estado

Eduardo Rosa


Deja foi capturado por integrantes do 21º BPMFoto: Divulgação / Brigada Militar/Divulgação


A Brigada Militar capturou, por volta das 20h desta segunda-feira, Dejair Jorge Santos dos Reis, 39 anos. Ele é suspeito de participar do ataque a uma fábrica de joias em Cotiporã, na serra gaúcha, em dezembro passado. Reis também figura na lista dos 10 criminosos mais procurados do Rio Grande do Sul, elaborada pelo Departamento de Investigações Criminais (Deic).

Deja, como é conhecido, foi abordado por brigadianos do 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na zona sul de Porto Alegre, que receberam uma denúncia de que o criminoso estaria na região. Os policiais pararam o Chevette que Reis conduzia na Avenida Juca Batista, próximo à Edgar Pires de Castro, e confirmaram se tratar do último suspeito do crime ainda foragido, com prisão decretada pela Justiça.

— As informações chegam aos grupos com o trabalho de proximidade com a comunidade e inteligência. Tivemos êxito em prender sem nenhum disparo de arma de fogo — salientou o major Egon Kvietinski, comandante da 1ª Companhia do 21º BPM.

Conforme o chefe de investigações da Delegacia de Roubos do Deic, Rafael Marinho, a Polícia Civil e a Brigada Militar tinham informações de que Deja ia à residência da família na Zona Sul com frequência, como ocorreu na noite desta segunda.

Fugitivo do complexo prisional de Charqueadas, o criminoso é conhecido por roubo a veículos e estabelecimentos comerciais. Ele deveria ser levado ao Presídio Central no fim da noite de ontem e, depois, transferido à Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

O secretário adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro, ressaltou o trabalho de inteligência e parceria entre as corporações para captura de todos os suspeitos do crime.

— A prisão deste indivíduo reforça mais a significação de que este crime (roubo) está seguro. Quem ganha é a sociedade. O trabalho foi muito bem feito — disse Pinheiro.

Relembre o caso


— Na madrugada de 30 de dezembro, uma quadrilha formada por oito assaltantes faz reféns em um bar e ruma para a fábrica de joias Guindani, em Cotiporã, na Serra. Usa explosivos e rouba produtos

— Na fuga, parte do bando entra em confronto com a Brigada Militar. Três bandidos morrem no tiroteio. Entre eles, o assaltante mais procurado do Estado: Elisandro Rodrigo Falcão, 31 anos

— Para escapar do cerco policial, parte da quadrilha faz uma família refém e se esconde na mata 

— As vítimas são resgatadas 20 horas depois, sem ferimentos. Mesmo com a polícia cercando a região, cinco conseguem escapar

— Fugindo por Bento Gonçalves, os bandidos fazem mais uma família refém. De lá, quatro seguem a fuga apoiados por um comparsa

— Em 6 de janeiro, a Brigada Militar de Farroupilha prende o paranaense Edio Robert dos Santos, 26 anos, também suspeito de fazer parte da quadrilha. Ele estava em um parreiral, com ferimentos

— Cerca de 10 dias depois do assalto, um sítio do bando foi descoberto em Santo Antônio da Patrulha

— Em 16 de janeiro, a polícia prendeu Carlos José Machado dos Santos, 41 anos. Ele estava escondido em uma casa em Balneário Pinhal, no Litoral Norte

— Luciano da Silveira, conhecido como Puro Osso, foi preso em Araranguá em 31 de março

sexta-feira, 21 de junho de 2013

LEI DISPÕE SOBRE A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL

LEI Nº 12.830, DE 20 DE JUNHO DE 2013

Dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia.

Art. 2º As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de Estado.

§ 1º Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade
policial, cabe a condução da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei, que tem como objetivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais.

§ 2º Durante a investigação criminal, cabe ao delegado de polícia a requisição de perícia, informações, documentos e dados que interessem à apuração dos fatos.

§ 3º ( V E TA D O ) .

§ 4º O inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei em curso somente poderá ser avocado ou redistribuído por superior hierárquico, mediante despacho fundamentado, por motivo de interesse público ou nas hipóteses de inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que prejudique a eficácia da investigação.

§ 5º A remoção do delegado de polícia dar-se-á somente por ato fundamentado.

§ 6º O indiciamento, privativo do delegado de polícia, darse-á por ato fundamentado, mediante análise técnico-jurídica do fato, que deverá indicar a autoria, materialidade e suas circunstâncias.

Art. 3º O cargo de delegado de polícia é privativo de bacharel em Direito, devendo-lhe ser dispensado o mesmo tratamento protocolar que recebem os magistrados, os membros da Defensoria Pública e do Ministério Público e os advogados.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 20 de junho de 2013; 192º da Independência e 125º da República.

DILMA ROUSSEFF
José Eduardo Cardozo
Miriam Belchior
Luís Inácio Lucena Adams

domingo, 2 de junho de 2013

DIRETO NA REDE #AlôPolícia!!!




ZERO HORA 02 de junho de 2013 | N° 17451


Policiais civis, militares e rodoviários usam, cada vez mais, as redes sociais para divulgar as corporações, orientar a população e contar os bastidores de operações

LETÍCIA COSTA

“Quem conseguir ler na torcida, NÃO FAÇA A AVALANCHE EM CASO DE 2º GOL!! #BOE informa!!”

O alerta divulgado no perfil de um capitão da Brigada Militar (BM), conhecido das torcidas da dupla Gre-Nal por atuar na segurança de jogos de futebol, ilustra um fenômeno contemporâneo: o uso cada vez mais frequente das redes sociais pelos policiais gaúchos.

Na partida do Grêmio contra a LDU, pela Libertadores, a chefia do capitão Fernando Rodrigues Maciel percebeu a utilidade do Twitter para prevenir um novo incidente na recém-inaugurada Arena. A decisão ficou mais emocionante, foi aos pênaltis, mas não houve repeteco da avalanche.

Não se sabe se o controle da torcida foi provocado pela mensagem compartilhada por outros 44 perfis do Twitter, mas ficou nítida para o Batalhão de Operações Especiais (BOE) a utilidade da rede.

Informar e, principalmente, mostrar trabalho à população são os principais objetivos dos policiais nas redes sociais. As corporações pisam em terreno ainda desconhecido, mas não inimigo. Criam normas para tentar preservar reputações. Até julho, a Polícia Civil deve finalizar as regras que irão unificar a identidade da instituição. Conforme a delegada Vanessa Pitrez Corrêa, diretora da Divisão de Comunicação Social, não há como intervir nas postagens feitas em perfis privados, mas quando o policial assume o nome de alguma delegacia, há a orientação para que não sejam feitos juízos de valor sobre casos investigados.

Para Paula Poncioni, professora do Departamento de Política Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as redes proporcionam aproximação com a comunidade e são mais uma forma de demonstrar transparência nas ações.

– É preciso que a polícia esteja bem preparada para investigar os casos que estão sendo relatados e que essa população seja sensibilizada e conscientizada de que a polícia é um ator da administração pública para a redução da violência – comenta.

Notícias das BRs pelo @PRF191RS

Carros roubados e pontos de tráfico são algumas das mensagens enviadas aos policiais. Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF) começou, a partir da sugestão de um policial mais jovem, a informar problemas nas rodovias e orientar motoristas via Twitter. Com utilização disseminada em regionais por todo o país, o perfil gaúcho da PRF chegou aos 10 mil seguidores, em janeiro. Para o chefe da Comunicação Social, Alessandro Castro, o Twitter tornou-se a forma mais ágil de informar a imprensa e a população. Controlado da central operacional, onde ficam dois policiais, o perfil é atualizado diariamente. A sobrecarga da equipe, que também monitora as imagens das câmeras nas rodovias e atende os chamados ao 191, e os problemas na internet, ainda são os principais entraves para a operação na rede social.

Enquanto a PRF usa o Twitter para informar motoristas, a Brigada Militar trata de disciplinar a tropa. Normas, esmiuçadas em uma “nota de instrução tecnológica”, já fazem parte rotina da BM nas redes. A criação e o nome da conta devem estar associados ao comandante, que pode levar consigo o perfil quando assumir outro batalhão. Usado timidamente pelo setor de comunicação, o Twitter oficial da Brigada está atrelado às publicações do site da corporação.

Em abril do ano passado, a informação de que alguém usando o perfil do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) no Facebook assistiu a um vídeo com uma dançarina seminua teve repercussão negativa na BM. Menos de três meses depois, a página parou de ser atualizada. Na contramão do deslize, estão as boas notícias disseminadas por perfis ativos. Há pouco mais de um mês no Twitter e Facebook, o Voluntários da Pátria, que dissemina as informações do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) da Capital, publicou:

“o mais novo gaúcho é um menino, passa bem juntamente com a mãe, sendo medicados no Hospital Fêmina neste momento...”.

O nascimento aconteceu dentro de uma viatura, graças à ajuda de uma policial.

Enquanto colegas atendiam a ocorrência inusitada, o soldado Wagner Cirra informava o fato em primeira mão pela internet.


190 online do capitão do BOE

Em meio às fotografias da sorridente Manuela, três anos, estão os registros de apreensões, treinamentos e operações. A farda camuflada do Batalhão de Operações Especiais (BOE) ganha visibilidade no Instagram do capitão Fernando Rodrigues Maciel, 36 anos – metade deles na Brigada Militar (BM).

Logo que a rede social começou a conquistar usuários no Brasil, ele comprou um iPhone e criou o perfil que mantém o mesmo nome da página no Twitter: @capmaciel. Estava consolidado um capitão conectado, formado em Direito, que comanda 30 homens em um dos seis pelotões de choque do BOE. Conhecido dos jornalistas por informar as ocorrências policiais em primeira mão e com fotografias, o policial acredita que ganhou amigos virtuais – são mais de 900 no Instagram e 4 mil no Twitter – porque mostra o trabalho.

Na semana passada, durante o polêmico corte de árvores que permitirá as obras de duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio), o capitão Maciel interagiu pelo Instagram quando estava prestes a retornar ao quartel, no final da madrugada:

“…e assim a ordem foi restabelecida!!” –

O Twitter de Maciel, que virou uma espécie de “190 online”, acumula denúncias de pontos de tráfico e carros roubados nas mensagens recebidas. Maciel tenta responder a todos, mesmo os críticos.

– Somos criticados, mas temos o preparo psicológico para superar – diz o capitão.

Maciel deixa claro que a opinião emitida em comentários não é da instituição. Já chegou a escrever “não foi o capitão, foi o Fernando”. Sobre os posts envolvendo a filha e a rotina familiar, o oficial explica:

– É para mostrar que tenho vida privada.

A privacidade fica restrita a outra rede social, o Facebook, onde adiciona pessoas com as quais já conversou pessoalmente.



O tweet que tranquilizou o RS

Era o penúltimo dia de 2012. O capitão Juliano Amaral, 41 anos, estava no interior de Cotiporã, na Serra, coordenando uma equipe em busca de reféns e assaltantes de uma fábrica de joias do município. Pelo Twitter, atualizava os seguidores com informações de reforço do efetivo, ida do secretário estadual de Segurança Pública ao local e novas descobertas da ação dos bandidos. Para os seguidores, Amaral informava:

“Só saímos da área com eles presos”.

Mas foi às 22h42min de um domingo, 30 de dezembro, que ele postou a mensagem mais esperada, que dobrou o número de seguidores no perfil @julianopolicia. Com 77 caracteres, a publicação “Estamos com as 9 vítimas sao salvas e bem. DEUS SEJA LOUVADO!”, trouxe tranquilidade após 20 horas de incertezas sobre os reféns em poder de criminosos.

– Não tinha sinal da linha telefônica, o local em que estávamos era de difícil acesso. A única ferramenta que tinha era a internet. Nem imaginei que aquela postagem fosse bombar tanto – relembra Amaral.

Ele descobriu o Twitter há três anos, em um Carnaval que passou no Rio de Janeiro. Leu reportagens sobre a utilização de smartphones distribuídos pelo governo às polícias, descobriu que comandantes atuavam em comunidades com o aparelho e mantinham contato mais próximo com a população ao informar ocorrências. Quando voltou para Flores da Cunha, onde residia, passou a usar o Twitter.

– Acho que não é só um hobby, é uma necessidade – defende Amaral.

Três meses depois da mensagem que acalmou os gaúchos, o capitão deixa as informações de trabalho distantes do Twitter. Desde março, atua no Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas do Estado, e o que sabe, em geral, exige sigilo. Mais do que nunca, “todos ficam de olho com o que eu posto”.

Texto compartilhado 5 mil vezes

Com uma forma simples de se comunicar, o delegado regional de Santa Maria, Marcelo Arigony, cativou mais de 25 mil seguidores e amigos no Facebook.

Seja para mostrar o andamento das investigações sobre a tragédia da boate Kiss ou para publicar uma foto das receitas com chuchu na casa dos pais, o policial mistura vida pessoal e profissional nas redes sociais – para o delegado de 41 anos, é impossível não confundi-las no cargo que ocupa. Um dia depois de apresentar a conclusão do inquérito da boate Kiss, o qual coordenou, Arigony desabafou com um texto que começava com a palavra pranto e seguia com a frase: “Depois de 55 dias, eu vou poder chorar...”. A mensagem comoveu os seguidores, que compartilharam por mais de 5 mil vezes o texto.

Foi por meio da tragédia, onde atualizava os passos da apuração e valorizava o trabalho em fotografias, que Arigony ficou popular na rede social. Utiliza notebooks ou o tablet da Polícia Civil para fazer os registros. – A ideia era dar transparência para a polícia e tentar aproximá-la da comunidade,e isso funciona bem – comenta o delegado. Outros policiais têm seguido o exemplo do delegado Arigony. Pelo menos três delegados próximos começaram a disseminar o resultado de ocorrências na rede social.

Para valorizar o trabalho, há a orientação de avisar o setor de Comunicação Social da Polícia Civil, em Porto Alegre, que mantém perfis oficiais no Twitter e Facebook. – Incentivo o uso. Tem muita gente que critica, mas acho que cada um deve cuidar da sua vida. Quem não quiser olhar, não olhe – rebate Arigony, que não dá conta de todas as denúncias que recebe pelo Facebook.