Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

SEGURANÇA NO AR

 


ZERO HORA 16 de maio de 2013 | N° 17434

Mais precisão nas caçadas noturnas

Helicóptero policial terá imagens em alta resolução e dispositivo infravermelho



O novo aliado da segurança pública capta imagens em alta resolução, ajusta luminosidade para monitoramento noturno e atua com sensor infravermelho. Trata-se de um sistema que será instalado em helicópteros nos 12 Estados-sede da Copa do Mundo, e o Rio Grande do Sul será pioneiro na implantação.

Composto de três sensores dentro de uma mesma câmera, antenas, monitores e uma base que fica em terra, o conjunto foi adquirido pelo Ministério da Justiça para reforçar a segurança durante a Copa do Mundo. Após o evento, ficará com os Estados (um em cada unidade da federação) para combate à criminalidade, auxiliando em vigilância, investigações, coleta de provas, apoio a perseguições, salvamento, entre outras ações.

No caso específico do Rio Grande do Sul, duas aeronaves – uma da Brigada Militar e outra da Polícia Civil – estarão aptas a utilizar a aparelhagem. Há uma parte fixa e uma móvel, que pode ser transposta conforme a necessidade de cada corporação. Tanto tripulantes do helicóptero quanto integrantes das polícias em terra terão acesso às imagens. O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) verá em tempo real as filmagens captadas.

– É um benefício à segurança pública como um todo, um equipamento de última geração e grande avanço. No caso de Cotiporã, por exemplo, que (bandidos) ficaram escondidos na mata, pode ser feita a localização pelo infravermelho – ressalta o comandante do Batalhão de Aviação da BM, tenente-coronel Carlos Alberto Selistre.

Câmera permite leitura de placas

Cada um dos sensores tem uma função. O diurno registra imagens em alta resolução e longo alcance, possibilitando a leitura da placa de um veículo a 800 metros, distância em que não é possível ouvir os ruídos do helicóptero. Em buscas noturnas, outro sensor consegue dar mais nitidez à imagem utilizando a luz ambiente. Os sistemas imageadores termais permitem a identificação de pessoas e objetos pela diferença de calor em áreas de pouca visibilidade – alguém se afogando, um revólver recém utilizado ou um carro cujo motor foi desligado recentemente.

– Poderemos acompanhar uma ocorrência, monitorar multidões, fazer escoltas de transferências de presos, realizar buscas e salvamento em mar – acrescenta o doutor em Engenharia Eletrônica e Computação Marcelo do Nascimento Martins, responsável por gerenciar o projeto de imageamento aéreo em todo o Brasil.

Outro recurso dos chamados Sistemas Imageadores Aerotransportados é a possibilidade de sobrepor mapas similares aos usados em GPS veiculares, integrados a outros mapas digitais de terreno e navegação aérea, às imagens captadas em tempo real. O diretor-presidente da Aeromot Aeronaves e Motores, que importa o equipamento produzido por uma empresa norte-americana, explica que a polícia não precisa conhecer a região onde é feita determinada ação para chegar a um endereço específico. A tripulação visualiza locais com grande precisão, mesmo que o ponto informado esteja a grande distância ou atrás de obstáculos como montanhas e prédios.

EDUARDO ROSA


Sensor foi usado na prisão de suspeito em Boston

O sistema de ponta que ficará à disposição de 12 Estados é de uso militar, controlado pelo Exército e produzido nos Estados Unidos.

– É tudo importado, existe há menos de dois anos e será utilizado pela primeira vez no Brasil – explica Guilherme Cunha, diretor-presidente da Aeromot, empresa responsável pelo fornecimento dos sistemas.

Para exemplificar a utilidade, Cunha usa o atentado na maratona de Boston (EUA). Um dos suspeitos foi encontrado dentro de um barco, coberto por uma lona, graças ao sensor térmico.

O contrato da Aeromot com o Ministério da Justiça, feito por meio da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), supera os R$ 96 milhões (uma média de R$ 8 milhões para os 12 Estados, que receberão um equipamento cada). O lançamento oficial ocorrerá na tarde de hoje, no Palácio Piratini, e contará com demonstrações de imagens captadas ao vivo por um helicóptero da BM, o primeiro a ser equipado.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

VIATURA AÉREA


ZERO HORA 15 de maio de 2013 | N° 17433

BM usa helicóptero para reforçar policiamento


Se você estiver andando pelo parque Marinha do Brasil e deparar com um helicóptero da Brigada Militar pousando, não se assuste. Há cerca de 10 dias, a corporação começou a usar as aeronaves não só para o policiamento aéreo, mas também para permanência em diversos pontos e bairros de Porto Alegre.

Durante o dia, elas decolam do aeroporto Salgado Filho e pousam em locais determinados pelo Batalhão de Aviação e pelo Comando de Policiamento da Capital, onde é necessário um policiamento mais ostensivo e de onde possam se deslocar com facilidade, caso sejam acionadas para uma ocorrência.

Segundo o capitão piloto do Batalhão de Aviação da BM, Marcelo Budel, há estudos de segurança pública que comprovam uma maior efetividade na redução da criminalidade quando uma aeronave está pousada em um ponto de observação, então a prevenção a crimes também está entre os motivos que levaram a polícia a adotar esse procedimento.

Dependendo do tamanho da aeronave, ela pode estar tripulada com até cinco policiais, que terão apoio de colegas em terra. A rótula das cuias também é um dos pontos onde os helicópteros podem permanecer.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

OPERAÇÃO NACIONAL DAS POLÍCIAS CIVIS PRENDEM 1.179 BANDIDOS

ZERO HORA 10 de maio de 2013 | N° 17428

AÇÃO NACIONAL. Operação prende 1.179 criminosos. No Estado, a mobilização retirou das ruas 149 foragidos da Justiça


Como parte de uma mobilização sincronizada das 27 polícias civis do Brasil, 149 pessoas foram presas ontem no Rio Grande do Sul. As prisões – por crimes como tráfico de drogas, homicídio, roubo e abigeato – foram realizadas em todas as regiões do Estado, por meio de 16 operações distintas. No Brasil, pelo menos 1.179 suspeitos foram detidos.

Odelegado Ranolfo Vieira Júnior, chefe da Polícia Civil, informou que a operação nacional – batizada de PC 27 – foi montada para marcar os 205 anos da criação da primeira polícia civil do Brasil, ocorrida em 10 de maio de 1808, no Rio de Janeiro. Conforme o chefe de polícia, foi a primeira vez que se realizou uma mobilização do gênero alusiva à data. A decisão de fazê-la foi tomada no dia 10 de abril, em reunião do Conselho Nacional de Chefes de Polícia, à época presidido pelo próprio Ranolfo.

O delegado gaúcho insistiu, em entrevista coletiva na tarde de ontem, que o foco foi colocar em evidência a missão constitucional de investigação das polícias – os presos são pessoas contra as quais haviam mandados judiciais expedidos a partir de investigações policiais. No Paraná, onde haviam sido presos 90 até o meio da tarde de ontem, a Polícia Civil associou a PC 27 à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que limita os poderes de investigação do Ministério Público. A proposta, em tramitação no Congresso, vem sendo chamada de PEC da Impunidade, o que causa descontentamento entre os policiais e teria motivado a demonstração de ontem.

O delegado Ranolfo, no entanto, desautorizou essa interpretação:

– Não quero vincular isso à PEC 37. Fiquem absolutamente tranquilos, que aqui no Rio Grande do Sul não tem nenhuma relação, nem deve ter – disse ele.

No Estado, as operações mobilizaram 777 policiais, o equivalente a 15% do efetivo. Nos vales do Sinos, Caí e Paranhana, a polícia desarticulou, após cinco meses de investigação, uma quadrilha que comandava o tráfico de drogas em Campo Bom. Os 150 agentes envolvidos prenderam 11 pessoas. Com os suspeitos, foram encontradas cinco armas, drogas, dinheiro, celulares, uma balança de precisão, um carro, celulares e munição.

– Essa quadrilha dividiu Campo Bom em vários bairros, onde exerciam o controle do bairro. Eles tinham na cidade o tribunal do crime, onde providenciavam a justiça com tiros e até mortes de adversários – afirmou o responsável pela operação, delegado Cléber Lima, da Delegacia de Polícia de Campo Bom, referindo-se ao bando que agia no Vale do Sinos.


SUA SEGURANÇA | HUMBERTO TREZZI

Recado a promotores

APolícia Civil gaúcha, oficialmente, não vincula a série de operações realizadas com suas coirmãs Brasil afora com a PEC 37, proposta de emenda constitucional (de muito agrado dos delegados) que limita o poder de investigação do MP.

A série de ações realizadas ontem e que resultaram em centenas de prisões seria apenas uma homenagem alusiva à primeira Delegacia de Polícia do Brasil, criada em 9 de maio de 1808, nos tempos em que o país era apenas colônia portuguesa. Mas, nos bastidores, os policiais confirmam, sim, que a onda de prisões visa a chamar a atenção da população “para os que verdadeiramente investigam o crime”, os policiais.

No Paraná, delegados foram menos discretos e mais ostensivos. Confirmaram, em entrevistas, que a maré de prisões é um apoio à PEC 37. E, conforme a própria assessoria de imprensa da Polícia Civil paranaense declarou a repórteres, “chamar a PEC 37 de a “PEC da Impunidade” é “manchar” o trabalho realizado pela Polícia Civil”.

Dito isso, qual o resultado prático das 27 operações estaduais? Parece ser muito bom. A população sempre aplaude quando o crime sai perdendo, não importa quem coordene a ação – se delegado ou promotor de Justiça. Em São Borja, onde estou na hora em que redijo estas linhas, a operação foi contra um delito típico da região, o abigeato. Os policiais foram saudados com aplausos. A realidade é que a comunidade não liga para quem manda, desde que ele reprima e previna o crime. O resto soa como briga de beleza.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

INVESTIGAÇÃO EXITOSA

ZERO HORA 15 de abril de 2013 | N° 17403


EDITORIAIS



A Polícia Civil do Estado deu uma competente resposta à sociedade ao identificar e prender, em pouco mais de duas semanas, o autor confesso das mortes em série de taxistas na Capital e em Santana do Livramento. O trabalho policial foi mais desafiador em decorrência do perfil do suspeito, que não tinha antecedentes criminais nem qualquer motivação aparente para cometer os homicídios. A investigação e a confissão, porém, não deixam dúvidas: o jovem ainda mantinha consigo objetos roubados das vítimas e até mesmo o bilhete da passagem entre sua cidade natal, Livramento, e Porto Alegre.

Para chegar à exitosa conclusão e à prisão do criminoso, os policiais gaúchos promoveram uma gigantesca operação de busca e inteligência, que incluiu desde as blitze de trânsito da Brigada Militar até o rastreamento de suspeitos por vingança, por envolvimento em contrabando e tráfico de drogas, ou mesmo por relações com os profissionais assassinados. Os laudos periciais, especialmente aqueles que comprovaram o uso da mesma arma em todos os crimes, foram essenciais para dar rumo à investigação. Porém, o decisivo foi a localização dos telefones celulares roubados, que se transformaram no mitológico fio de Ariadne e possibilitaram aos investigadores retroceder pelo intrincado labirinto de improbabilidades até os movimentos originais do serial killer. É um episódio digno dos mais intrigantes romances policiais.

Só que é real. Por trás desta história fantástica estão famílias enlutadas, filhos que perderam os pais, parentes e amigos atingidos indiretamente pela barbárie e uma população inteira traumatizada pela insegurança. Os motoristas de táxi, que promoveram protestos públicos e chegaram mesmo a acordar o governador do Estado na madrugada das mortes na Capital, tinham – e ainda têm – motivos para reclamar proteção. A violência urbana é uma constante na vida desses profissionais, assim como de todos os que lidam com dinheiro e se expõem ao contato com o público.

Por isso, é de se esperar que o rumoroso caso também sirva de referência para o aperfeiçoamento da segurança pública no Estado, especialmente no que se refere a investimentos na prevenção. Uma investigação exitosa como essa – em contraponto a incontáveis casos menos visíveis que ficam sem solução – sempre reacende a esperança dos cidadãos numa polícia vigilante e eficaz, dotada de infraestrutura adequada para cumprir sua missão. A mesma expectativa existe em relação à Justiça, que agora terá a incumbência de julgar o homicida e responsabilizá-lo na forma da lei.

O GRANDE DIA DA POLICIA

ZERO HORA 15 de abril de 2013 | N° 17403

PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA




Com a prisão de Luan Barcelos da Silva, assassino confesso de três taxistas em Porto Alegre e três em Santana do Livramento, a Polícia Civil mostra para a sociedade a importância da inteligência numa investigação.

O que os policiais fizeram foi montar um quebra-cabeça de centenas de peças para chegar ao rapaz de 21 anos com provas que não deixassem dúvidas sobre a autoria dos crimes. Tanto, que a confissão do assassino serviu apenas para confirmar o que a polícia já sabia.

A elucidação dessa série de assassinatos foi o maior mistério enfrentado pela polícia gaúcha desde o início do governo Tarso Genro. Sob o comando do delegado Ranolfo Vieira Jr., as equipes de investigação fizeram um trabalho notável para tirar das ruas um assassino frio, que não deu a suas vítimas a chance de entregarem dinheiro, celular e carro para continuar vivos. Luan matou e só depois foi vasculhar os veículos em busca de dinheiro, celular e outros pertences.

A investigação também mostrou a importância das câmeras de monitoramento. Graças às imagens captadas nas ruas por onde o assassino passou, foi possível montar a sequência que o ligava a cada uma das mortes. Pela roupa, pela mala e pelo andar, a identificação foi tomando forma. Faltava a prova cabal, e ela veio na forma de impressão digital do assassino no carro de uma das vítimas.

Com todos os ingredientes de uma novela policial, os assassinatos dos taxistas só têm um detalhe que não convenceria nem na ficção: a motivação de Luan. Dizer que matou e roubou porque precisava pagar o aluguel é inverossímil. É possível que estejamos diante de um psicopata ajudado pela facilidade com que um delinquente circula armado a pé, em ônibus ou táxis.

Com uma arma comprada ilegalmente no Uruguai, esse assassino matou três taxistas em Santana do Livramento, viajou em um ônibus intermunicipal, entrou em pelo menos quatro táxis em Porto Alegre, matou mais três motoristas e saiu andando sem ser interceptado.

A carreira de crimes acabou neste fim de semana, deixando para a polícia a lição de que é preciso intensificar as revistas a passageiros para proteger aqueles que ganham a vida como taxistas.

Segunda colocada na eleição para a prefeitura da Capital, a deputada Manuela D’Ávila (PC do B) e os vereadores da sigla apresentam hoje análise dos primeiros 100 dias da gestão de José Fortunati. A segurança e o transporte coletivo devem sofrer fortes críticas.


ALIÁS

Foi importante a polícia gravar em vídeo a confissão do assassino dos taxistas para que, amanhã ou depois, não venha um advogado sem escrúpulos dizer que ele foi coagido.

TRAJES E ESCUDOS ANTIBOMBA PARA GRANDES EVENTOS

G1 12/04/2013 08h36 - Atualizado em 12/04/2013 08h36

Governo compra trajes e escudos antibomba para grandes eventos. Pacote contra atos terroristas tem ainda escudos e armas elétricas. Equipamentos foram mostrados na feira Laad, que acontece no Rio.


Lilian QuainoDo G1, no Rio






A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), ligada ao Ministério da Justiça, recebe ainda em abril 48 escudos antibomba, que fazem parte do pacote de equipamentos de combate ao terrorismo que adquiriu para equipar as polícias para os grandes eventos que acontecerão no Rio e em outras cidades a partir deste ano.

Em maio, chegam os 76 trajes antibomba, de fabricação da alemã Garant, fornecedora tradicional da Otan. A roupa de 35 quilos, capaz de dar proteção total ao agente que for manipular ou desarmar um artefato, foi apresentada na Laad, a maior feira de defesa e segurança da América Latina, que acontece no Riocentro, na Zona Oeste da cidade, nesta semana.

Traje antibomba comprado pelo Ministério da Justiça (Foto: Lilian Quaino/G1)

Nesta quinta-feira (11), Massilon Miranda, diretor de marketing da Condor Tecnologias Não-Letais, empresa brasileira com sede em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, explicou que o pacote antiterror que o governo brasileiro comprou para doar às polícias estaduais inclui ainda 5 mil kits operacionais especiais (koes) com vários tipos de munição não-letal e 2.500 armas elétricas de choque, além dos escudos e do traje antibomba.

Os kits operacionais da Condor podem ser para longas e curtas distâncias e têm cartuchos para as armas elétricas, granadas de efeito moral, de luz e som, lacrimogêneas, gás de pimenta, balas de borracha, projéteis de impacto controlado e lançadores de munição.

"Foram criados para enfrentar ameaças diferentes e dar resposta eficiente até que uma unidade especializada chegue", disse Massilon.

Gás de pimenta com concentração de pimenta 4 vezes maior que o convencional (Foto: Lilian Quaino/G1)

Um equipamento dos mais bem-sucedidos em termos de aceitação, segundo o executivo, é a pistola elétrica, única arma no gênero criada no Brasil, lançada na Laad de 2012. Até a edição deste ano, foram vendidas 15 mil unidades. Na Laad deste ano, um modelo mais moderno está sendo apresentado.

"O Brasil não é um país que tipicamente tem a ameaça do terrorismo, mas com os grandes eventos, começando pela Copa das Confederações, seguindo com a visita do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, essa tem que ser uma preocupação. O Brasil não tem esse problema com frequência histórica, mas temos que admitir que, com muitas delegações do exterior, seria uma oportunidade única paara os terroristas introduzirem esse tipo de ameaça no Brasil. Esse é o tipo de vitrine que a gente não precisa", disse Massilon, ressaltando que "as autoridades felizmente acordaram para isso muito rápido".

A roupa antibomba é projetada para oferecer 360 graus de proteção (de todos os lados) contra estilhaços, detonações, pressão, queimaduras por chamas e ácidos, e ao mesmo tempo, garante mobilidade e conforto para uso durante a missão, apesar de seus 35 quilos. O traje tem sistema de saída de emergência para capacete, jaqueta e calça, permitindo que o usuário o tire de forma rápida se for necessário.

Massilon explicou que um funcionário fez uma demostração na Laad: vestido com o traje, até dançou para o público, para mostrar que a roupa, por ter seu peso bem distribuído, permite total mobilidade a quem a usar.
Em exibição na Laad, a arma elétrica que dá choques (Foto: Lilian Quaino/G1)

"São necessários movimentos delicados e precisos para desarmar uma bomba e por isso o traje. O traje foi homologado pelo governo alemão, vendido a vários países, e atende muito mais do que as especificações que normalmente se exige de trajes antibombas", disse.

Outro produto lançado na feira é a nova linha de sprays de pimenta, uma para o mercado policial, com uma concentração de pimenta 3 vezes superior aos sprays convencionais, e outra com concentração 4 vezes maior, voltada para forças especiais militares e policiais, explicou Massilon.

A maleta que, colocada próximo a uma bomba do tipo detonável por celular ou rádio, é capaz de impedir a detonação também foi mostrada na feira.

No próxima quinta-feira (18) serão apresentados a policiais de vários estados, na fábrica de Nova Iguaçu, os robôs da alemã Telerob, com braços mecânicos capazes de executar operações das mais delicadas.

"Os robôs podem até subir escadas de 45 graus de inclinação e deixam as polícias tranquilas para lidar com situações como dasarme de bombas ou retirada de objetos suspeitos. São muito usados nos Estados Unidos e na Alemanha", disse Massilon.

Ele explicou que no centro de treinamento da empresa são feitos exercícios para os robôs, que têm de encontrar determinado objeto numa gaveta, ou pegar um pacote suspeito, entrar num ônibus ou em um avião, abrir bagageiros e pegar malas.

"Os policiais ficam protegidos, operando remotamente, sem colocar a vida em rico desnecessáriamente", disse o executivo, explicando que as Polícias Militares do Distrito Federal, do Espírito Santo e de São Paulo estão testando os esquipamentos.

Contrato com os Emirados Árabes

Na tarde de quinta, o Grupo Condor assinou um contrato com os Emirados Árabes no valor de US$ 12 milhões para fornecer equipamentos não-letais. A compra foi feita pelo International Golden Group (IGG), que faz as aquisições de armas para o governo. O Grupo Condor fornecerá em torno de 600 mil unidades de diferentes tipos de munição não-letal.

Kit de munição (Foto: Lilian Quaino/G1)


AQUISIÇÃO DE ARMAS DE USO RESTRITO



" COMANDANTE DO EXÉRCITO 

PORTARIA Nº 1.042 DE 10 DE DEZEMBRO DE 2012. 

Autoriza a aquisição de armas de uso restrito, na indústria nacional, para uso próprio e dá outras providências.

O COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 4º, da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, alterada pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010; e o inciso VI do art. 3º combinado com o inciso I do art. 20, da Estrutura Regimental do Comando do Exército, aprovado pelo Decreto n° 5.751, de 12 de abril de 2006, o art. 18 do Decreto nº 5.123, de 1º de julho de 2004; e de acordo com o que propõe o Comando Logístico, ouvido o Estado-Maior do Exército, resolve:

Art. 1º Autorizar a aquisição, na indústria nacional, de até 2 (duas) armas de uso restrito, para uso próprio, dentre os calibres .357 Magnum, .40 S&W ou .45 ACP, em qualquer modelo, por policial rodoviário federal, policial ferroviário federal, policial civil, policial e bombeiro militares dos estados e do Distrito Federal.

Art. 2º Determinar ao Comando Logístico que baixe as normas reguladoras da aquisição, registro, cadastro e transferência de propriedade das armas de uso restrito adquiridas pelos integrantes de órgãos policiais, indicados no artigo anterior, estabelecendo:

I – mecanismos que favoreçam o controle das armas;

II – destino das armas, após a morte do adquirente ou qualquer impedimento que contra indique a propriedade e posse de armas de fogo; e

III – destino das armas nos casos de demissão e licenciamento, voluntário ou de ofício, dos policiais e bombeiros.

Art. 3º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.

Art. 4º Revogar a Portaria do Comandante do Exército nº 812, de 7 de novembro de 2005.

Portaria publicada no Boletim do Exército nº 52/2012. "www.sgex.eb.mil.br/sistemas/be/copiar.php?codarquivo=1124...


Informação de Jose Andersen 16 de abril de 2013 21:21