Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

terça-feira, 12 de junho de 2012

OPERAÇÃO NAVALHA-SÃO BORJA COMEÇA A DAR RESULTADOS




OPERAÇÃO NAVALHA
MP DENUNCIA 79 TRAFICANTES NA FRONTEIRA - EDUARDO PAGANELLA, ZERO HORA 12/06/2012


O Ministério Público de São Borja denunciou 79 dos 114 traficantes indiciados na chamada Operação Navalha, deflagrada no final de março e considerada a maior da Polícia Civil no Rio Grande do Sul. Somente no dia em que ocorreu, 77 traficantes foram detidos na região da Fronteira Oeste.

Os promotores Fernando Andrade Alves e Léo Mário Heidrich Leal analisaram 12 inquéritos remetidos pela polícia. Em 10, foram oferecidas denúncia e outros dois, encaminhados para arquivamento. Nesses últimos casos, a Promotoria entendeu que não havia provas suficientes.

O trabalho foi concluído dentro do prazo legal, e a última denúncia foi oferecida no sábado passado. Na maioria delas, foi feito junto o pedido de prisão dos suspeitos, mas em alguns casos foram adotadas medidas cautelares (restrições aos denunciados).

Os números finais indicam o oferecimento de denúncia em aproximadamente 70% dos indiciamentos por tráfico e 60% dos indiciamentos por associação para o tráfico de drogas. Segundo o delegado Gerri Adriane Mendes, de São Borja, informou que foram 92 detidos.

A OPERAÇÃO:

Mais de 600 policiais civis de todas as regiões do Estado chegaram à Fronteira Oeste na noite do dia 29 de março e se hospedaram em quartéis do Exército de Itaqui, Santiago e São Luiz Gonzaga. No início da madrugada do dia 30, os policiais se deslocaram para um silo, na periferia de São Borja. Em seguida, empreenderam uma invasão policial chamada de Operação Navalha, uma das maiores da história da corporação, que neutralizou grupos de traficantes. A investigação revelou também como criminosos ingressavam com droga vinda do Paraguai pela Argentina.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

SER POLICIAL FEDERAL

Ser Policial Federal-


O concurso para os diversos cargos da Policia Federal tem sido cada vez mais procurado. Isso, por um lado, é bom, pois o país precisa de pessoas dispostas a defender sua população. Mas, por outro lado, gera um inconveniente que poucos percebem. Mais da metade das pessoas que aspiram a carreira não tem noção do que é pertencer à Policia Federal. 


A esmagadora maioria faz o concurso público em busca do salário e da "estabilidade" da carreira federal, tomando por base no que lê no edital, e assim se sentem suficientemente informados e preparados para ingressar no Departamento da Policia Federal. Outros muitos acreditam que não irão exercer funções policiais, não vão ter que atirar e nem prender ninguém. Mas isso, meus caros, é ledo engano. 

O que precisam saber é que, na Policia Federal, a realidade dos cargos, da instituição e do Curso de Formação Policial vai muito além dos pequenos parágrafos do edital que contém sua descrição. Lá que encontramos é uma breve citação das inúmeras funções determinadas pela Lei de criação do DPF, que fala das normas, dos diretos e deveres, da nome aos cargos e as funções de cada cargo, mas, que em momento algum, fala das prerrogativas. Nem a Lei ou o edital sabem o que é, de fato, Ser Policial Federal.


Ser Policial Federal é honrar a identidade e a insígnia do Departamento da Policia Federal que carrega no Distintivo e na camisa preta, com a inscrição POLICIA FEDERAL. É defender a Nação representada pela bandeira do Brasil que carrega no ombro com orgulho durante as missões.




Ser Policial Federal é lidar todo dia com o que existe de pior na raça humana e, por isso, lidar com o que existe de mais Hediondo no Código Penal, ainda que não seja mais essa, a sua redação.

É sentir, diariamente, o peso da arma que leva carregada no ombro e/ou cintura, pronta para te defender, mas sempre lembrando-o que todo e qualquer descuido pode ser ser FATAL.


Ser Agente da Policia Federal é investigar um cativeiro na tríplice fronteira. Ao fim da investigação, apesar do local ser defendido por 20 homens fortemente armados, invadi-lo e retirar 15 mulheres e crianças, que foram vítimas de tráfico humano e eram mantidas em cativeiro no local para serem levadas à Colômbia.


Ser Escrivão da Policia Federal é encarar o depoimento dessas mulheres e redigir cada vírgula descrita de toda a violência sexual, humilhação e abuso a que elas foram submetidas. Em seguida, fazer o mesmo com os traficantes, Agentes e quaisquer outros sobreviventes da missão.


Ser Papiloscopista da Policia Federal é fazer identificação datiloscópica em cadáveres mortos há muitos dias. É fazer levantamentos minuciosos no mais diversos locais, grandes ou pequenos em busca de digitais, utilizando dos conhecimentos técnicos e práticos para selecionar os objetos e áreas potenciais para encontrar digitais. 


Ser do COT é trocar tiro com o "cangaço novo" na saída do Banco do Brasil.
Eles não têm mais nada a perder, e estão armados com Fuzis e Submetralhadoras que cospem balas na sua direção, desejando seu sangue e sua vida. Você utilizando todo o seu treinamento e autocontrole para proteger sua equipe, enquanto tenta livrar o mundo de mais um grupo criminoso e, se possível, voltar para casa no final do dia.

Ser Perito Criminal Federal é definir a causa mortis de um defunto mutilado, analisar o pó colorido ou o fiapo de linha que foi encontrado na roupa da vítima É reconhecer se a bala encontrada na parede veio da arma do suspeito ou não, vetorizar as manchas de sangue e descobrir aonde o assassino estava na hora do golpe fatal, coletar amostras de DNA em vítimas de violência sexual.


Ser Perito Criminal da Policia Federal é, também, trabalhar na selva Amazônica ou no Sertão Nordestino resgatando exemplares da nossa fauna e flora antes que sejam traficadas do país. É analisar a madeira que foi encontrada em um navio tentando sair do Brasil pelo Rio Negro, coletar evidências criminais nos locais e situações mais insalubres, achar provas em cacos de vidro e computadores queimados, sujar as luvas de sangue desconhecido, fotografar o crânio esmagado pelas pancadas do assassino e cuidar de animais resgatados com vida. Depois disso, analisar todos os dados coletados em campo nos laboratórios, para produzir os laudos periciais, prestar depoimento e testemunhar a tudo isso no tribunal.



Ser Delegado da Policia Federal é comandar toda essa equipe, analisar os laudos, os relatos, evidências e as outras muitas questões associadas às missões e inúmeros inquéritos na sua mesa.






Em suma, o que estou dizendo é que para Ser Policial Federal é preciso mais que apenas determinação para estudar e treinar para ser aprovado nas provas. Não é simplesmente ocupar um cargo público ou ser concursado.

Ser Policial Federal é MATAR UM LEÃO POR DIA.


Por tanto colegas, ao se candidatarem a uma vaga, o façam cientes da seguinte verdade:


Ser Policial Federal é defender a UNIÃO!

Ser Policial Federal é combater o tráfico de drogas, madeira, animais e humanos, vigiar a fronteira, investigar, atuar e autuar, dar voz de prisão a membros da FARC escondidos na floresta ou ao Governador de Brasília.

Ser Policial Federal é defender a vida, COM A SUA!

Ser Policial Federal é trabalhar em conjunto com o PEFRON, a Força Nacional e outros para defender e vigiar os mais de 1.000 Km Fronteira que o Brasil possui!

Ser Policial Federal é morar em lugares como: Oiapoque, Chuí, Tabatinga, Epitaciolândia, Ponta Porã, Jaguarão, Carceres, Redenção, Pacaraíma, Naviraí, Marabá, Jí-Paraná, Guajará-Mirim, Altamira, Cascavel e outros, que o seu mapa nem sabe onde ficam.


Ser Policial Federal é lutar pela aprovação da Lei Orgânica!

Ser Policial Federal é ter ORGULHO de dedicar SUA VIDA por um país melhor e mais seguro!

Ser Policial Federal é arrumar a mala para ir a uma missão em um lugar que você nem sabe qual, mas tem algumas horas para fazer a malas.




Ser Policial Federal é mais que um chamado, é uma VOCAÇÃO!


Amém!

 FONTE: http://maciodaro.blogspot.com.br/2010/05/ser-policial-federal.html

POLÍCIA FEDERAL ABRE CONCURSO PARA PERITO, DELEGADO E ESCRIVÃO


 

No total, são 600 vagas, com salários de até R$ 13.368,68. Inscrições começam no dia 18

RIO - A Polícia Federal publicou, no Diário Oficial da União desta segunda-feira, três editais de concursos públicos para um total de 600 vagas de nível superior. São 100 para o cargo de perito criminal federal, 150 para delegado e 350 para escrivão. Nos três casos, as inscrições poderão ser feitas do site do Cespe/UnB, escolhido como entidade organizadora do concurso, a partir do dia 18 deste mês, até 9 de julho. Para perito criminal federal e delegado, será cobrada taxa de R$ 150. Já para escrivão, a taxa é de R$ 125. Para a escolha de lotação serão disponibilizadas vagas, preferencialmente, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima e em unidades de fronteira. Confira abaixo os detalhes de cada cargo:

Perito - Para perito, o salário oferecido é de R$ 13.368,68 e o candidato deve ter diploma de conclusão de curso superior em ciências contábeis ou ciências econômicas; engenharia (agronômica, elétrica, eletrônica, telecomunicações, computação ou de redes de comunicação, civil e florestal ), ciências da computação, informática, análise de sistemas, geologia, engenharia química, química industrial ou química; biomedicina ou ciências biológicas, medicina; odontologia e farmácia. O candidato deve ter ainda carteira nacional de habilitação de categoria, no mínimo, B. O perito realiza exames periciais em locais de infração penal, exames em instrumentos utilizados, ou presumivelmente utilizados, na prática de infrações penais, procede pesquisas de interesse do serviço, coleta dados e informações necessários à complementação dos exames periciais, participa da execução das medidas de segurança orgânica e zela pelo cumprimento das mesmas, desempenha outras atividades que visem apoiar técnica e administrativamente as metas da Instituição Policial, bem como executa outras tarefas que lhe forem atribuídas. O concurso terá a primeira etapa, constituída de prova objetiva, prova discursiva, exame de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica e prova de títulos. A segunda etapa terá curso de formação profissional.

Delegado - No caso de delegado, o salário é de R$ 13.368,68 e o candidato deve ter nível superior em direito e carteira nacional de habilitação de categoria, no mínimo, B. O delegado instaura procedimentos de investigação, orientação e comando, supervisiona e executa missões de caráter sigiloso, participa na execução de medidas de segurança orgânica, entre outras atividades.
O concurso terá prova objetiva, prova discursiva, exame de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica, prova oral e avaliação de títulos. Na segunda etapa haverá o curso de formação profissional.

Escrivão - Para as 350 vagas de escrivão, o salário oferecido é de R$ 7.514,33 e os candidatos devem ter diploma de conclusão de curso superior em nível de graduação em qualquer área e carteira nacional de habilitação de categoria, no mínimo, B. O escrivão dá cumprimento às formalidades processuais, lavra termos, autos e mandados, observando os prazos necessários ao preparo, à ultimação e à remessa de procedimentos policiais de investigação, acompanha a autoridade policial, sempre que determinado, em diligências policiais, dirige veículos policiais, cumpre medidas de segurança orgânica, atua nos procedimentos policiais de investigação e desempenha outras atividades de natureza policial e administrativa, bem como executa outras tarefas que lhe forem atribuídas.

O concurso terá a primeira etapa, constituída de prova objetiva, prova discursiva, exame de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica e prova prática de digitação. A segunda etapa terá curso de formação profissional.

Além das provas objetivas e discursivas, os candidatos serão submetidos à investigação social e/ou funcional, de caráter unicamente eliminatório, no decorrer de todo o concurso público, desde a inscrição até o ato de nomeação. O candidato, a critério da administração, poderá ser avaliado em exame antidrogas no decorrer de todo o concurso público, desde a inscrição até o ato de nomeação, além da entrega do exame laboratorial. O candidato poderá ainda ser submetido a avaliações médica e psicológica complementares, de caráter unicamente eliminatório, durante o Curso de Formação Profissional.

A prova objetiva e a prova discursiva para todos os cargos terão serão aplicadas na data provável de 19 de agosto, em todas as capitais do país. Os locais e o horário de realização da prova objetiva e da prova discursiva serão publicados, em edital, no Diário Oficial da União e divulgados no site do Cespe/UnB, na data provável de 9 de agosto.





sábado, 9 de junho de 2012

PROTEGENDO AS MULHERES




Patrulha protegerá mulheres


PAZ EM CASA - A RECEITA DO VALE DO TAQUARI

Iniciativa que deve entrar em vigor em outubro tentará evitar as “mortes anunciadas” causadas por conflitos domésticos no RS


KAMILA ALMEIDA - ZERO HORA 09/06/2012

Uma ronda disposta a colocar ordem nos lares gaúchos vem sendo idealizada e deve entrar em vigor até outubro. Batizada de Patrulha Maria da Penha, em referência à lei que trata dos direitos de mulheres vítimas de violência, a ação pretende atuar em áreas mais críticas do Rio Grande do Sul para evitar as mortes anunciadas. A iniciativa partiu da Secretaria da Segurança Pública, que tem por meta alterar o atual quadro, em que 91% das mulheres assassinadas no Rio Grande do Sul já haviam procurado a polícia.

– Queremos nos antecipar para que conflitos mais leves não evoluam para lesões corporais graves até o homicídio. Para isso, programamos uma política forte de governo que vai atacar o crime antes que ele ocorra. O Judiciário será nosso forte aliado em uma atitude pioneira no país – destacou o secretário Airton Michels.

Funcionará assim: toda a vez que uma medida protetiva, que impede o homem de se aproximar da mulher, for concedida, o Tribunal de Justiça (TJ) informará automaticamente ao sistema de consultas integradas da segurança pública. Assim, quando uma vítima ligar para solicitar apoio da Brigada Militar no atendimento de uma ocorrência, aquele que atender a ligação poderá ter uma noção do risco que a pessoa está correndo.

Além disso, visitas sistemáticas à casa das vítimas serão programadas para que elas se sintam efetivamente protegidas.

Uma experiência bem próximo do que quer o governo do Estado já está funcionando no Vale do Taquari. O desafio foi aceito pela major Nádia Rodrigues Silveira Gerhard, comandante do 40° BPM, com sede em Estrela. Lá, o projeto se chama Operação Família em Paz (leia no quadro ao lado). A iniciativa foi implementada há um mês, mas Nádia já comemora os resultados: oito homens foram presos por desobediência à Lei Maria da Penha.

– Não adianta o juizado especial oferecer a medida se ela não é fiscalizada por alguém. O juiz diz que o agressor não pode se aproximar da vítima, mas quem vai garantir isso? Nossas mulheres agora têm uma cara, um história. A coragem em denunciar aumentou. – destaca Nádia.

A ação implantada em Estrela deu tão certo que será ampliada para 24 municípios do Vale do Taquari.

– A Brigada Militar é quem, geralmente, presta o primeiro atendimento a essas vítimas. Os policiais precisam estar preparados – diz a coordenadora das delegacias da mulher, Nadine Anflor.

Verba é aguardada para a formação de pessoal

Para auxiliar no projeto Patrulha Maria da Penha, é esperado um repasse de R$ 200 mil do governo federal a ser aplicado em formação de pessoal para atuar com mais sensibilidade na questão da mulher agredida, principalmente nos Territórios da Paz, áreas conflagradas em que há uma atuação especial da polícia.

O juiz-corregedor Marcelo Mairon Rodrigues destacou que o trabalho está sendo tratado como prioridade:

– Uma nova ferramenta está sendo criada para que o sistema onde tramitam os processos do Judiciário possa ser integrado ao consultas integradas. Não tem data para ocorrer, mas deve ser em breve.

Outras ações no Estado

Delegacia da Mulher itinerante – Equipe da Polícia Civil composta por uma delegada, duas escrivãs e dois inspetores visitam os bairros mais distantes e com índices elevados de violência em municípios onde há Delegacia da Mulher. Uma advogada, uma psicóloga e uma assistente social acompanham o atendimento dispensado à vítima.

Orientar para prevenir – São palestras em escolas, universidades e ambientes de trabalho realizadas pelas delegacias da Mulher. Em Porto Alegre, este ano, o foco das orientações voltou-se para empresas, dando preferência para estabelecimentos que empreguem uma quantidade expressiva de homens, como obras.

Pena aos agressores – O Judiciário de Bento Gonçalves obriga os agressores de mulheres a ouvirem essas palestras como parte da pena.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É a mesma história. Onde os outros órgãos públicos falham, lá está a Brigada Militar, preenchendo o espaço graças a gestores visionários e executores abnegados.



quinta-feira, 7 de junho de 2012

A MAIOR APREENSÃO DE DROGAS DA PC-RS




Cocaína apreendida em sítio de Candelária teria vindo da Bolívia Thiago Heinze/Especial 
Rota da droga 
Zero hora 06/06/2012 | 20h26

Cocaína apreendida em sítio de Candelária teria vindo da Bolívia

 

 Polícia apreendeu 412 quilos de drogas e desmontou um laboratório de produção de crack e um centro de distribuição de cocaína

Álisson Coelho - Foto: Thiago Heinze / Especial


Um sítio, com uma casa pequena e uma roça. Foi em um local simples e igual a centenas de outras propriedades rurais do interior do Estado que a Polícia Civil realizou a maior apreensão de drogas feita pela corporação no Estado. Foram 412 quilos de cocaína, crack e óxi encontrados na localidade Linha Curitiba, no interior de Candelária.

A droga estava acondicionada em barras medindo de 30cm x10 cm, envoltas por plástico e dentro de tonéis. Os tonéis foram enterrados com pouca profundidade no meio da lavoura, em uma profundidade que não ultrapassava cerca de 20 cm. Para encontrar a droga, porém, a polícia usou uma retroescavadeira. Como não sabia a profundidade em que a droga estava escondida, e nem a quantidade, foi preciso revirar todo o terreno. Em outros pontos, a cocaína pura estava dentro de baldes. A polícia localizou ainda quatro quilos de crack que estavam esfriando em formas, e logo seriam distribuídos.

A droga localizada no Vale do Rio Pardo seria parte de um esquema internacional de tráfico. A cocaína pura seria importada da Bolívia, sendo transportada de caminhão até o Rio Grande do Sul. No sítio parte dela era transformada, em um laboratório, em crack. Dali também funcionava um centro de distribuição de cocaína. Na Linha Curitiba a droga era entregue a pequenos traficantes, que abasteciam os vales do Rio Pardo e do Taquari. Parte do crack produzido também chegava à Região Metropolitana.

Pouco mais de 40 agentes da polícia deslocados de Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul e Rio Pardo chegaram à propriedade no início da manhã desta quarta-feira. A indicação do local veio através de um longo processo de investigação — que se intensificou após a prisão de um traficante em fevereiro. A polícia já saiba que havia um centro de distribuição de drogas na região, confirmada pelo traficante preso em fevereiro, mas as investigações avançaram também por um golpe de sorte. No mês passado um traficante morreu ao bater de moto em uma vaca, em um ponto próximo ao sítio. Ao investigar os sítios próximos perceberam na propriedade um forte esquema de segurança e começaram a monitorar o local.

— Estamos investigando há sete anos. Com este homem havia dois tijolos de crack e um de cocaína. Como o acidente foi no interior, passamos a acreditar que o laboratório ficava por perto— afirma o delegado regional do Vale do Rio Pardo, Julci Severo.

Dentro da casa a polícia encontrou, além do laboratório, insumos para a produção das drogas e 30 quilos de cocaína. Em seguida, cães farejadores mostrariam que a apreensão inicial não correspondia nem a 10% do estoque produzido no local. Embaixo de uma roça de milho, aipim e cana haviam outros 382 quilos.

Um dos distribuidores da droga, e considerado braço direito do principal traficante, foi preso. Lucas Júnior Oliveira, 24 anos, foi localizado em Venâncio Aires. No sítio outras duas pessoas foram presas. Nildo Jung, 52 anos, é apontado pela polícia como o "alquimista". Era dele a tarefa de transformar a cocaína em crack. Selges Jung, 54 anos, também foi presa no local. Nenhum deles, no entanto, seria o principal responsável pela operação de tráfico.

— Já identificamos o traficante principal e devemos pedir a prisão preventiva dele nos próximos dias— afirma o titular da Delegacia Especializada de Furto, Roubos e Capturas (Defrec) de Santa Cruz do Sul, Luciano Menezes.

A rota da droga 

- A cocaína pura seria produzida na Bolívia
- O transporte até o Estado seria feito de caminhão
- No sítio parte dela era transformada em crack e outra parte distribuída como cocaína
- Levada por pequenos distribuidores, a droga abastecia os vales do Rio Pardo e do Taquari
- Parte da produção de crack também era vendida na Região Metropolitana


Operação Predadores realiza maior apreensão de cocaína da história da Polícia Civil do Rio Grande do Sul - Fonte: Chefia de Polícia, 06/06/2012

Drogas enterradas

A Operação Predadores realizada, na manhã desta quarta-feira (6/6), desmantelou um laboratório de refino de cocaína, crack e oxi, em um sítio em Candelária. No local, foram apreendidos 412 kg de cocaína, a maior apreensão da história dessa droga, no Estado, mais crack, oxi e R$ 130 mil.

Participaram da operação, agentes da 16ª Delegacia de Polícia Regional, de Santa Cruz do Sul, coordenados pela delegado Julci Severo; da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos e Entorpecentes de Santa Cruz, coordenados pelo delegado Luciano Menezes; da Delegacia de Candelária, coordenados pelo delegado Paulo Schirrmann; da 4ª DIN/DENARC, coordenados pelo delegado Thiago Bennemann Gonçalves. Junto com as equipes estiveram os delegados Emerson Wendt (coordenador do Gabinete de Assuntos Estratégicos), representando a Chefia de Polícia, e o delegado Heliomar Franco (titular da Divisão de Investigação do Narcotráfico), representando o Departamento Estadual de Investigação de Narcotráfico.

Segundo o delegado Severo, a operação é resultado de uma investigação de sete anos, concluída com a localização do sítio, devido à prisão de um distribuidor das drogas em Veranópolis.

A polícia prendeu em flagrante um casal. Também foram encontrados 30 kg de cocaína e R$ 30 mil, em dinheiro, num depósito. Além disso, foi localizado o laboratório, com produtos para refino e 10 Kg da droga.

No entorno do sítio foram apreendidos o resto da cocaína e do dinheiro, guardados em baldes e enterrados. Uma retro-escavadeira e os cães do DENARC foram usados na procura.

A Polícia acredita que esse laboratório abastecia o narcotráfico em Taquari, Vale do Rio Pardo, Serra e até a Capital e Região Metropolitana. O valor de mercado da apreensão é de R$ 7 milhões de reais, bruto, e poderia chegar a R$ 15 milhões na revenda.
 













segunda-feira, 4 de junho de 2012

POLÍCIA CIVIL INTENSIFICA AÇÕES CONTRA HOMICÍDIOS

OFENSIVA CONTRA O CRIME - ÁLISSON COELHO - ZERO HORA 04/06/2012

Polícia Civil dá início a força-tarefa no Estado

Nove cidades gaúchas recebem reforços de agentes para intensificar a investigação de homicídios


Cerca de 18 meses após o anúncio do projeto de levar delegacias especializadas em homicídios para municípios gaúchos, uma força-tarefa da Polícia Civil começa a trabalhar na investigação de mortes em nove cidades. Os agentes se somam a 200 brigadianos que atuam desde 10 de maio nos locais onde os índices de assassinatos foram os maiores em 2011.

Nos primeiros quatro meses de 2012, os homicídios aumentaram 25,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Para conter a escalada da violência, municípios onde os índices são mais baixos cederam agentes que trabalharão por 120 dias em oito cidades da Região Metropolitana e outras três do Interior.

Neste momento, não serão criadas delegacias especializadas para investigar homicídios. Apenas Canoas está garantida como sede de um órgão do tipo.

– Não podemos criar nas comunidades a expectativa de que em breve terão uma delegacia especializada. O trabalho neste momento é uma resposta ao crescimento dos homicídios no Estado – afirma o chefe da Polícia Civil, Ranolfo Vieira Júnior.

Foram deslocados 72 agentes que atuarão até o final da força-tarefa, com custo de R$ 130 mil mensais em diárias. Após esse período, a polícia ganhará 750 novos agentes, que completarão o período de treinamento. A ofensiva vai se valer também do efetivo de agentes locais, que serão retirados do trabalho de rotina para atuar apenas em casos de homicídios.

Juntas, as cidades escolhidas responderam por 59,69% das mortes no ano passado. No interior, a ação inclui Caxias do Sul, na Serra, Passo Fundo, no Norte, e Pelotas, no Sul.

Há uma preocupação de que os municípios que cederam policiais possam ficar vulneráveis. Para a Chefia de Polícia, a retirada dos 72 policiais de suas delegacias não prejudicará o trabalho.

– Escolhemos locais que tinham possibilidade de ceder policiais. Esse efetivo corresponde a 1% dos agentes que temos no Estado. A retirada de uma pessoa de determinada delegacia não deve prejudicar o trabalho – ressalta Vieira Júnior.

Capital e Canoas ficam fora da ação

Mesmo com um aumento de 22 assassinatos no quadrimestre em relação a 2011 – o que representa elevação de 17,7% –, Porto Alegre ficou de fora da força-tarefa da Polícia Civil iniciada no dia 1º para conter o avanço dos homicídios no Estado.

Quando do anúncio da ofensiva das polícias Civil e Militar na Secretaria de Segurança Pública, em 8 de maio, a Capital havia sido incluída em uma lista de 11 cidades – com Alvorada, Canoas, Caxias do Sul, Guaíba, Gravataí, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, São Leopoldo e Viamão – que contariam com 72 agentes civis trabalhando exclusivamente na investigação de homicídios durante 120 dias.

Em Porto Alegre, a elucidação desses casos é atribuição do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) por meio das duas delegacias de Homicídios, que seguem com os mesmos efetivos. A explicação para isso foi dada pelo delegado Guilherme Wondracek, diretor do Deic.

Segundo ele, ficou definido que o incremento de pessoal ocorrerá a partir de setembro, quando uma nova turma de agentes conclui curso na Academia da Polícia Civil. O número de policiais não foi divulgado.

Além da Capital, Canoas também não ganhou reforço de agentes. O motivo é semelhante: a espera da formatura de novos policiais para colocar em funcionamento a nova Delegacia de Homicídios da cidade, explicou o delegado Antônio Vicente Vargas Nunes, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana.

As ações
POLÍCIA CIVIL
- 72 agentes recrutados no Interior, desde 1º de junho, reforçam delegacias de Alvorada, Caxias do Sul, Guaíba, Gravataí, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, São Leopoldo e Viamão, durante 120 dias para frear o avanço dos homicídios.
- Divididos em turmas de oito, os agentes cedidos atuam em funções administrativas, liberando os colegas que já trabalham nas DPs para as investigações de homicídios, pois eles estão mais familiarizados com os casos.
BRIGADA MILITAR
- A ofensiva da BM começou em 9 de maio, com remanejo de 200 PMs do Interior para Porto Alegre (75 PMs) e 125 PMs divididos entre Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Gravataí e Viamão.
- O trabalho tem duração prevista de 60 dias. PMs do interior formarão patrulhas de até quatro homens, coordenados por um superior do próprio batalhão da área.
- O Estado gastará R$ 1,3 milhão em diárias para os policiais civis e militares.
- A expectativa é de uma retração, a partir de julho, no número de homicídios em torno de 25%, o mesmo percentual de aumento este ano no Estado.


sábado, 2 de junho de 2012

COPA DE 2014 VIGIADA

REVISTA ISTO É, N° Edição:  2221, 02.Jun.12 - 11:38

Copa vigiada

Plano Estratégico de Segurança para a Copa do Mundo de 2014 prevê um policial para cada 30 torcedores em dias de grandes jogos

Adriana Nicacio
 

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SEGURANÇA
Apesar do policiamento ostensivo, Valdinho Caetano (abaixo),
responsável pelo evento, garante que a atuação será discreta

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Contrariando a tradição brasileira de deixar tudo para a última hora, o esquema de segurança para a Copa do Mundo de 2014 está sendo traçado com antecedência em seus mínimos detalhes. ISTOÉ teve acesso ao Plano Estratégico de Segurança preparado para o grande evento do futebol mundial. Com 53 mil policiais treinados em todo o País e pelo menos 50 mil homens de segurança privada convocados para auxiliar durante a Copa, o plano prevê a escala de um policial para cada grupo de 30 pessoas em dias de jogos expressivos. A Polícia Federal deverá cadastrar três mil vigilantes para acompanhar as torcidas dentro de cada estádio e nos complexos internos das arenas. Estão previstos ainda o uso de helicópteros com câmeras capazes de captar e estabilizar imagens durante o dia e a noite, com sensores infravermelhos ou térmicos, aviões não tripulados (Vants) e gruas gigantes com câmeras em locais de grande aglomeração. Haverá um comando-geral com sede em Brasília, num prédio que já está em construção. Apesar de todo esse aparato, inspirado no modelo europeu de segurança para eventos desse porte, a polícia não exibirá armas e só aparecerá ostensivamente em momentos de crise. “O policiamento será intenso, mas nossa atuação será bastante discreta. A Copa é uma festa e não vamos instalar um clima de guerra”, explicou à ISTOÉ o delegado federal Valdinho Jacinto Caetano, titular da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos.

Cada uma das 12 cidades-sede terá seu próprio centro de comando. Serão prédios, com mais de 500 metros quadrados, funcionando 24 horas por dia, de onde será possível controlar tudo o que ocorre nas cidades, com alta tecnologia, num sistema integrado entre as polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e funcionários das companhias de água, luz, telefone e gás. Os centros são inspirados na gestão de segurança de grandes cidades no Exterior, como Cidade do México, Nova York, Londres, Paris, Madri e Israel, para onde foram enviados especialistas brasileiros. “Vamos poder agir com uma rapidez jamais vista”, disse o coronel Ilídio Ferreira Vilaça, coordenador do projeto de construção do Centro de Controle Integrado de Pernambuco.

As ações das polícias no Brasil serão padronizadas e nos Estados todos os responsáveis pela segurança usarão a mesma frequência de rádio e terão acesso ao sistema i24 por 7, da Interpol, além de treinamento com o FBI e a Cruz Vermelha. “Faremos cursos antibomba, antitumulto e de demais situações de ameaças. Estamos extremamente preparados”, diz o delegado Caetano. Em Brasília, policiais já foram treinados para a segurança de autoridades, riscos químicos, biológicos, radiológicos e nucleares, num acordo de colaboração bilateral com os Estados Unidos. Em São Paulo, agentes do FBI deram treinamento a militares paulistas em caso de ataques terroristas e combate às armas de destruição em massa. De todo o aparato, o delegado Caetano acredita que o principal legado da segurança na Copa será a integração entre as forças de segurança do País. “A Copa representará um divisor de águas na segurança pública”, prevê.

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