Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

segunda-feira, 11 de março de 2013

MOBILIDADE, TÉCNICA E MAIOR PODER DE FOGO

ZERO HORA 24 de fevereiro de 2013 | N° 17353

POLÍCIA. A nova BATALHA contra o crime usa um maior poder de fogo e grupo especial para reprimir os ataques no Interior



Traços de uma nova política de combate ao crime organizado vêm se delineando no Rio Grande do Sul. Diante de bandidos que se protegem com coletes à prova de balas sobrepostos, empunham armas de guerra, explodem alvos e exibem táticas de guerrilha para assaltar bancos, invadindo cidades pequenas de madrugada, a Brigada Militar tem dado uma resposta: o uso do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) na linha de combate.

Resultado desta transição de postura passiva para proativa da unidade especial da BM é o saldo de sete bandidos mortos em confronto – três no assalto à fábrica de joias em Cotiporã, em janeiro, e quatro em fevereiro no ataque ao banco de Arroio dos Ratos. Em ambas, o Gate havia sido acionado para ficar na espreita. Na primeira, não chegou a tempo e foi o policiamento de rua que trocou tiros. Na segunda, interceptou o bando.

Considerado a tropa de elite da BM, o Gate tem uma função estratégica dentro da corporação. Treinados para agir de forma rápida e certeira, os PMs têm formação intensiva de quatro meses, curso concluído por, no máximo, 30% dos candidatos.

Mas esse equilíbrio no campo de batalha só está sendo possível por uma outra mudança bastante importante: o trabalho em conjunto entre o sistema de inteligência das três instituições (Militar, Civil e Federal), que faz com que as polícias consigam chegar junto com os criminosos, e não atuar apenas na captura de foragidos.

O subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Silanus Mello, lembra que a polícia precisa usar o que tem de melhor para ter igualdade de enfrentamento:

– Em função do poderio de fogo dessas quadrilhas, podemos intensificar a utilização do Gate. Temos de conseguir adequar para que possam fazer frente às quadrilhas, mas sem descuidar de atuar em casos específicos, como aqueles envolvendo reféns. Até então, os delinquentes sempre tiveram superioridade em armamento. Agora, tiveram pela frente uma equipe superior a eles. Este é o diferencial.

A decisão de colocar os homens de balaclava – capuz de malha que envolve a cabeça – para conter a força do crime começou a ser trabalhada desde meados do ano passado, quando os ataques se intensificaram, aterrorizando o Interior. Desde então, reuniões periódicas entre a cúpula da Segurança vêm sendo realizadas.

A equação da ofensiva também contabiliza a retirada de circulação de 10 fuzis desde dezembro, armamento pesado, de uso restrito, e que custa em média R$ 30 mil no submundo.

– Isto é muito dinheiro e difícil de se recuperar. A quadrilha vai avaliando esta questão também e pode dar uma diminuída nas investidas – diz Ranolfo Vieira Júnior, chefe da Polícia Civil gaúcha.

Mário Luiz Vieira, diretor-regional substituto de Combate ao Crime Organizada (DRCOR) da Polícia Federal, é mais otimista.

– A população pode ficar tranquila. Não estamos vivendo uma situação grave. Estamos sendo muito eficazes. Nem bom está, está muito bom – finaliza Mário.

O sociólogo Adão Clóvis Martins dos Santos, professor da Faculdade de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), diz que ações pontuais como as mortes dos bandidos fazem parte de uma estratégia legítima de combate ao crime violento, mas que essa reação sangrenta não pode ser tratada como uma política de governo.

– Sempre tivemos uma polícia violenta com relação aos delitos das camadas subalternas. A novidade é que a polícia tem vindo com uma política menos calcada no enfrentamento. Por isso, chocam, agora, estas ações da Brigada, quase que na contramão dos projetos que vinham executando. O medo da morte para estes grupos não existe. Isto só serve para eles se armarem ainda mais – analisa o professor.

KAMILA ALMEIDA

A tropa de elite

- Desde que a unidade foi criada, em 1990, também como uma forma de coerção a uma onda de assaltos a bancos que se instalava na época, é solicitada em casos de situações-limite, como negociação de sequestros, assaltos com reféns, desarmamento de bombas, rebeliões em presídios e segurança de autoridades.

- Apesar de preparados e dotados de armas equivalentes ou mais poderosas que as utilizadas pelas quadrilhas, como fuzis, pistolas, espingardas semiautomáticas e submetralhadoras, são raras as vezes que os PMs do Gate entram em combate. Acumulam, sim, dezenas de experiências de iminência de confronto. Um dos últimos foi em fevereiro de 2012, no assalto com refém ao Bradesco do bairro Azenha, na Capital.

- O número de integrantes não é revelado, informaram apenas possuir uma equipe pequena, que integra o Batalhão de Operações Especiais (BOE). Se assemelham aos Seals, membros das forças especiais da marinha dos Estados Unidos, responsáveis pela morte do terrorista Osama bin Laden.


COMBATE AO ROUBO DE VEÍCULO

ZERO HORA 11 de março de 2013 | N° 17368

MUDANÇA DE FOCO

Novo delegado no combate ao roubo de veículos



Na manhã desta segunda-feira, o delegado Juliano Ferreira assume um novo desafio: o comando da Delegacia da Polícia Civil de Furtos e Roubos de Veículos de Porto Alegre, onde pretende reduzir o número de roubos de carros na Capital o mais rápido possível.

De acordo com dados da Secretaria Estadual da Segurança, em 2012, 11.983 veículos foram roubados no Estado. Desses, mais da metade (6.101 carros) foram roubados em Porto Alegre.

Ferreira deixa a Delegacia de Roubos, onde ganhou destaque no combate ao roubo de bancos, para assumir um serviço, segundo ele, “menos árduo”, mas que exige um trabalho de inteligência que será desenvolvido para combater não apenas os ladrões de carro, mas, sim, toda a quadrilha envolvida. Confira a entrevista concedida a ZH.


ENTREVISTA - “Será um trabalho de inteligência”

Juliano Ferreira - Titular da Delegacia da Polícia Civil de Furtos e Roubos de Veículos de Porto Alegre


ZH – Que planos o senhor quer colocar em prática na delegacia?

Juliano Ferreira – Minha meta vai ser não só combater o ladrão, mas dar ênfase ao receptador de veículos também. Com uma permanente e constante fiscalização, não apenas na Grande Porto Alegre, mas, inclusive, no interior do Estado. Vamos fazer trabalhos para desvincular grandes quadrilhas de roubos de veículos. Será um trabalho de inteligência.

ZH – Que tipo de trabalho?

Ferreira – Operações, investigações. Vou monitorar diariamente locais onde mais ocorrem esses roubos. Quero fazer uma rede de trabalho e reduzir o número de roubos de veículos o mais rápido possível.

ZH – Essa será a principal meta da delegacia?

Ferreira – Com certeza. De alguns anos para cá, esses números estão muito altos. Queremos reduzir não só os ladrões e as quadrilhas, mas também os receptadores.

ZH – Qual porcentagem de redução o senhor quer alcançar?

Ferreira – Isso não tem como dizer.

ZH – Qual a parte do processo de investigação de roubos de veículos em que há maior dificuldade?

Ferreira – Manter a prisão dos indivíduos.

ZH – Como isso poderá ser melhorado?

Ferreira – Vamos tentar sensibilizar o Judiciário, fazer um trabalho mais minucioso, mostrar que, por trás daquele indivíduo preso, não há simplesmente uma receptação e, sim, uma organização criminosa. São quadrilhas que fazem o documento do Estado, a clonagem e a placa do veículo. É uma questão que envolve uma série de crimes.

ZH – Em quais bairros da Capital a delegacia vai atuar mais intensamente?

Ferreira – Faremos monitoramento permanente onde há mais roubos. Hoje, nosso trabalho se limita muito a Porto Alegre, agora, vamos fazer valer a atribuição estadual, trabalhando em todas as regiões.

ZH – Quais as suas expectativas para a nova função? Acredita que será muito diferente do trabalho na Delegacia de Roubos?

Ferreira – Lá é mais complexo. Não que seja mais fácil trabalhar com roubo de veículos, mas é menos árduo. É mais localizado.



Brigada descobre desmanche em Pelotas

A denúncia de que um carro era desmontado no pátio de uma casa em Pelotas, no sul do Estado, levou a Brigada Militar a encontrar um desmanche clandestino. A polícia chegou ao local por volta das 14h de ontem, quando um Uno furtado na cidade era desmanchado. No mesmo local, foi encontrado um Santana com placas clonadas. Uma mulher e cinco homens foram presos em flagrante por receptação e formação de quadrilha.



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

BM COIBE ONDA DE ASSALTOS A POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

ZERO HORA ON LINE 19/02/2013 | 04h09

Postos de combustíveis

Operação policial prende 26 pessoas em Porto Alegre. Ação da Brigada Militar busca coibir onda de assaltos a postos de combustíveis


Confronto com a Brigada resultou na morte de suspeito em Porto AlegreFoto: Dani Barcelos, especial / clicRBS


Realizada entre a noite de segunda-feira e o início desta madrugada, a Operação Pré-Sal, coordenada e executada pela Brigada Militar, prendeu 26 pessoas em barreiras policiais móveis distribuídas por toda Capital e abordagens em postos de combustíveis.

Com o objetivo de coibir os ataques a postos em Porto Alegre, a ação contou com abordagens nos estabelecimentos e registrou um confronto entre policiais e bandidos, que resultou na morte de um jovem nas proximidades da Avenida Manoel Elias com a Avenida Protásio Alves. Ainda, nas abordagens, 24 suspeitos foram presos e dois foragidos recapturados.

Nas barreiras, a abordagem era efetuada principalmente em motos e táxis. Na Avenida Bento Gonçalves, uma barreira do 19º Batalhão da Polícia Miliar prendeu dois passageiros de um táxi que levantaram suspeitas nos policiais. Com a dupla foi apreendida uma arma calibre 38, e os suspeitos foram encaminhados à 2ª Delegacia de Pronto-Atendimento.

Para o major Leandro Luz, que coordenou a operação, a ação foi bem-sucedida. Segundo Luz, ao todo, foram utilizados 140 policiais na operação, apreendidas 14 armas, dois veículos além de munição e drogas. Outros dois carros roubados foram recuperados.


ZERO HORA

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ARMAMENTO E MUNIÇÕES DE GUERRA

ZERO HORA 01/02/2013 | 08h33

Brigada Militar apreende armamento e munições de guerra em Santiago. Operação que ocorreu ao amanhecer também prendeu um homem em flagrante


Foto: Arami Fumaco / Especial


Sâmia Frantz


Um fuzil automático e 60 cartuchos intactos de munição, de uso restrito do Exército Brasileiro, foram apreendidos ao amanhecer desta sexta-feira em Santiago, em uma operação especial da Brigada Militar.

O armamento estava em uma casa na Rua Felipe Lopes, no bairro Irmã Lopes. No local também foi apreendido um revólver calibre 38 de procedência americana e numeração raspada e um dos dois moradores, Adriano Lara de Freitas, 23 anos, foi preso em flagrante por posse ilegal de munição de uso restrito. O irmão dele, um adolescente de 17 anos que também reside na casa, está foragido.

Segundo o major Antônio Ney da Silva Junior, comandante do 5º Regimento de Polícia Montada da Região, a operação é resultado de uma investigação do setor de inteligência da BM que já durava cerca de oito meses. Agora, as investigações continuam para descobrir onde a dupla obteve o armamento e as munições e para quê era usadas.


DIÁRIO DE SANTA MARIA - DIÁRIO DE SANTA MARIA


sábado, 26 de janeiro de 2013

ENXUGANDO GELO


ZERO HORA 26 de janeiro de 2013 | N° 17324

Operação para prender presos

Cerca de 700 policiais civis e militares desbarataram quadrilha que atuava dentro de uma cadeia na Região Metropolitana

TAÍS SEIBT. Colaborou Bruno Felin
Vinte e cinco de janeiro de 2013 vai entrar para a história gaúcha como o dia em que o Estado mobilizou 700 agentes para prender presos. A ação que mobilizou as polícias Civil e Militar, a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e o Instituto-geral de Perícia (IGP) resultou em 33 prisões e revelou um dado alarmante: dois em cada três presos no Instituto Penal de Viamão (IPV) portavam celulares nos alojamentos.

Os cachorros da vizinhança foram os únicos a quebrar o sigilo da operação deflagrada na madrugada de ontem para prender detentos do IPV que seguiam praticando crimes na Região Metropolitana. Em uma cadeia que abriga cerca de 450 apenados, foram apreendidos 303 telefones. Os policiais também encontraram armas, drogas e até mulheres na prisão (veja quadro). Além dos 19 suspeitos presos que já estavam no IPV e serão encaminhados para o regime fechado, foram efetuadas duas prisões em Arroio dos Ratos e outras duas em Charqueadas. Dez foragidos também foram capturados.

A investigação da Polícia Civil começou há sete meses, após dois detentos serem flagrados transportando armas para dentro do albergue. Uma série de interceptações telefônicas confirmou que os presos tinham saída livre do prédio. A polícia montou um álbum com todos os apenados para que vítimas de roubo pudessem reconhecer os suspeitos. Como resultado, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão e de prisão. Parte dos mandados foi cumprida na Capital e em Novo Hamburgo, Gravataí, Guaíba, São Leopoldo, Cachoeirinha e Canoas.

– Estamos habituados a prender pessoas na rua, hoje vamos prender dentro da cadeia – disse o chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Junior, aos 350 policiais que se concentraram na Academia de Polícia, em Porto Alegre, por volta das 4h30min.

O Grupo de Ações Táticas Especiais já estava em Viamão para isolar o perímetro ao redor do IPV e cerca de 250 policiais se deslocavam em cinco ônibus até o local. As celas foram esvaziadas, os presos foram colocados em um dos anexos e cerca de 20 peritos do IGP, além de policiais civis, começaram a varredura nas galerias. Nenhum objeto foi tocado até a chegada da perícia, para não prejudicar as provas.



Fim da farra

JOSÉ LUÍS COSTA

É mais do que bem-vinda a operação da Polícia Civil para acabar com a farra da quadrilhas que tomaram conta do Instituto Penal de Viamão (IPV).

Ninguém, em sã consciência, acredita que o IPV pode ressocializar alguém. Por mais boa vontade que um apenado tenha em voltar ao convívio social, a partir do IPV, isso é quase impossível.

O maior albergue do Estado tem tudo para ser a maior boca de fumo de Viamão. Oferece crack para qualquer um dos 450 presos e ainda tem freguesia externa, vinda das vilas do entorno. Poderia, também, ser chamado de motel porque recebe garotas de programa ou locadora de armas, porque revólveres e pistolas, dizem que também fuzil, passam de mão em mão entre os detentos.

Eles saem a qualquer hora do dia ou da noite para roubar, sequestrar ou matar. Pulam janelas sem grades e atravessam cercas furadas, voltando com a maior tranquilidade. Isso tudo diante de meia dúzia de agentes, que nada podem fazer, fechados na administração com placas de aço nas janelas para se protegerem de tiroteios.

O mais chocante crime desta semana tem o dedo de um foragido do IPV que apertou o gatilho para matar o policial civil Michel Vieira e a mãe dele, em um assalto frustrado na zona leste da Capital. A Justiça já tinha interditado o IPV. A Brigada Militar já vinha monitorando e capturando fujões, e, agora, a Polícia Civil. Todos tentando prender quem deveria estar preso.


Descaso no semiaberto

Saiba o que os policiais encontraram durante o pente-fino no Instituto Penal de Viamão (IPV), na manhã de ontem:

- 16 armas apreendidas – Uma das pistolas recolhidas ontem no IPV pode ter sido usada em um homicídio registrado recentemente em Porto Alegre. A polícia, com ajuda das provas periciais, irá investigar o caso.

- Cinco quilos de drogas – Detentos teriam montado uma boca de fumo dentro do presídio para vender drogas a moradores, que tinham entrada facilitada no local pela fragilidade da vigilância no abrigo.

- Seis mulheres – Quando o batalhão entrou na cadeia, seis mulheres estavam irregularmente no local. É possível que elas tenham dormido na prisão. No ano passado, já tinham sido registradas visitas femininas ao presídio fora do horário permitido, inclusive de adolescentes.

- Quatro carros clonados – Envolvimento de detentos em roubo de carros era um dos crimes investigados pela polícia. Quatro veículos clonados estavam estacionados no pátio do IPV na madrugada de ontem.

- 303 celulares, 89 carregadores e 91 chips – O número de aparelhos recolhidos expõe a facilidade com que entravam na cadeia. Interceptações telefônicas foram peças fundamentais para que a investigação confirmasse o envolvimento de presos em diversos delitos cometidos nas ruas.


AS PROMESSAS 

MAIS AGENTES - O secretário estadual de Segurança Pública, Airton Michels, comprometeu-se a dobrar o número de agentes penitenciários que atuam no IPV. Atualmente, são apenas 12. Michels sinalizou, também, para a realização de um concurso público para contratação de 1,4 mil novos agentes penitenciários ainda este ano.

REFORÇO NA SEGURANÇA - Outra medida imediata anunciada pelo secretário é o reforço no policiamento no entorno do albergue, com apoio da Brigada Militar.

TORNOZELEIRAS - A partir de março, 400 tornozeleiras eletrônicas serão usadas para monitorar presos do semiaberto, segundo o superintendente da Susepe, Gelson dos Santos Treiesleben. Inicialmente, a previsão era de que a medida fosse implantada em fevereiro. A expectativa é de que, até o fim do ano, a Susepe tenha 800 tornozeleiras à disposição.

NOVOS ALBERGUES - Treiesleben anunciou ontem que, também em março, dois imóveis devem ser alugados para abrigar novos albergues na Região Metropolitana, totalizando 300 novas vagas, que serão ocupadas por apenados transferidos do IPV. A promessa de novos albergues em locais alugados também não é nova. A locação, que havia sido anunciada para novembro do ano passado, foi adiada para o mês de janeiro.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

PRISÃO DE FORAGIDO

COMUNICADO VIA FACEBOOK

Prisão de foragido e tentativa de homicídio

NOTA A IMPRENSA Nº03/2013 2º R P Mon- 100 anos junto a Fronteira Oeste do RS. PRISÃO DE FORAGIDO POR TENTATIVA DE HOMICÍDIO CONTRA POLICIAIS MILITARES, LIVRAMENTO 

Na tarde desta terça-feira, dia 22 de janeiro em Santana do Livramento/RS, por volta das 17h40m, a Brigada Militar tomou conhecimento, através de uma denúncia anônima recebida pelo CIOSP (190), que o indivíduo conhecido pela alcunha de Torto, foragido da Penitenciária Estadual de Santana do Livramento (PESL), estaria deslocando-se na carona de uma motocicleta preta pela Rua Manduca Rodrigues, no centro da cidade em direção a Santa Casa de Misericórdia. De posse desta informação e tendo conhecimento que este já havia sido reconhecido como sendo um dos autores de roubos a mão armada ocorridos recentemente nesta fronteira, duas guarnições deslocaram para as imediações no intuito de localizá-los para que a guarnição do Pelotão de Operações Especiais fizesse a abordagem dos mesmos. 

Quando os criminosos visualizaram a viatura do POE empreenderam fuga e neste momento passaram por uma viatura descaracterizada da Brigada Militar que estava com giro-flash, com o intuito de que fosse identificada como viatura policial, sendo esta viatura alvo de um disparo de arma de fogo efetuado pelo carona da motocicleta, que atingiu a referida viatura do lado direito próximo ao para brisa dianteiro, na Av. Tamandaré entroncamento ao trevo com a Av. João Pessoa. 

Neste momento deslocava pela Av. João Pessoa a segunda viatura discreta da Brigada Militar, utilizando-se de equipamento luminoso de identificação de viaturas policiais, iniciando-se o acompanhamento da motocicleta. Neste momento os policiais que compunham a guarnição também tentaram uma abordagem e novamente o carona da motocicleta efetuou mais um disparo de arma de fogo, desta vez com o intuito de atingir a segunda guarnição, disparo este que ensejou na reação por parte dos policiais que revidaram com um disparo de arma de fogo com o objetivo de cessar as ações agressoras por parte dos criminosos. Em ato continuo como ainda empreendiam em fuga foi necessário ocasionar uma colisão para deter os indivíduos, os quais atiravam, pondo em risco a vida dos populares das proximidades e dos policiais. 

Na ação foram presos e identificados como sendo o carona Fernando Trindade Sosa, uruguaio, alcunha Torto, com passagens policiais no Brasil por roubo de veículo (2X), roubo a estabelecimento comercial (2X), outros roubos, receptação, porte ilegal de arma (2X), ameaça e posse de entorpecentes, possui passagem pelo sistema prisional do qual esta foragido desde o dia 12 de outubro de 2012, ocasião em que fugiu da penitenciária desta cidade. Este já fora reconhecido por vítimas de Livramento e Rivera - ROU, como autor de recentes roubos a mão armada. 

O condutor da motocicleta em um primeiro momento identificou-se, apresentando uma carteira de identidade de outra pessoa, no entanto foi reconhecido como sendo irmão de Fernando Sosa, durante revista pessoal foi encontrada em sua carteira a sua cédula de identidade uruguaia em nome de José Maria Trindade Sosa, que possui passagens policiais por dirigir sem habilitação, lesão corporal culposa Art. 303 CTB, com passagem pelo sistema prisional, estando em liberdade desde o ano de 2001. Este também foi reconhecido por vítimas de Livramento e Rivera- ROU, como autor de roubo a mão armada. 

A motocicleta Winner, placa FYR 672, cor preta, na qual trafegavam foi roubada na cidade de Rivera, quando o proprietário desta parou em um semáforo e foi abordado por estes indivíduos. 

A vítima compareceu a Delegacia de Policia de Pronto Atendimento onde reconheceu os dois como os autores do referido roubo, assim como reconheceu a arma que portavam nesta ocasião como sendo a mesma utilizada quando foi assaltado. 

Com Fernando foi apreendido um revolver calibre 32, oxidado, marca Smith Wesson, não cadastrado no sistema, com capacidade para 06 (seis) munições o qual estava municiado com 04 (quatro) cartuchos, dos quais 02 (dois) estavam deflagrados, 01 (um) percutido e não deflagrado (nega) e 01 (um) intacto. Ambos foram encaminhados ao PAM e a DPPA onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante nº 631/13, por tentativa de homicídio. 


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

POLÍCIA CIVIL DO RS PRENDE FORNECEDOR DO CRIME



ZERO HORA 21 de janeiro de 2013 | N° 17319

FORNECEDOR DO CRIME
Preso suspeito de trazer armas ao RS. Homem detido em Cristal teria vendido fuzis a bando que agiu em Cotiporã


Um homem suspeito de ser um dos principais traficantes de armas do Rio Grande do Sul foi preso na noite de sábado em Cristal, na Região Sul.

Conforme a polícia, sob encomenda, Nilton José Cassol, 54 anos, trazia armas do Uruguai. Ele é apontado como o fornecedor dos fuzis usados por Elisandro Falcão no ataque a uma fábrica de joias em Cotiporã, em dezembro, e por quadrilhas de assalto a banco. Ele foi capturado enquanto almoçava em um restaurante às margens da BR-116 e retornava do Uruguai em direção à Capital. No fundo falso do porta-malas do Versa que dirigia, estavam um fuzil calibre .556 (versão chinesa para o AK-47) e dois carregadores. Mais tarde, na casa dele em Pelotas, foram apreendidas três pistolas, duas armas de pressão e munição (150 unidades de .556, 50 de .765, 52 de 9 milímetros e 63 de .30), além de R$ 6,9 mil.

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), responsável pela captura, acompanhava os passos de Cassol há meses. Na última semana de campana ininterrupta, conforme os investigadores, ele viajou três vezes ao Uruguai. Segundo o delegado Juliano Ferreira, do Deic, o traficante vendia cada fuzil por cerca de R$ 30 mil.

– Podemos dizer que, nos últimos 30 dias, ele não negociou menos do que 30 armas semelhantes a essa somente na Região Metropolitana – diz Ferreira.

As armas eram adquiridas no mercado clandestino do país vizinho e tinham a numeração raspada. Cassol também seria fornecedor de acessórios como quebra-chamas (usado para amortecer o estampido do tiro), lunetas de precisão e rádios de comunicação.

– Tanto o assaltante Falcão (morto em confronto com a Brigada Militar em Cotiporã), quanto Fábio Rode, assaltante de bancos, tinham armas semelhantes à apreendida – completa o delegado.

Além do fuzil .556, utilizado por Falcão em Cotiporã, Cassol também teria fornecido modelos AR-15 para o bando de Fábio Rode, preso em 22 de dezembro. Ele será indiciado por tráfico internacional de armas e foi encaminhado ao Presídio Central. À polícia, ele disse que transportava a arma a pedido de outra pessoa.

BRUNO FELIN | ESPECIAL