Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

sábado, 9 de junho de 2012

PROTEGENDO AS MULHERES




Patrulha protegerá mulheres


PAZ EM CASA - A RECEITA DO VALE DO TAQUARI

Iniciativa que deve entrar em vigor em outubro tentará evitar as “mortes anunciadas” causadas por conflitos domésticos no RS


KAMILA ALMEIDA - ZERO HORA 09/06/2012

Uma ronda disposta a colocar ordem nos lares gaúchos vem sendo idealizada e deve entrar em vigor até outubro. Batizada de Patrulha Maria da Penha, em referência à lei que trata dos direitos de mulheres vítimas de violência, a ação pretende atuar em áreas mais críticas do Rio Grande do Sul para evitar as mortes anunciadas. A iniciativa partiu da Secretaria da Segurança Pública, que tem por meta alterar o atual quadro, em que 91% das mulheres assassinadas no Rio Grande do Sul já haviam procurado a polícia.

– Queremos nos antecipar para que conflitos mais leves não evoluam para lesões corporais graves até o homicídio. Para isso, programamos uma política forte de governo que vai atacar o crime antes que ele ocorra. O Judiciário será nosso forte aliado em uma atitude pioneira no país – destacou o secretário Airton Michels.

Funcionará assim: toda a vez que uma medida protetiva, que impede o homem de se aproximar da mulher, for concedida, o Tribunal de Justiça (TJ) informará automaticamente ao sistema de consultas integradas da segurança pública. Assim, quando uma vítima ligar para solicitar apoio da Brigada Militar no atendimento de uma ocorrência, aquele que atender a ligação poderá ter uma noção do risco que a pessoa está correndo.

Além disso, visitas sistemáticas à casa das vítimas serão programadas para que elas se sintam efetivamente protegidas.

Uma experiência bem próximo do que quer o governo do Estado já está funcionando no Vale do Taquari. O desafio foi aceito pela major Nádia Rodrigues Silveira Gerhard, comandante do 40° BPM, com sede em Estrela. Lá, o projeto se chama Operação Família em Paz (leia no quadro ao lado). A iniciativa foi implementada há um mês, mas Nádia já comemora os resultados: oito homens foram presos por desobediência à Lei Maria da Penha.

– Não adianta o juizado especial oferecer a medida se ela não é fiscalizada por alguém. O juiz diz que o agressor não pode se aproximar da vítima, mas quem vai garantir isso? Nossas mulheres agora têm uma cara, um história. A coragem em denunciar aumentou. – destaca Nádia.

A ação implantada em Estrela deu tão certo que será ampliada para 24 municípios do Vale do Taquari.

– A Brigada Militar é quem, geralmente, presta o primeiro atendimento a essas vítimas. Os policiais precisam estar preparados – diz a coordenadora das delegacias da mulher, Nadine Anflor.

Verba é aguardada para a formação de pessoal

Para auxiliar no projeto Patrulha Maria da Penha, é esperado um repasse de R$ 200 mil do governo federal a ser aplicado em formação de pessoal para atuar com mais sensibilidade na questão da mulher agredida, principalmente nos Territórios da Paz, áreas conflagradas em que há uma atuação especial da polícia.

O juiz-corregedor Marcelo Mairon Rodrigues destacou que o trabalho está sendo tratado como prioridade:

– Uma nova ferramenta está sendo criada para que o sistema onde tramitam os processos do Judiciário possa ser integrado ao consultas integradas. Não tem data para ocorrer, mas deve ser em breve.

Outras ações no Estado

Delegacia da Mulher itinerante – Equipe da Polícia Civil composta por uma delegada, duas escrivãs e dois inspetores visitam os bairros mais distantes e com índices elevados de violência em municípios onde há Delegacia da Mulher. Uma advogada, uma psicóloga e uma assistente social acompanham o atendimento dispensado à vítima.

Orientar para prevenir – São palestras em escolas, universidades e ambientes de trabalho realizadas pelas delegacias da Mulher. Em Porto Alegre, este ano, o foco das orientações voltou-se para empresas, dando preferência para estabelecimentos que empreguem uma quantidade expressiva de homens, como obras.

Pena aos agressores – O Judiciário de Bento Gonçalves obriga os agressores de mulheres a ouvirem essas palestras como parte da pena.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É a mesma história. Onde os outros órgãos públicos falham, lá está a Brigada Militar, preenchendo o espaço graças a gestores visionários e executores abnegados.



quinta-feira, 7 de junho de 2012

A MAIOR APREENSÃO DE DROGAS DA PC-RS




Cocaína apreendida em sítio de Candelária teria vindo da Bolívia Thiago Heinze/Especial 
Rota da droga 
Zero hora 06/06/2012 | 20h26

Cocaína apreendida em sítio de Candelária teria vindo da Bolívia

 

 Polícia apreendeu 412 quilos de drogas e desmontou um laboratório de produção de crack e um centro de distribuição de cocaína

Álisson Coelho - Foto: Thiago Heinze / Especial


Um sítio, com uma casa pequena e uma roça. Foi em um local simples e igual a centenas de outras propriedades rurais do interior do Estado que a Polícia Civil realizou a maior apreensão de drogas feita pela corporação no Estado. Foram 412 quilos de cocaína, crack e óxi encontrados na localidade Linha Curitiba, no interior de Candelária.

A droga estava acondicionada em barras medindo de 30cm x10 cm, envoltas por plástico e dentro de tonéis. Os tonéis foram enterrados com pouca profundidade no meio da lavoura, em uma profundidade que não ultrapassava cerca de 20 cm. Para encontrar a droga, porém, a polícia usou uma retroescavadeira. Como não sabia a profundidade em que a droga estava escondida, e nem a quantidade, foi preciso revirar todo o terreno. Em outros pontos, a cocaína pura estava dentro de baldes. A polícia localizou ainda quatro quilos de crack que estavam esfriando em formas, e logo seriam distribuídos.

A droga localizada no Vale do Rio Pardo seria parte de um esquema internacional de tráfico. A cocaína pura seria importada da Bolívia, sendo transportada de caminhão até o Rio Grande do Sul. No sítio parte dela era transformada, em um laboratório, em crack. Dali também funcionava um centro de distribuição de cocaína. Na Linha Curitiba a droga era entregue a pequenos traficantes, que abasteciam os vales do Rio Pardo e do Taquari. Parte do crack produzido também chegava à Região Metropolitana.

Pouco mais de 40 agentes da polícia deslocados de Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul e Rio Pardo chegaram à propriedade no início da manhã desta quarta-feira. A indicação do local veio através de um longo processo de investigação — que se intensificou após a prisão de um traficante em fevereiro. A polícia já saiba que havia um centro de distribuição de drogas na região, confirmada pelo traficante preso em fevereiro, mas as investigações avançaram também por um golpe de sorte. No mês passado um traficante morreu ao bater de moto em uma vaca, em um ponto próximo ao sítio. Ao investigar os sítios próximos perceberam na propriedade um forte esquema de segurança e começaram a monitorar o local.

— Estamos investigando há sete anos. Com este homem havia dois tijolos de crack e um de cocaína. Como o acidente foi no interior, passamos a acreditar que o laboratório ficava por perto— afirma o delegado regional do Vale do Rio Pardo, Julci Severo.

Dentro da casa a polícia encontrou, além do laboratório, insumos para a produção das drogas e 30 quilos de cocaína. Em seguida, cães farejadores mostrariam que a apreensão inicial não correspondia nem a 10% do estoque produzido no local. Embaixo de uma roça de milho, aipim e cana haviam outros 382 quilos.

Um dos distribuidores da droga, e considerado braço direito do principal traficante, foi preso. Lucas Júnior Oliveira, 24 anos, foi localizado em Venâncio Aires. No sítio outras duas pessoas foram presas. Nildo Jung, 52 anos, é apontado pela polícia como o "alquimista". Era dele a tarefa de transformar a cocaína em crack. Selges Jung, 54 anos, também foi presa no local. Nenhum deles, no entanto, seria o principal responsável pela operação de tráfico.

— Já identificamos o traficante principal e devemos pedir a prisão preventiva dele nos próximos dias— afirma o titular da Delegacia Especializada de Furto, Roubos e Capturas (Defrec) de Santa Cruz do Sul, Luciano Menezes.

A rota da droga 

- A cocaína pura seria produzida na Bolívia
- O transporte até o Estado seria feito de caminhão
- No sítio parte dela era transformada em crack e outra parte distribuída como cocaína
- Levada por pequenos distribuidores, a droga abastecia os vales do Rio Pardo e do Taquari
- Parte da produção de crack também era vendida na Região Metropolitana


Operação Predadores realiza maior apreensão de cocaína da história da Polícia Civil do Rio Grande do Sul - Fonte: Chefia de Polícia, 06/06/2012

Drogas enterradas

A Operação Predadores realizada, na manhã desta quarta-feira (6/6), desmantelou um laboratório de refino de cocaína, crack e oxi, em um sítio em Candelária. No local, foram apreendidos 412 kg de cocaína, a maior apreensão da história dessa droga, no Estado, mais crack, oxi e R$ 130 mil.

Participaram da operação, agentes da 16ª Delegacia de Polícia Regional, de Santa Cruz do Sul, coordenados pela delegado Julci Severo; da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos e Entorpecentes de Santa Cruz, coordenados pelo delegado Luciano Menezes; da Delegacia de Candelária, coordenados pelo delegado Paulo Schirrmann; da 4ª DIN/DENARC, coordenados pelo delegado Thiago Bennemann Gonçalves. Junto com as equipes estiveram os delegados Emerson Wendt (coordenador do Gabinete de Assuntos Estratégicos), representando a Chefia de Polícia, e o delegado Heliomar Franco (titular da Divisão de Investigação do Narcotráfico), representando o Departamento Estadual de Investigação de Narcotráfico.

Segundo o delegado Severo, a operação é resultado de uma investigação de sete anos, concluída com a localização do sítio, devido à prisão de um distribuidor das drogas em Veranópolis.

A polícia prendeu em flagrante um casal. Também foram encontrados 30 kg de cocaína e R$ 30 mil, em dinheiro, num depósito. Além disso, foi localizado o laboratório, com produtos para refino e 10 Kg da droga.

No entorno do sítio foram apreendidos o resto da cocaína e do dinheiro, guardados em baldes e enterrados. Uma retro-escavadeira e os cães do DENARC foram usados na procura.

A Polícia acredita que esse laboratório abastecia o narcotráfico em Taquari, Vale do Rio Pardo, Serra e até a Capital e Região Metropolitana. O valor de mercado da apreensão é de R$ 7 milhões de reais, bruto, e poderia chegar a R$ 15 milhões na revenda.
 













segunda-feira, 4 de junho de 2012

POLÍCIA CIVIL INTENSIFICA AÇÕES CONTRA HOMICÍDIOS

OFENSIVA CONTRA O CRIME - ÁLISSON COELHO - ZERO HORA 04/06/2012

Polícia Civil dá início a força-tarefa no Estado

Nove cidades gaúchas recebem reforços de agentes para intensificar a investigação de homicídios


Cerca de 18 meses após o anúncio do projeto de levar delegacias especializadas em homicídios para municípios gaúchos, uma força-tarefa da Polícia Civil começa a trabalhar na investigação de mortes em nove cidades. Os agentes se somam a 200 brigadianos que atuam desde 10 de maio nos locais onde os índices de assassinatos foram os maiores em 2011.

Nos primeiros quatro meses de 2012, os homicídios aumentaram 25,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Para conter a escalada da violência, municípios onde os índices são mais baixos cederam agentes que trabalharão por 120 dias em oito cidades da Região Metropolitana e outras três do Interior.

Neste momento, não serão criadas delegacias especializadas para investigar homicídios. Apenas Canoas está garantida como sede de um órgão do tipo.

– Não podemos criar nas comunidades a expectativa de que em breve terão uma delegacia especializada. O trabalho neste momento é uma resposta ao crescimento dos homicídios no Estado – afirma o chefe da Polícia Civil, Ranolfo Vieira Júnior.

Foram deslocados 72 agentes que atuarão até o final da força-tarefa, com custo de R$ 130 mil mensais em diárias. Após esse período, a polícia ganhará 750 novos agentes, que completarão o período de treinamento. A ofensiva vai se valer também do efetivo de agentes locais, que serão retirados do trabalho de rotina para atuar apenas em casos de homicídios.

Juntas, as cidades escolhidas responderam por 59,69% das mortes no ano passado. No interior, a ação inclui Caxias do Sul, na Serra, Passo Fundo, no Norte, e Pelotas, no Sul.

Há uma preocupação de que os municípios que cederam policiais possam ficar vulneráveis. Para a Chefia de Polícia, a retirada dos 72 policiais de suas delegacias não prejudicará o trabalho.

– Escolhemos locais que tinham possibilidade de ceder policiais. Esse efetivo corresponde a 1% dos agentes que temos no Estado. A retirada de uma pessoa de determinada delegacia não deve prejudicar o trabalho – ressalta Vieira Júnior.

Capital e Canoas ficam fora da ação

Mesmo com um aumento de 22 assassinatos no quadrimestre em relação a 2011 – o que representa elevação de 17,7% –, Porto Alegre ficou de fora da força-tarefa da Polícia Civil iniciada no dia 1º para conter o avanço dos homicídios no Estado.

Quando do anúncio da ofensiva das polícias Civil e Militar na Secretaria de Segurança Pública, em 8 de maio, a Capital havia sido incluída em uma lista de 11 cidades – com Alvorada, Canoas, Caxias do Sul, Guaíba, Gravataí, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, São Leopoldo e Viamão – que contariam com 72 agentes civis trabalhando exclusivamente na investigação de homicídios durante 120 dias.

Em Porto Alegre, a elucidação desses casos é atribuição do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) por meio das duas delegacias de Homicídios, que seguem com os mesmos efetivos. A explicação para isso foi dada pelo delegado Guilherme Wondracek, diretor do Deic.

Segundo ele, ficou definido que o incremento de pessoal ocorrerá a partir de setembro, quando uma nova turma de agentes conclui curso na Academia da Polícia Civil. O número de policiais não foi divulgado.

Além da Capital, Canoas também não ganhou reforço de agentes. O motivo é semelhante: a espera da formatura de novos policiais para colocar em funcionamento a nova Delegacia de Homicídios da cidade, explicou o delegado Antônio Vicente Vargas Nunes, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana.

As ações
POLÍCIA CIVIL
- 72 agentes recrutados no Interior, desde 1º de junho, reforçam delegacias de Alvorada, Caxias do Sul, Guaíba, Gravataí, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, São Leopoldo e Viamão, durante 120 dias para frear o avanço dos homicídios.
- Divididos em turmas de oito, os agentes cedidos atuam em funções administrativas, liberando os colegas que já trabalham nas DPs para as investigações de homicídios, pois eles estão mais familiarizados com os casos.
BRIGADA MILITAR
- A ofensiva da BM começou em 9 de maio, com remanejo de 200 PMs do Interior para Porto Alegre (75 PMs) e 125 PMs divididos entre Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Gravataí e Viamão.
- O trabalho tem duração prevista de 60 dias. PMs do interior formarão patrulhas de até quatro homens, coordenados por um superior do próprio batalhão da área.
- O Estado gastará R$ 1,3 milhão em diárias para os policiais civis e militares.
- A expectativa é de uma retração, a partir de julho, no número de homicídios em torno de 25%, o mesmo percentual de aumento este ano no Estado.


sábado, 2 de junho de 2012

COPA DE 2014 VIGIADA

REVISTA ISTO É, N° Edição:  2221, 02.Jun.12 - 11:38

Copa vigiada

Plano Estratégico de Segurança para a Copa do Mundo de 2014 prevê um policial para cada 30 torcedores em dias de grandes jogos

Adriana Nicacio
 

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SEGURANÇA
Apesar do policiamento ostensivo, Valdinho Caetano (abaixo),
responsável pelo evento, garante que a atuação será discreta

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Contrariando a tradição brasileira de deixar tudo para a última hora, o esquema de segurança para a Copa do Mundo de 2014 está sendo traçado com antecedência em seus mínimos detalhes. ISTOÉ teve acesso ao Plano Estratégico de Segurança preparado para o grande evento do futebol mundial. Com 53 mil policiais treinados em todo o País e pelo menos 50 mil homens de segurança privada convocados para auxiliar durante a Copa, o plano prevê a escala de um policial para cada grupo de 30 pessoas em dias de jogos expressivos. A Polícia Federal deverá cadastrar três mil vigilantes para acompanhar as torcidas dentro de cada estádio e nos complexos internos das arenas. Estão previstos ainda o uso de helicópteros com câmeras capazes de captar e estabilizar imagens durante o dia e a noite, com sensores infravermelhos ou térmicos, aviões não tripulados (Vants) e gruas gigantes com câmeras em locais de grande aglomeração. Haverá um comando-geral com sede em Brasília, num prédio que já está em construção. Apesar de todo esse aparato, inspirado no modelo europeu de segurança para eventos desse porte, a polícia não exibirá armas e só aparecerá ostensivamente em momentos de crise. “O policiamento será intenso, mas nossa atuação será bastante discreta. A Copa é uma festa e não vamos instalar um clima de guerra”, explicou à ISTOÉ o delegado federal Valdinho Jacinto Caetano, titular da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos.

Cada uma das 12 cidades-sede terá seu próprio centro de comando. Serão prédios, com mais de 500 metros quadrados, funcionando 24 horas por dia, de onde será possível controlar tudo o que ocorre nas cidades, com alta tecnologia, num sistema integrado entre as polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e funcionários das companhias de água, luz, telefone e gás. Os centros são inspirados na gestão de segurança de grandes cidades no Exterior, como Cidade do México, Nova York, Londres, Paris, Madri e Israel, para onde foram enviados especialistas brasileiros. “Vamos poder agir com uma rapidez jamais vista”, disse o coronel Ilídio Ferreira Vilaça, coordenador do projeto de construção do Centro de Controle Integrado de Pernambuco.

As ações das polícias no Brasil serão padronizadas e nos Estados todos os responsáveis pela segurança usarão a mesma frequência de rádio e terão acesso ao sistema i24 por 7, da Interpol, além de treinamento com o FBI e a Cruz Vermelha. “Faremos cursos antibomba, antitumulto e de demais situações de ameaças. Estamos extremamente preparados”, diz o delegado Caetano. Em Brasília, policiais já foram treinados para a segurança de autoridades, riscos químicos, biológicos, radiológicos e nucleares, num acordo de colaboração bilateral com os Estados Unidos. Em São Paulo, agentes do FBI deram treinamento a militares paulistas em caso de ataques terroristas e combate às armas de destruição em massa. De todo o aparato, o delegado Caetano acredita que o principal legado da segurança na Copa será a integração entre as forças de segurança do País. “A Copa representará um divisor de águas na segurança pública”, prevê.

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NOS TEMPOS DAS GALINHAS PRETAS

Nos tempos das galinhas pretas.

WANDERLEY SOARES, O SUL, Porto Alegre, Sábado, 02 de Junho de 2012.
Línguas ferinas chegam a dizer que, ainda hoje, há remanescentes desses rituais.

Histórias de "corpos fechados" permeiam as biografias secretas de políticos, jornalistas, policiais e bandidos de tempos idos. Isso sempre esteve ligado ao extremo risco que ainda hoje compreende o exercício dessas atividades. Pais e mães de santo eram procurados à socapa por esses profissionais que buscavam se proteger com armas invisíveis contra inimigos conhecidos ou mesmo ocultos. Havia grandes tramas nisso, pois de tempos em tempos, por exemplo, a mesma mãe-de-santo fechava o corpo de um policial e de um bandido. Línguas ferinas chegam a dizer que, ainda hoje, há remanescentes desses rituais. Talvez um dia, aqui em minha torre, venha a meditar e a falar mais sobre isso. Hoje, apenas registro um fato que me fez lembrar até mesmo das galinhas pretas cacarejando nas encruzilhadas. Sigam-me.

Receita

Durante buscas realizadas na noite de quarta-feira última, em Osório, agentes de inteligência do 8 BPM e da 1 DP daquele município encontraram um bilhete, grosseiramente redigido, em que havia a receita de uma simpatia para manter a polícia distante da casa de duas mulheres envolvidas em tráfico de drogas. A prescrição era mais ou menos assim: um pouco de sal grosso; um pouco de vinagre; um pouco de alho e azeite de dendê. Tudo isso reunido, o complemento deveria ser feito com uma reza brava para "pai Ogum" impedir possíveis invasões de policiais. Com isso se constata que a bandidagem conta, inclusive com forças invisíveis. De outra banda, é possível que em muitas áreas da cidade esta receita está sendo acreditada, o que se deduz pela raridade do policiamento em nossas ruas, especialmente após o pôr do sol.

Maconha

Um homem foi preso, durante a madrugada de ontem, com 1,2 kg de maconha na Vila Cai-cai, Loteamento Cavalhada, Zona Sul da Capital. A prisão ocorreu no início da madrugada. Segundo a Brigada Militar, o traficante tem antecedentes criminais por furto e posse de entorpecentes.

Dúvidas

A Polícia Civil realizou quatro operações. Ontem, com o objetivo de desarticular quadrilhas de traficantes de drogas. As ações ocorreram nos municípios de Dom Pedrito, Cruz Alta, Santo Ângelo e Bom Jesus, totalizando 257 criminosos detidos. Entre os presos está um ex-vereador de Bom Jesus. Durante as diligências, foram apreendidas drogas, armas, tocas ninjas e produtos contrabandeados. Ações como essa nunca deixam de gerar dúvidas sobre a validade de reforçar o policiamento ostensivo na Capital e Região Metropolitana retirando parte do efetivo do interior do Estado.

Ronda

Ontem estive no café da manhã alusivo ao 14 aniversário do 19 BPM da Brigada Militar, unidade das tropas da Zona Leste da Capital comandada pelo tenente-coronel Alberto da Costa Iriart. Cada vez que faço uma dessas rondas, longe de minha torre, convenço-me mais de que há profissionais real e integralmente cumprindo seu papel na segurança pública, não como apêndices privilegiados e perfumados da sociedade, mas como cidadãos absolutamente conscientes e orgulhosos da carreira suada e empoeirada que resolveram seguir.

FORMANDO POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS

ZERO HORA, 02 de junho de 2012 | N° 17088

AGENTES NA ESTRADA

PRF realiza curso para formar policiais


Começou ontem, com aula magna proferida pelo vice-governador do Estado, Beto Grill, um curso de formação de novos policiais rodoviários federais. A turma, com 250 candidatos aprovados no concurso de 2009, terá aulas na Ulbra, em Canoas.

Outras duas turmas com 250 alunos cada deram início ontem ao mesmo curso em Goiás e em Brasília, totalizando 750 aspirantes à carreira no país. Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a formação será concluída em setembro e, dos novos agentes aprovados, cerca de 80 devem ser lotados em postos no Rio Grande do Sul.

Durante o curso, os alunos recebem uma bolsa que representa metade do salário dos agentes, que hoje gira em torno de R$ 5 mil. A expectativa é de que um outro curso com mais 750 candidatos seja iniciado neste ano.

No Estado, a PRF não recebe novos agentes desde 2006.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A conclusão do curso é para setembro. É bem vinda esta turma já que a ausência de policiais rodoviários nas rodoviárias federais é reclamada pela sociedade em todo o Brasil. O problema é que os policiais rodoviários cuja função precípua é a segurança do trânsito nas rodovias federais estão sendo desviados para o controle de crimes. Eu entendo como desperdício uma polícia bem equipada, bem paga e bem esquipada como a PRF fazendo policiamento de trânsito em área de responsabilidade federativa dos Estados e municípios, violando princípios constitucionais que regem a República Federativa do Brasil. Por este motivo defendo a passagem do exercício do policiamento das rodovias para as Polícias Militares, transformando a PRF em Polícia Nacional de Fronteiras que ocupará as linhas de fronteiras e pontos estratégicos próximos à fronteira, onde cumprirá função de responsabilidade federal e com todas as condições administrativas e operacionais. O povo brasileiro apaudirá esta iniciativa pois hoje as fronteiras estão abertas ao crime.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

INFILTRADO

 
ZERO HORA, 31 de maio de 2012 | N° 17086

DROGAS

Policial se passa por viciado para prender traficantes


Para os traficantes, o homem que entrava no Condomínio Princesa Isabel, no bairro Azenha, em Porto Alegre, na noite de terça, era só mais um usuário em busca de droga. Ele passou pelos olheiros da boca e só depois revelou ser policial. Essa foi a estratégia do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) para derrubar um ponto que vendia a cocaína conhecida como “veneno” ou “diaba”, pelo alto teor de pureza.

Dois homens foram presos com 39 buchas de cocaína, quatro pedras de crack, 15 tijolos de maconha e R$ 195 em moedas e notas de baixo valor.