Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

terça-feira, 26 de junho de 2012

PERSEGUIÇÃO E PRISÕES NO CENTRO DE PORTO ALEGRE

CORREIO DO POVO, 26/06/2012

Brigada Militar fez cerco a criminosos e capturou dois suspeitos de assalto

 Carro roubado no bairro Floresta foi recuperado no Centro de Porto Alegre<br /><b>Crédito: </b>  vinícius roratto
Carro roubado no bairro Floresta foi recuperado no Centro de Porto Alegre
Crédito: vinícius roratto 
 

O 9 BPM foi mobilizado na manhã de ontem em dois assaltos. Dois criminosos foram presos depois de cerco e perseguição pela área central de Porto Alegre. Nas ocorrências foram acionados o Pelotão de Operações Especiais (POE) e as Rondas Ostensivas com Apoio de Motos (Rocam) da Brigada Militar.

Na primeira ocorrência, os PMs haviam sido alertados sobre o roubo de um Citroën C3, na rua Pelotas, no bairro Floresta, e a motorista foi atacada por um criminoso. Nas buscas, o efetivo motorizado da Rocam localizou o veículo na avenida Júlio de Castilhos, no Centro, que foi abordado quando já estava no estacionamento interno do Centro Popular de Compras. O suspeito, 30 anos, foi preso em flagrante. Segundo a BM, o homem tem antecedentes criminais por roubo e furto.

Quase no mesmo momento, uma joalheria na avenida Alberto Bins, no Centro, foi assaltada por um homem que vestia um terno escuro. Armado de uma faca com 15 centímetros de lâmina, ele ameaçou a funcionária que estava no estabelecimento comercial. Sem ter dinheiro para levar, o assaltante pegou óculos solares. O homem fugiu a pé e duas quadras depois ele foi preso por policiais militares.

O acusado, 40 anos, é um ex-vigilante que possui antecedentes por tentativa de homicídio. O capitão Ederson Trajano, do 9 BPM, destacou que as prisões foram possíveis graças ao apoio da população, pois a Brigada Militar foi acionada logo em seguida aos roubos, possibilitando uma rápida mobilização.

Já em Pelotas, um efetivo da Patrulha Tático Móvel (Patamo), do 4 BPM, conseguiu prender um dupla que fugia em uma moto depois de um roubo a um estabelecimento comercial, na rua Guilherme Mintzen, no bairro Arco Iris.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CASAS TOMADAS PELO TRÁFICO SÃO RETOMADAS PELA POLÍCIA

ZERO HORA, 22 de junho de 2012 | N° 17108

OPERAÇÃO REINTEGRAÇÃO. Retomada de casas na Zona Norte

A intenção era mostrar que a polícia não perdeu o controle da área. Nesse sentido, a Operação Reintegração, desencadeada com 80 policiais civis e militares no Loteamento Timbaúva, bairro Mario Quintana, na zona norte da Capital, nas primeiras horas da manhã de ontem, funcionou.

Conforme a delegada Dúnia Rampazzo, que comandou a ação, até 50 casas haviam sido desocupadas desde o final de 2011 para abrigarem bocas de fumo. Ontem, todas ficaram vazias. Os quatro traficantes que eram alvo da ação escaparam antes da chegada dos policiais.

– Nosso objetivo principal era pacificar essa área e deixar que as famílias expulsas de casa pudessem retornar aos lares. Ainda continuamos nas buscas aos remanescentes dessa quadrilha – explicou a delegada.

A operação tinha como principal alvo a área do Recanto do Sabiá, no Timbaúva 3, onde uma quadrilha teria atuação violenta desde o começo do ano passado. Seriam os remanescentes do bando que teve seus líderes presos entre janeiro e março deste ano.

UMA CENTRAL DE POLÍCIA CLASSE "A"


ZERO HORA, 22 de junho de 2012 | N° 17108

DP EXEMPLAR. Canoas inaugura moderna delegacia, que servirá de modelo para instalações da corporação em outras seis cidades gaúchas - HUMBERTO TREZZI 


Começou a funcionar esta semana em Canoas, na Região Metropolitana, uma delegacia com padrão de primeiro mundo. O modelo canoense deve ser copiado em seis cidades gaúchas.

Quem chega à Central de Polícia do município recebe uma senha eletrônica para atendimento personalizado, em guichês. Cadeiras anatômicas estão espalhadas no local para quem precisa aguardar a vez.

Caso consiga descrever quem cometeu um crime, a vítima é encaminhada a uma sala para reconhecimento de criminosos, com vidros escuros. A pessoa agredida consegue visualizar o suspeito, mas o contrário não ocorre. A maioria das delegacias gaúchas não conta com um dispositivo assim.

O prédio, com 2,4 mil metros quadrados, foi desenhado por dois policiais-arquitetos e custou R$ 5 milhões. Há salas exclusivas para representantes da BM, do Ministério Público e da Defensoria Pública, além de advogados, com computadores e telefones.

Vítimas com traumas são atendidas por psicólogos

Não param aí os avanços, que deixam no passado as acanhadas e precárias repartições da Polícia Civil. A vítima de crime não precisa se preocupar em ficar no mesmo ambiente que o suspeito preso, já que criminidos ingressam na delegacia por outra entrada. Caso exiba sinais de trauma, a vítima é encaminhada para psicólogos e assistentes sociais.

O novo modelo de delegacia não esqueceu dos criminosos. Quando presos em flagrante, eles ficam em quatro celas amplas. Em frente, estão gabinetes destinados à Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e promotores públicos. É proposital, para que os advogados possam conferir se o detido está em boas condições e não foi pressionado.

A Central de Polícia, no bairro Moinhos de Vento, abrange uma Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Canoas (DPPA, para lavrar prisões em flagrante), a 3ª DP (orientada a atender casos envolvendo idosos) e a Delegacia Regional, que coordena policiais da Região Metropolitana.

– Temos aqui o oposto dos prédios alugados, muitas vezes em péssimas condições, que caracterizam grande parte das repartições policiais no Estado. Faz justiça a uma cidade com a terceira maior população do Estado e problemas bem conhecidos – exalta o delegado regional, Edilson Paim.

Caxias do Sul é o próximo município beneficiado

O município de Taquara já conta com uma Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (que atende flagrantes de todo o Vale do Paranhana) e Novo Hamburgo, também. Mas o modelo ainda não chega à excelência buscada com o prédio agora inaugurado em Canoas.

O próximo passo é investir em um município fora da Região Metropolitana. Segunda cidade mais populosa do Estado, com 435 mil habitantes, Caxias do Sul será a nova beneficiada com uma moderna Central de Polícia. O prédio, já em construção, está avaliado em R$ 5 milhões e contará, além da DPPA, com uma DP e a Delegacia Regional (aos moldes das instalações de Canoas).

Deve estar pronto no início de 2013, acredita o delegado Jorge Luís Soares, da Divisão de Serviços Gerais da Polícia Civil.

As demais cidades

- Passo Fundo – O prédio da Central de Polícia já está licitado. Será adaptação de uma DPPA já existente. Para complementá-lo, incluindo a Delegacia Regional e uma DP de bairro, estão reservados R$ 1,3 milhão. A conclusão está prevista para 2013.

- São Leopoldo – O terreno será o mesmo da atual Delegacia Regional, mas o prédio será novo. Deve começar em breve a licitação.

- Gravataí, Rio Grande e Erechim – Já existe decisão de construir Centrais de Polícia nesses municípios, com base no número de ocorrências e na importância regional. Ainda não começaram os trâmites.

OUTRAS POSSIBILIDADES

- Viamão e Porto Alegre (bairro Restinga ) – Em Viamão a ideia é construir uma central com DPPA e uma delegacia de bairro. Na Restinga (extremo sul da Capital), o plano é ter uma unidade do Instituto-geral de Perícias e uma Delegacia da Mulher, além da DP do bairro. Ainda não começaram os trâmites.





quinta-feira, 21 de junho de 2012

BRIGADA PRENDE TRAFICANTE E APREENDE DROGAS E UMA PISTOLA 9MM















19º BPM 

PRISÃO POR TRÁFICO E PORTE ILEGAL

Na manha desta quarta-feira (20-06), ás 11h, a guarnição da viatura 6516, da 1ª CIA do 19º Batalhão, durante patrulhamento na Rua Dona Veva (beco) abordou L.D.B.M. de 33 anos, com antecedentes por homicídio, tráfico e estelionato.

Com o abordado foi apreendida 01 Pistola Cal. 9 mm com 24 munições, 01 pedra grande de Crack, 03 pedras pequenas da mesma droga e R$ 243,25 em moeda corrente.


Diante dos fatos foi dada voz de prisão ao individuo e conduzido para Delegacia para flagrante.

terça-feira, 19 de junho de 2012

MÉDIA DIÁRIA DE RECAPTURAS CRESCEU 58,4% EM 2012




ZERO HORA - 19 de junho de 2012 | N° 17105

Número de presos volta a crescer


CADEIAS SUPERLOTADAS. Após registrar queda no ano passado, a quantidade de pessoas recolhidas nos presídios gaúchos entra em curva ascendente - JOSÉ LUÍS COSTA


Depois de uma redução histórica no número de presos em 2011, a massa carcerária gaúcha retoma, em 2012, a curva ascendente registrada desde o início da década de 1990. Levantamento da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) mostra que 29.713 presos estavam recolhidos em dezembro. O último mapa, de 13 de junho, aponta 30.053 apenados encarcerados (340 a mais).

Havia uma expectativa de que a redução do número de presos fosse tendência, mas uma série de fatores fez de 2011 um ano atípico, com episódios que não se repetem neste ano. Um deles é o mutirão carcerário, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça, que revisou penas e determinou benefícios a 2,3 mil presos – a maioria com direito de ir para casa.

Também no âmbito do Judiciário, a Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre, diante do caos nos albergues por falta de vagas, ordenou que cerca de 2 mil presos do regime aberto cumprissem prisão domiciliar. Pelo Interior, situações semelhantes propiciaram que apenados do aberto também fossem mandados para casa.

Na opinião do juiz Sidinei Brzuska, da VEC, o problema só não é maior porque as fugas do semiaberto acabam, na prática, gerando vagas no sistema prisional:

– Esse aumento preocupa, pois já faltam vagas. É mais um problema de um sistema prisional que há muito tempo se tornou refém das fugas. Nós temos 13 mil presos na Região Metropolitana, sendo que, em três anos, fugiram dele 12 mil detentos.

Outras situações ajudam a explicar a redução de presos em 2011. Uma delas: a adoção da prisão seletiva, determinada pela Secretaria da Segurança Pública, em nome de uma repressão mais qualificada, com foco na capturas de líderes de quadrilhas e bandidos mais perigosos.

Ao mesmo tempo que a medida foi sendo implementada, as recapturas de foragidos da Justiça despencaram. De 2010 para 2011, o número de fugitivos reconduzidos para as cadeias pelas polícias Civil e Militar reduziu 35%.

Média diária de recapturas cresceu 58,4% em 2012

Em 2012, tanto a concessão da prisão domiciliar quanto o volume de prisões foram alterados. O Tribunal de Justiça do Estado (TJ), ao julgar recursos do Ministério Público, mandou retornar para albergues uma parte significativa de apenados do regime aberto que estava em casa. E a própria VEC da Capital passou a adotar critérios mais rigorosos para conceder o benefício. Além disso, as polícias Civil e Militar estão mais ágeis. A média diária de recapturas cresceu 58,4%.

Para o promotor Gilmar Bortolotto, fiscal dos presídios na Região Metropolitana, o aumento se deve ao crescimento vegetativo da massa prisional, com a volta de um fluxo natural de presos no sistema prisional.

Na Susepe, o aumento não é visto com preocupação. Segundo a assessoria de imprensa, não é prevista nenhuma ação emergencial para ampliação, já que 672 vagas devem ser abertas com a entrada em funcionamento da penitenciária de Arroio dos Ratos em agosto.

domingo, 17 de junho de 2012

POLICIAL À MODA ANTIGA

HUMBERTO TREZZI - ZERO HORA, 17/06/2012


Perfil de um policial à moda antiga


Condecorado pela prisão de notórios assaltantes de carros-fortes como Papagaio e Seco, o comissário Mauro Alves da Silva tem mais de 30 anos de atividade e saudade dos antigos tempos na Polícia Civil. Inclusive do tempo em que o mandado de busca e apreensão na casa de um suspeito podia ser expedido pelo próprio delegado de polícia.

– Tínhamos muito mais autonomia. A atividade se burocratizou a partir da Constituição Federal de 1988, quando a polícia passou a ter que pedir quase tudo ao Judiciário para poder trabalhar.

Mauro lembra que o ambiente, até o final da década de 70, era predominantemente masculino. Isso, diz, por ser uma atividade de risco de vida, violenta e que dependia muito da força física do agente. A partir do início da década de 80, as mulheres começaram a ganhar espaço também nas polícias. De início, em atividade de cartórios, depois também na investigação – “e várias fazem ótimas investigações”, ressalta o comissário.

Ele diz que antes o trabalho era mais na rua:

– Tudo é uma questão de época. Para o policial obter boas informações, tinha de andar na vila e frequentar a noite (casas noturnas), de onde conseguíamos informantes bons. O que não se aplica nos dias de hoje, pois se o policial caminhar na vila, pouco conseguirá. A população teme represália dos bandidos.

Ele considera que a atividade policial de hoje é muito mais formal, para atender à legislação, já que tudo precisa ser registrado. Natural, para ele, que na Academia exista hoje grande ênfase ao treinamento de inteligência e conhecimento da legislação.

Alana Lampert, 27 anos, natural de São Pedro do Sul e formada em Direito

Decidi ser policial pela estabilidade no cargo público, inclusive financeira. Gostei mais da parte da coleta de indícios nos locais, dos detalhes que podem levar a uma condenação. Estou ciente que essa parte melhorou muito na polícia. Gostaria de trabalhar com inspeção de veículos.

Adriano Cosmo, 30 anos, natural de Palmeira das Missões e formado em Direito

Trabalhava em escritório de contabilidade e fiquei saturado de atuar entre quatro paredes. A polícia é dinâmica, tu nunca sabes o que acontece no dia seguinte. Aprendi a admirar a investigação, embora goste também das aulas de tiro e luta. Virei fã das perícias. Creio que elas estão hoje bem próximas do modelo norte-americano, aquele dos seriados. Quero logo começar a trabalhar.

NOVA GERAÇÃO CONTRA O CRIME

 

HUMBERTO TREZZI - ZERO HORA, 17/06/2012


TURMA DE 2012

Nova geração contra o crime

Grupo de alunos do curso de agentes da Polícia Civil dá prioridade à tecnologia em lugar da força


No final de 2012, o Rio Grande do Sul receberá uma fornada de 782 novos policiais civis. Quando eles forem incorporados, a Polícia Civil ficará com 6.059 integrantes, seu maior efetivo em 17 anos. E um dos maiores das últimas três décadas.

E quem são esses novatos? A valentia continua admirada, o pé na porta ainda pode ser solução numa emergência, mas os policiais da geração atual dão prioridade a outros métodos. Computador, lupa, pós químicos e uso da psicologia nos interrogatórios cada vez mais substituem as armas e os músculos.

Tecnologia é tudo na moderna investigação policial. E isso começa pela Academia, onde os candidatos a agente receberão mil horas de aula. Na Delegacia Experimental, uma sala que reproduz o ambiente onde os futuros policiais trabalharão, a média é de quase um computador por aluno, com acesso à internet e aos bancos de dados da segurança. Os alunos aprendem a preencher um boletim de ocorrência, a elaborar um inquérito, a checar antecedentes de um suspeito. Com direito a pesquisar endereços, contas etc, como acontece numa delegacia real.

O trabalho dos infiltrados


Infiltrar um policial no meio criminoso é uma das atividades mais difíceis – e, por isso, uma das disciplinas mais estudadas na Academia. No curso de Inteligência Policial, os alunos aprendem não apenas a se disfarçar de bandidos, como a analisar as informações coletadas e planejar as prisões que elas possam originar. Algumas regras:

Como atender a um telefonema: disfarçado, em frente ao chefe da quadrilha, o policial recebe um telefonema inesperado. “Alô, mãe, posso falar depois?” é uma das frases sugeridas para este momento crucial. Tudo, desde que seu disfarce não seja descoberto.

Ao deparar com um crime: faz parte do disfarce agir como um criminoso. Prender alguém significaria se expor. O policial deve esperar e avisar aos colegas, depois, quem foi o autor do delito.

Quem se disfarça não prende: o objetivo do infiltrado é coletar informação e repassá-la aos colegas. Não é prender. A prisão é a última etapa, muito depois da investigação estar concluída.

Ação em vila de mentira

Pistola na mão, tensão no ar, correria, gritos... qual policial não gosta de ação? Pois os novos recrutas da Polícia Civil adoram. Embora planejem, estudem e se preparem mais que os de gerações anteriores, os novatos também curtem o ápice da atividade policial, a prisão dos “maus elementos”.

Uma das aulas mais frequentadas é a disciplina de Técnicas de Operações Policiais, ministrada pelo delegado Mauro Vasconcellos e pelo inspetor Ramiro Santos da Silva. O treino é feito dentro de uma “favela” de mentira. Um festival de berros, adrenalina e algemas, que faz a diversão dos alunos a cada pequena gafe.

Academia do futuro
- Formação e idiomas – Desde 1997, todos os policiais civis têm de ter curso superior. Nos anos 1980, a exigência era feita apenas aos delegados, que tinham de ser formados em Direito. E, nas décadas anteriores, nem aos delegados. Em alguns casos eram admitidos delegados não formados, apelidados calças-curtas. Muitos dos jovens alunos trazem seu notebook às aulas e falam inglês, além de espanhol.
- O peso da perícia – Os alunos são conduzidos aos prédios do Departamento Médico Legal (DML) para aulas de anatomia. Vão aos laboratórios do Instituto-geral de Perícias para adquirir noções de balística, isolamento de local de crime, recolhimento de provas.
- Cidadania e Direitos Humanos – Algumas disciplinas da Academia de Polícia Civil são novidade, se comparadas com o que era ministrado há algumas décadas. A ideia é mostrar aos policiais que até suspeitos de crime são cidadãos, com direitos a serem respeitados. Não por acaso, uma das matérias que os novatos aprendem, ministrada pelo ex-chefe de Polícia Pedro Rodrigues, chama-se Ética e Cidadania: formando um Policial Cidadão. São temas recomendados pelo Ministério da Justiça a todas as polícias.
- Seguindo a cartilha legal – Muita gente não sabe, até por não ser nascida naquela época, mas até 1988 policiais podiam entrar na casa de suspeitos sem mandado judicial. A ordem de busca e apreensão era preenchida pelo próprio delegado. Na academia, os novos alunos aprendem que, sem mandado judicial, o serviço cai por terra. Entrar sem autorização só mesmo em casos de risco de vida, flagrante ou para evitar um crime.
- Ambiente mais feminino – Há três décadas, mulher na Polícia Civil era tão raro que virava celebridade e motivo de conversa. No atual concurso para agente, quase a metade dos alunos (41,3%) é mulher. Elas não dispensam batom, mas não fogem das aulas de judô e adoram o curso de tiro.
- A polícia mudou – Ainda é possível encontrar policiais de bombacha e alpargata derrubando uma porta, como ocorreu recentemente numa operação em Viamão, mas a regra agora é uniforme, escudo protetor, muito planejamento e menos sangue possível. Qualificação, mas ainda falta quantidade. Embora grande, o novo contingente nem de longe supre a necessidade de policiais civis, cujo número deveria ser o dobro do atual.