Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

domingo, 23 de dezembro de 2012

BELTRAME, O HOMEM DO ANO

REVISTA ALFA, 08h12 15/12/2010

Homens do ano – José Mariano Beltrame. O xerife do Rio já morou dois anos dentro do prédio da polícia

Vicente Vilardaga





O homem responsável pela segurança do Rio de Janeiro dá expediente no prédio da Central do Brasil, no centro da cidade, com a fachada suja e cheio de mendigos na porta. No gabinete localizado no 4º andar, José Mariano Beltrame recebeu a reportagem de ALFA numa tarde de sexta-feira ensolarada no início de novembro, vestido com um discreto terno marrom. Na entrevista exclusiva, o policial falou como a chegada ao Rio mudou para sempre sua vida. Ele desembarcou na cidade em 2003, quando foi convidado a chefiar um grupo de investigadores da Polícia Federal que atuava na cidade tentando desbaratar quadrilhas de traficantes de drogas e de armas. Na época, a vida pessoal de Beltrame também passava por um período de mudança. Estava recém-separado de seu primeiro casamento e chegou a morar dois anos na sede da Superintendência da PF, no centro do Rio.

“Era mais prático e eu gostava do meu serviço. Vivi o problema da criminalidade 24 horas por dia”, afirmou ele. Saiu-se tão bem na função que foi indicado, em 2006, ao governador Sérgio Cabral para ser o secretário de Segurança do Rio de Janeiro.

Na conversa com ALFA, ocorrida duas semanas antes dos maiores combates na história da cidade entre as forças policiais e os bandidos, Beltrame parecia pressentir os problemas. Ele encabeçou a equipe que colocou em prática a primeira tentativa séria de intervenção pública no problema da violência nos morros, com a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Implantado há dois anos, no primeiro mandato de Sérgio Cabral, o programa já criou 13 unidades, que garantem a ocupação de mais de 30 morros e favelas. Nessas áreas, além da instalação de postos permanentes de policiais articulados com as lideranças comunitárias, foram construídos escolas e centros de saúde. “Instalar uma UPP é como jogar água quente no formigueiro”, disse Beltrame. “Sabemos que, com a perda de territórios, os comandos dos bandidos estão se reorganizando para tentar uma reação.”

As previsões do secretário se concretizaram. A crise de segurança teve início, com os bandidos promovendo tiroteios, arrastões e queimas de ônibus na cidade. A polícia reagiu com uma ação ainda mais ousada, invadindo, com o auxílio de tanques da Marinha, uma das favelas mais perigosas da cidade, a da Vila Cruzeiro, onde os bandidos estavam concentrados. Na fase seguinte, as forças de segurança ocuparam o Complexo do Alemão. A operação de reconquista da Vila Cruzeiro, transmitida ao vivo durante horas pelas TVs, num clima de “Tropa de Elite 3”, chegou a ser comparada por comentaristas mais exagerados ao desembarque dos Aliados na Normandia, durante a Segunda Guerra Mundial. Somente na primeira semana de conflitos entre policiais e bandidos, 217 pessoas foram presas e 34 morreram.

No final de novembro, Beltrame estava novamente quase morando dentro do trabalho. No auge dos combates nos morros da cidade, o secretário de Segurança do Rio de Janeiro já havia recebido 17 ameaças de morte e andava escoltado por 20 policiais. Fazia suas refeições no próprio gabinete e, para vê-lo, sua família — Beltrame se casou pela segunda vez e tem um filho de 1 ano de idade — era obrigada a se deslocar para lá. Nas entrevistas em que falou sobre os confrontos, o secretário sempre demonstrou clareza e firmeza. Essas características já haviam ficado claras no encontro com ALFA, quando ele comentou o sacrifício necessário para cumprir a missão que está em suas mãos. “O jogo contra os criminosos é difícil, mas vamos vencê-lo”, afirmou.

FONTE: http://revistaalfa.abril.com.br/entretenimento/politica/homens-do-ano-jose-mariano-beltrame/

NOTA: matéria indicada por Jorge Peixoto 

PRESOS SUSPEITOS DE ASSALTOS A CAIXAS ELETRÔNICOS

ZERO HORA 23 de dezembro de 2012 | N° 17292

OPERAÇÃO POLICIAL. Suspeitos de assaltos são presos

Em uma operação articulada em parceria com a Polícia Civil de Sombrio, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu na manhã de sábado três suspeitos de ataques a caixas eletrônicos no Estado. Eles foram capturados em Atlântida Sul, Gravataí e Canoas e com eles foram encontrados dois fuzis e munição. Um quarto suspeito, que deveria estar no Instituto Penal de Viamão, não foi localizado.

O trabalho foi realizado pelas delegacias de Roubo a Banco e Roubo a Cargas do Deic, além de participação dos policiais catarinenses, que tinham as ordens de prisão. Depois de ter negado pela Justiça um pedido de interceptação telefônica de um suspeito, a polícia gaúcha passou a trabalhar em parceria com os colegas de Sombrio. As escutas foram autorizadas pela Justiça catarinense, e os policiais passaram a trocar informações e monitorar os passos dos suspeitos.

Conforme o diretor do Deic, delegado Guilherme Wondracek, o trio é suspeito de explosões a caixas eletrônicos em Sombrio, Antonio Prado, Guaporé, Bom Jesus e em outros municípios gaúchos. O ataque mais recente teria ocorrido esta semana no Departamento Municipal Lixo Urbano (DMLU), em Porto Alegre. Depois de fazer reféns, o grupo arrombou um caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal.

Com os suspeitos foram encontrados um fuzil AK-47, um M-16, farta munição, toucas ninjas, coletes balísticos e uma alavanca que os criminosos costumam usar para quebrar o dispensador de notas do caixa e facilitar a colocação dos explosivos.

O trio vai ser autuado em flagrante por porte de armas de uso restrito e por porte de munição e será levado ao Presídio Central.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Segundo manifestações na Radio Gaúcha, estas prisões só foram efetivadas graças à ação da justiça catarinense, pois a gaúcha teria negado o mandado.

sábado, 22 de dezembro de 2012

BM SURPREENDE, ENFRENTA E PRENDE ASSALTANTES DE POSTO

ZERO HORA, 22/11/2012

PORTO ALEGRE - Após assaltarem posto de combustíveis na Capital, bandidos são surpreendidos pela polícia

Houve perseguição e troca de tiros na Avenida A. J. Renner, duas pessoas foram presas

Depois de assaltarem um posto de combustíveis na zona norte de Porto Alegre e tentarem fugir em um Fiesta prata, três bandidos foram surpreendidos por uma viatura da Brigada Militar (BM). Eles levaram uma quantia em dinheiro, que ainda foi contabilizada pela polícia, de um estabelecimento localizado na esquina das avenidas Engenheiro Felicio Lemieszek e A. J. Renner, no bairro Humaitá.

Segundo o major Marcelo Tadeu Pitta Domingues, subcomandante do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM), uma viatura da polícia viu quando o Fiesta saiu em alta velocidade do posto, por volta das 23h, e passou um sinal vermelho. Houve troca de tiros e o carro dos bandidos acabou parando após bater em outro veículo.

Um deles conseguiu fugir e os outros dois foram presos. Um deles, um adolescente, foi ferido com um tiro na perna. Foram apreendidos o dinheiro roubado e dois revólveres calibre 38.


POLÍCIA CIVIL PRENDE PASTOR QUE ERA BARÃO DO TRÁFICO




ZERO HORA 22 de dezembro de 2012 | N° 17291

Barão do tráfico era pastor na Serra. Foragido paulista capturado em Gramado é suspeito de trocar armas por drogas com grupos guerrilheiros

FRANCISCO AMORIM E HUMBERTO TREZZI

Pastor evangélico, pregando moralidade ao rebanho de fieis, Clóvis Ribeiro, 41 anos, não despertava desconfiança – exceto pelo fato de morar numa confortável cobertura no centro da cidade turística de Gramado, na serra gaúcha. Foi com surpresa que os moradores testemunharam a prisão dele, na manhã de ontem. E mais espantados ainda ficaram ao saber que é um dos criminosos mais procurados do Estado de São Paulo.

Morador de Santos (SP), Ribeiro, conhecido pelo apelido de Nai, seria o investidor dos lucros obtidos por uma quadrilha com penetração em toda a Baixada Santista e chefiada por Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho. O grupo limpava dinheiro em três concessionárias de automóveis e uma oficina.

Com o desaparecimento de Naldinho, em 2008 – supostamente eliminado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção criminosa paulista e rival da sua quadrilha –, Nai teria se refugiado no Rio Grande do Sul. Aqui mudou de vida. Passou a se apresentar como pastor evangélico. Usava o mesmo nome e inclusive renovou, este ano, a carteira de motorista. Isso é possível porque os bancos de dados das polícias estaduais brasileiras não se comunicam – policiais gaúchos não sabiam que ele era foragido.

Nai e Naldinho serviram juntos ao Exército e depois foram colegas no porto de Santos. Após investigação, agentes do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc) paulista concluíram que os negócios da dupla eram fachada para lucro obtido com tráfico.

Os policiais surpreenderam o bando num sítio pertencente a Naldinho, em Ribeirão Pires (SP), em 6 de junho de 2005. No local e numa revenda de veículos foram apreendidos 20 carros. Policiais localizaram 245 quilos de cocaína. Os agentes do Denarc também acharam com o bando um arsenal: duas metralhadoras URU, uma metralhadora Beretta, uma metralhadora AMT, um rifle Winchester, uma pistola .380, uma pistola 9 mm, uma pistola Walter PPK 7.35mm, uma pistola CZ 7.65 mm e um revólver calibre 32. E milhares de projéteis.No entusiasmo pelas prisões, o delegado paulista Ivaney Carlos de Souza, do Denarc, classificou Nai e seu sócio Naldinho de “maiores traficantes de São Paulo”. Uma das suspeitas alimentada há anos contra Nai, é de que lave dinheiro obtido com o tráfico de armas para a guerrilha colombiana Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – a mais antiga guerrilha da América.

Em setembro de 2005, foi interrogado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas da Câmara Federal (trechos ao lado). Ele negou, mas a suspeita é de que remetesse armas para os guerrilheiros colombianos, em troca de droga.

Mesmo se intitulando pastor evangélico, Nai continuou temido. Em 14 de novembro passado, ele teria ameaçado um pastor em Praia Grande (SP).

– O religioso, ligado à Assembleia de Deus, diz que Nai o ameaçou de morte caso não pagasse “uma dívida inexistente” – revela a Zero Hora o delegado Fábio Laino, do Denarc paulista.

Conforme a Polícia Civil paulista, Nai responde por homicídio de um suposto integrante do bando.



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

SUSPEITO DE HOMICÍDIO EM LIBERDADE TIROTEIA COM A BM


BM troca tiros com dupla de moto na Vila Cruzeiro, na Capital

Um deles foi preso e outro ainda é procurado

Leandro Luz 
via face 13/12/2012

Dois homens trocaram tiros com agentes de inteligência do CPC, no início da tarde desta quinta-feira, na Vila Cruzeiro, na Capital. Conforme o chefe da Agência Regional de Inteligência do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Major Leandro Luz, uma equipe discreta notou uma dupla suspeita passando em uma moto pela rua Madre Brígida Pastorino. 

De acordo com o oficial, quando o passageiro levou a mão ao bolso para pegar a arma, um dos policiais atirou. Na troca de tiros, um dos criminosos foi ferido no braço, caiu da moto e tentou correr, mas foi capturado próximo ao Beco 82. 

A Brigada Militar cercou o local, em seguida, na tentativa de encontrar o condutor, que conseguiu fugir. L.P.S. de 18 anos, foi preso em flagrante e encaminhado à 2° Delegacia de Pronto Atendimento da Capital. Com ele, foi apreendida uma pistola 9mm. 

Conforme o Major Luz, o jovem que havia saído da prisão duas semanas atrás, é um dos suspeitos de um homicídio ocorrido na noite passada na região.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

OFENSIVA CONTRA O CRIME


ZERO HORA 11/12/2012 | 07h49

Polícia Civil deflagrou 314 operações em 2012

Denominadas "repressão qualificada", ações como a Pax, realizada na segunda-feira contra traficantes da Capital, ocorrem num ritmo de quase uma por dia



Novo helicóptero da Polícia Civil estreou em ação contra traficantes na CapitalFoto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS


Às 4h de ontem, 470 agentes se reuniram no pátio do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), no bairro Navegantes, para um ritual que se repetiu pela 314ª vez no Estado em 2012 — quase uma por dia, em média.

O grupo ouviu instruções do delegado Mário Souza, recebeu envelopes com ordens de prisão e apreensão, mapas e fotos e cruzou Porto Alegre em direção à Lomba do Pinheiro, à procura de traficantes de drogas que agem em uma das quatro áreas atendidas pelo projeto Território da Paz. O helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o bairro, estreando no apoio aéreo aos agentes em terra.

Chamada de Operação Pax (paz em latim), a ofensiva faz parte de uma das metas da política de segurança pública adotada a partir de 2011, e que vem sendo vitaminada este ano.

Classificada pelas autoridades de "repressão qualificada", a estratégia tem por objetivo reprimir o crime organizado de grande impacto social e prender, em uma tacada só, os bandidos que mais atormentam as comunidades.

— Em caso de quadrilha de ladrões de veículo, a ideia é pegar o assaltante que roubou o carro, o mecânico que adulterou o chassi, o estelionatário que falsificou os documentos e o receptador que ficou com o automóvel — explica o chefe de Polícia, Ranolfo Viera Junior, um dos idealizadores desse tipo de prática na corporação.

É a mesma tática consolidada há mais de uma década pela Polícia Federal e que vem sendo empregada pela Polícia Civil dos maiores Estados. Durante meses, um grupo de policiais em delegacias, no máximo sete agentes, se debruça na missão de coletar testemunhos, filmagens, fotos, escutas telefônicas, entre outros elementos contra quadrilhas.

Em alguns casos, no decorrer das investigação, até ocorre uma ou outra prisão em flagrante, mas o objetivo principal é sempre capturar o máximo possível de envolvidos na organização criminosa. Quando o conjunto de indícios e provas é considerado robusto o suficiente para mandar para cadeia os criminosos, são solicitadas ordens de prisão e de busca e apreensão, em geral, atendidas de pronto pela Justiça. A partir daí, são convocados agentes de outras delegacias e até de outras cidades para, ao amanhecer do dia seguinte, deflagrar a operação.

GALERIA DE FOTOS: veja mais imagens da Operação Pax

A Operação Pax consumiu um ano de investigação, e sua execução ontem resultou na prisão de 16 suspeitos (outras 11 pessoas já tinham sido capturadas anteriormente). Foram policiais demais para o número de presos no final da ofensiva? Não, na avaliação de Ranolfo.

— O delegado responsável pela investigação avalia os riscos. Em uma casa onde moram criminosos perigosos, ele pode escalar 10, 15 agentes para fazer o cerco. Não se sabe quantas pessoas podem estar lá dentro — explica.

De acordo com Ranolfo, a presença em massa de policiais em operações também é uma forma de transmitir segurança, "mostrando que o Estado tem poder sobre o crime".

*Colaborou Francisco Amorim



O ritual de uma grande operação


SEMANAS ANTES...

A decisão
– As operações com grande contingente são recomendadas quando uma investigação aponta para a desarticulação de grupos ligados ao crime organizado.

– O número de agentes envolvidos é decidido entre o delegado à frente da investigação e o diretor do departamento ou delegacia regional ao qual está vinculado.

– Para mensurar o número de agentes envolvidos é levado em consideração o grau de periculosidade dos suspeitos investigados e o número de mandados de busca e apreensão e de prisão concedidos pela Justiça.

O agendamento da operação
– A escolha da data depende de dois fatores: disponibilidade de agentes e movimentação dos suspeitos

– Ações com mais de cem agentes são comunicadas à Chefia de Polícia e ao setor de inteligência. A intenção é organizar a distribuição do efetivo e evitar o acúmulo de operações em um mesmo dia, desfalcando assim o trabalho nas delegacias.

– A escolha final do dia da operação fica a cargo do delegado à frente da investigação. Ela é tomada a partir da rotina dos suspeitos e da atividade criminosa que pode envolver transporte de armas, veículos roubados e drogas.

ÀS VÉSPERAS...

A preparação da ação
– A equipe responsável à frente da investigação também é responsável pelo levantamento dos locais onde serão cumpridos os mandados.

– Além de fotografar os locais nos dias que antecedem a ação, eles ainda preparam uma ficha de cada suspeito, com fotos, que será colocada em um envelope com o mandado a ser cumprido. Os envelopes só serão entregues momentos antes da operação.

– Enquanto agentes preparam a parte operacional da ação, fica a cargo da direção de departamento o recrutamento de outros policiais para a ação. Geralmente são empregados policiais da região onde ocorrerá a operação. A movimentação, por vezes, ocorre na noite anterior quando o efetivo se desloca de um ponto do Estado para outro.

NO DIA...

A preleção (briefing)


Foto: Ronaldo Bernardi, Agência RBS

– A reunião de policiais ocorre no final da madrugada, entre 4h e 5h, geralmente, na sede do departamento (ou delegacia regional) onde ocorreu a investigação.

– Apenas na preleção é informado aos policiais o alvo da operação. Cada equipe entre três e cinco policiais recebe um envelope com as informações sobre o mandado que deverá cumprir.

– Geralmente, os mandados contra os líderes da quadrilha ficam com os agentes que estão à frente da investigação.

– Em alguns casos a imprensa é informada da operação, sem que os detalhes sejam revelados para evitar vazamento. As equipes podem acompanhar o trabalho policial. Levantamento final.

– Depois de cumprir o seu mandado, a equipe retorna ao local onde ocorreu a preleção para entregar o material apreendido e repassar a custódia do suspeito preso, se for o caso.

– O material apreendido é catalogado. Parte das provas é guardada para análise da equipe de investigação na própria delegacia.

– Computadores e drogas, no entanto, são encaminhados para análise de peritos do Instituto-geral de Perícias.

– Após contabilizar os resultados da prisão, uma coletiva de imprensa é dada para relatar os detalhes da investigação.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Parabéns à Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul. Pena que todo este esforço que envolve planejamento, motivação, inúmeros agentes, várias viaturas, custo de dinheiro público, risco de morte e estresse não é compensado no Sistema de Justiça onde as coisas são morosas, distantes, negligenciadas e descompromissadas com a paz social.  A polícia brasileira parece sofrer a pena dada à Sísifo, num trabalho inútil diante de uma bandidagem que fica impune e livre pelas benevolências, vendo o crescimento das ondas de criminalidade, cada vez mais letais e com requintes de crueldade, ousadia e terrorismo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

OPERAÇÃO DA PC NO TERRITÓRIO DA PAZ

G1 RS - 10/12/2012 07h55 - Atualizado em 10/12/2012 10h16

Operação mobiliza 550 policiais em Território da Paz em Porto Alegre

Buscas são realizadas na Lomba do Pinheiro com ajuda de helicóptero. Polícia cumpre 52 mandados no combate ao tráfico de drogas na região.




Policiais realizaram buscas no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre
(Foto: Fábio Almeida/RBS TV)

Por Fábio Almeida - Da RBS TV

Foi deflagrada nesta segunda-feira (10) uma operação no bairro Lomba do Pinheiro, onde fica localizado um dos Territórios da Paz em Porto Alegre, na Zona Leste. Segundo a Polícia Civil são 550 policiais distribuídos em 250 viaturas. O objetivo é cumprir 12 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão no combate ao tráfico de drogas na região. Até as 8h30, 12 pessoas haviam sido presas. Os policiais apreenderam munição, armas, drogas e dinheiro.


Lomba do Pinheiro é um dos bairros onde funciona o Território da Paz
(Foto: Fábio Almeida/RBS TV)


No decorrer da investigação, que já dura um ano, foram presas outras 10 pessoas. Segundo o delegado Mário Souza, titular da 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico, responsável pela operação, durante o período foi feito um mapeamento da área, onde se identificou pelo menos 40 pontos de tráfico.

Também na investigação a Polícia Civil contabilizou 21 homicídios na região entre janeiro e outubro. Foram mais de 2 mil crimes registrados no período. Entre as ações dos suspeitos de tráfico estão cobrança de pedágio a moradores em alguns pontos, além de ocupação de residências para transformar em local de venda de drogas.

A operação conta com o auxílio do helicóptero da Polícia Civil pela primeira vez. O veículo foi recebido no dia 28 de novembro. Montado em Itajubá (MG), o veículo teve custo de cerca de US$ 4,1 mil, cerca de R$ 8,5 mil. O governo federal pagou 98% do valor.

Fonte: http://g1.globo.com