Neste Blog rendemos a nossa homenagem aos Gestores e Agentes Policiais que, apesar das dificuldades internas, das leis brandas, do enfraquecimento da autoridade, dos salários baixos, do fracionamento do ciclo policial e das mazelas do Judiciário que discriminam e alijam as forças policiais do Sistema de Justiça Criminal impedindo a continuidade e a eficácia dos esforços contra o crime, dedicam suas vidas na proteção do cidadão, na preservação da ordem pública e na defesa do povo, das Instituições e do Estado, em prol da almejada PAZ SOCIAL no Brasil.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

SEM POLÍCIA NÃO HÁ SEGURANÇA

DIÁRIO CATARINENSE 22/08/2017- 02h40min

Dia S: Sem polícia não há segurança

Moacir Pereira




Foto: Guto Kuerten / Divulgação

A Síria é aqui. Em 2016, foram 60 mil assassinatos no Brasil. Este ano, só no primeiro semestre, mais de 30 mil mortes violentas. O recorde pode ser desgraçadamente quebrado numa das estatísticas mais trágicas do planeta. O aumento da violência no Brasil tem relação direta com a impunidade. É consequência da ausência de autoridade. E do péssimo exemplo de lideranças políticas, que apoiam as invasões ilegais, que se congratulam com ilícitos penais e quando silenciam diante da monumental roubalheira que ofende os brasileiros honestos.

Mas é, sobretudo, fruto de uma legislação desatualizada, que protege mais o bandido do que a autoridade de segurança, que dá mais regalias para os criminosos do que os agentes da ordem pública, que se preocupa mais com os delinquentes do que com os homens da lei.

Agride a inteligência humana ver policiais militares serem fuzilados sem piedade por traficantes, enquanto os facínoras, livres e soltos, protegidos por serem menores de idade, celebram seus atos repugnantes. Ofende a cidadania verificar policiais militares respondendo a inquéritos em suas corporações porque puxaram a orelha de criminosos.

A sociedade também está doente. Quando os Direitos Humanos assistem mais os bandidos do que os policiais, civis e militares, há uma completa inversão de valores, princípios jurídicos. Quer policiamento ostensivo fardado, mas não blinda policiais e suas famílias.

Não há alternativa: ou todos valorizam, defendem e prestigiam os agentes da segurança ou a bandidagem continuará agindo em terreno fértil, protegida por uma legislação leniente e pela omissão da cidadania.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

USO DA TECNOLOGIA CONTRA O CRIME

Três exemplos do uso de tecnologia para combater a criminalidade

Polícias de Santa Catarina, São Paulo e Canoas  buscam opções para modernizar e agilizar o trabalho das corporações da segurança pública cada vez mais fragilizadas pela falta de pessoal 

Por: Schirlei Alves
ZERO HORA 18/09/2016 - 21h58min | Atualizada em 19/09/2016 - 03h03min
Três exemplos do uso de tecnologia para combater a criminalidade Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Em Santa Catarina, projeto PM Mobile possibilita registro e impressão de boletim de ocorrência na hora nas viaturasFoto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS
Entre profissionais que experimentam projetos inovadores na área da segurança para aprimorar o trabalho das forças policiais no país, uma reflexão é comum: a tecnologia não substitui o policial, mas pode facilitar o trabalho dele. Com efetivo cada vez mais deficitário, o jeito é agilizar as ações e qualificar a produtividade. E um simples aplicativo de conversa no celular pode se transformar em aliado quando a comunicação é peça-chave na atividade. 
Em meio a escalada de violência no Estado, em especial em Porto Alegre, que tem contado com apoio da Força Nacional de Segurança para tentar reduzir os índices de criminalidade, a reportagem foi em busca de exemplos em que a tecnologia ajuda no combate ao crime.
Confira abaixo inovações implantadas pelas polícias militares de Santa Catarina, que tem modernizado o policiamento ostensivo por meio de um aplicativo em celulares e tablets, e de São Paulo, que otimizou recursos com registro de flagrantes por videoconferência em cidades sem delegados de plantão. 
Há ainda um exemplo gaúcho, de Canoas, que decidiu aproveitar a gratuidade do WhatsApp para estabelecer canal de interação com a comunidade e, assim, ter acesso rápido e fácil a denúncias.
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Ocorrência em um clique em Santa Catarina
Em tablets e smartphones, PMs de Santa Catarina podem consultar câmeras, placas de veículos e mapear ações nas cidadesFoto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Os policiais militares de Santa Catarina estão dando adeus ao jeito convencional de registrar ocorrência. Os protocolos em papel e parte das funções realizadas pelo rádio transmissor, estão sendo substituídos por um aplicativo instalado em tablets e smartphones. A Polícia Militar (PM) garante que reduziu pela metade o tempo de atendimento de uma ocorrência. O PM Mobile está sendo testado pela Brigada Militar de Caxias do Sul. 
– Além de diminuir o tempo de atendimento, qualificou a informação que entra no sistema. Tivemos economia de papel e de recursos humanos, já que eliminamos processos de retrabalho. É mais tempo disponível com menos esforço – diz o capitão Joamir Campos, responsável pelo setor de inovação tecnológica da PM catarinense. 
O aplicativo possibilita acesso a câmeras de monitoramento das cidades, informações de procurados, mapa de localização das viaturas mais próximas e GPS. Uma impressora térmica acoplada ao veículo disponibiliza o boletim de ocorrência na hora, e os policiais ainda podem registrar provas de crimes por meio de áudio e vídeo.
Para colocar o projeto em prática em 70% do Estado, a PM contou com investimentos do Poder Judiciário e do Ministério Público. A expectativa é alcançar 100% das guarnições até março do ano que vem.– Nada substitui o ser humano. Mas a tecnologia agiliza o tempo de resposta à sociedade – avalia Elisandro Lotin, diretor da Associação dos Praças de Santa Catarina.
Depoimento a distância em São Paulo
Por videoconferência, delegado em São Sebastião registra flagrantes feitos em Ilhabela, Ubatuba e CaraguatatubaFoto: Sérgio Lopes / Polícia Civil de São Paulo
A Polícia Civil paulista implantou salas de videoconferência em delegacias de quatro cidades do litoral norte do Estado. Por meio de webcam, o delegado que está na central montada na delegacia de São Sebastião, toma o depoimento de presos em flagrante e dos policiais responsáveis pelas ocorrências em Ilhabela, Ubatuba e Caraguatatuba. Sem o recurso, as guarnições teriam de percorrer distâncias que chegam a 200 quilômetros. O projeto foi implantado há um mês, no turno da noite. A expectativa é ampliar para todos os horários.
– Onde havia necessidade de cinco (policiais), fica um. Libera pessoal para trabalhar na atividade fim, que é a investigação – destaca o delegado assistente da Delegacia Seccional de São Sebastião Odair Bruzos.
O Sindicato dos Delegados de São Paulo e órgãos de defesa se manifestaram contra o projeto por acreditarem que a transmissão prejudica o direito do preso. 
– O contato do ser humano com outro ser humano é imprescindível em um momento como esse – contesta o presidente do sindicato, George Melão.
WhatsApp é aliado em Canoas
Central de monitoramento municipal filtra informações e denúncias recebebidas por meio de grupos no aplicativoFoto: Lauro Alves / Agencia RBS
A Secretaria de Segurança Pública de Canoas, na Região Metropolitana, criou grupos de WhatsApp que são monitorados por guardas municipais. Dois agentes são encarregados de observar os 26 grupos abastecidos por quase 5 mil moradores. Eles filtram as informações e utilizam as câmeras de monitoramento das ruas para checar as denúncias. O canal de interação com a comunidade foi criado no início de 2015. Os integrantes dos grupos foram capacitados por meio de oficinas. 
– O contato serve tanto para receber informação como para gerar. Já utilizamos o canal para desfazer boatos de arrastão, por exemplo. Não dá para ficar no mundo analógico enquanto a sociedade está no mundo digital – constata o secretário de Segurança, Alberto Kopittke.
Outra ferramenta de interação com a comunidade deve ser posta em prática até o final do ano. Cerca de 40 alarmes comunitários serão instalados em quatro bairros da cidade. Em torno de mil moradores devem ser capacitados para acionar o alarme, que será integrado com a central de monitoramento, toda vez que houver situação de perigo.
Em 2009, Canoas chegou a instalar um detector de tiros conhecido como ¿shotspotter¿, muito utilizado nos Estados Unidos. A tecnologia americanadeixou de funcionar no final do ano passado porque a licença de uso do equipamento ficou cara.

domingo, 27 de dezembro de 2015

TÉCNICAS DE INTERROGATÓRIO POLICIAL





DISCOVERY BRASIL


Um aspecto importante do trabalho policial envolve falar com vítimas, testemunhas e suspeitos de um crime. Quer seja um acidente de trânsito ou um homicídio, o relato oculta a verdade que o investigador precisa descobrir para solucionar o caso. A linha de interrogatório depende de cada situação e do caráter dos envolvidos. Interrogar um suspeito de estupro não é a mesma coisa que entrevistar uma mulher ou uma criança.

Algumas técnicas de interrogatório vêm ganhando destaque nos últimos anos. Elas diferem quanto à observação do comportamento do suspeito e a condução do interrogatório. As principais são a técnica cinestética e a técnica de Reid.

TÉCNICA CINESTÉTICA

A técnica cinestética reconhece e interpreta uma ampla gama de comportamentos físicos e verbais, consistentes e inconsistentes, para verificar se o suspeito está mentindo ou dizendo a verdade. Nenhuma das indicações obtidas pode ser considerada prova conclusiva, mas o conjunto de reações do suspeito permite ao investigador interpretar, com certo grau de certeza, se ele está agindo de maneira evasiva ou falsa.


Em linhas gerais, a técnica consiste nos seguintes elementos:


1. Comportamento verbal

A técnica cinestética analisa sobretudo o modo de falar do suspeito: insegurança, silêncios repentinos, excesso de camaradagem, perguntas respondidas com outras perguntas, iniciar uma frase repetindo a pergunta ou invocando o nome de Deus.

2. Respostas divergentes.

As respostas de um interrogatório podem ser enquadradas em dois padrões de comportamento. O interrogador pode afirmar, por exemplo, que as impressões digitais do suspeito estavam na maçaneta da portam da vítima. Se o suspeito não estiver envolvido no fato, dirá que é impossível, caso contrário, inventará algum tipo de desculpa. O interrogador também pode criar armadilhas com perguntas falsas para obter uma confissão, uma prática que não é legal. Ele pode afirmar, por exemplo, que o suspeito foi visto entrando em uma sala quando isso não é verdade.

3. Comportamento não verbal

O interrogador observa a linguagem corporal do suspeito em perguntas difíceis e compara sua reação com a forma como responde a perguntas normais, não intimidadoras, para tentar determinar padrões de comportamento. Por exemplo, o suspeito pode estar mentindo se estiver relaxado e, em seguida, cruzar os braços após uma pergunta difícil, ou esfregar o nariz sempre que nega seu envolvimento no caso.



TÉCNICA REID - A técnica de Reid começa com uma entrevista descontraída, livre de acusações para, no momento adequado, dar lugar a uma linha de interrogatório que consiste em nove etapas.

1. Confrontação positiva

O investigador afirma que o suspeito é culpado, avalia sua reação e continua a fazer afirmações que permitam explicar e provar por que ele cometeu o crime. O método, chamado de “declaração de transição”, visa obter uma admissão de culpa do suspeito.

2. Desenvolvimento de um tema


O investigador interpreta o tipo de personalidade do suspeito e o induz a dar mais explicações sobre aspectos que minimizam ou justificam o crime. É provável que o suspeito confesse depois de racionalizar e perceber que pode ser responsabilizado pelos fatos. O investigador pode, por exemplo, afirmar que outras pessoas teriam feito o mesmo em seu lugar.


3. Controle de negação


O investigador tenta convencer o suspeito de que não é conveniente negar seu envolvimento no caso. A tentativa de negação do suspeito através de gestos para chamar a atenção, busca de contato visual ou abrindo a boca como se quisesse falar, deve ser interrompida pelo investigador com um comentário de reprovação.O investigador pode dizer algo como “antes que você diga qualquer coisa, deixe-me explicar a gravidade da situação”, fazendo um gesto com a mão para que pare de falar e evitando o contato visual com o suspeito.

4. Objeção iminente

O investigador deve racionalizar os argumentos do suspeito para descartar suas desculpas e motivos para negar a acusação.

5. Atenção

O investigador deve manter a atenção do suspeito. Permanecer em silêncio, evitar o contato visual ou cruzar as pernas pode indicar que o suspeito está pensando em outra coisa. Para atrair sua atenção, o interrogador deve utilizar técnicas invasivas de aproximação, como colocar a mão sobre o ombro do suspeito, aproximar a cadeira ou se movimentar dentro de seu campo visual. Também são utilizadas técnicas verbais para dominar e controlar a atenção do suspeito.

6. Passividade

O comportamento passivo do suspeito pode indicar que ele está pronto para admitir sua culpa. Nessas circunstâncias, o interrogador deve fazer um resumo dos motivos que levaram o suspeito a cometer o crime e observar atentamente suas reações de aprovação ou negação.

7. Perguntas alternativas

O investigador faz uma pergunta com duas respostas possíveis, ambas incriminadoras. Por exemplo, “Você pagou o que devia ou gastou o dinheiro se divertindo?”. Em qualquer caso, o suspeito admite a culpa.

8. Detalhamento de eventos

O investigador deve identificar discrepâncias e incoerências na história contada pelo suspeito para esclarecer detalhes incriminadores antes de obter uma confissão completa. O método consiste em utilizar palavras que reduzam a carga emocional dos fatos. O investigador pode perguntar quantas vezes o suspeito apertou o gatilho em vez de dizer quantas vezes atirou à queima-roupa.


9. Confissão escrita

Nesta etapa, é muito importante incluir uma confissão assinada pelo suspeito com detalhes sobre o crime que apenas ele conhece. O documento deve representar uma admissão de culpa espontânea do suspeito, para evitar que seja rejeitado em um tribunal, posteriormente.



OUTRAS TÉCNICAS


Silêncio


A maioria das pessoas não se sente pouco à vontade em silêncio e começa a falar apenas para quebrar a tensão.

Empatia

Minimizar o sentimento de culpa pelo comportamento ilícito para facilitar a obtenção da confissão. O interrogador pode, por exemplo, contar uma experiência pessoal.

Apelar para as emoções e a espiritualidade

A culpa pode pesar na consciência do suspeito, e o interrogador pode recorrer a afirmações como “sei que você é uma pessoa boa e isso está te afetando. Você vai se sentir melhor se desabafar”.

Mostrar sinais de culpa

Para aumentar a pressão, o interrogador informa que o suspeito está demonstrando sinais que revelam sua culpa.

Afirmar que sabe de tudo

Depois de fazer uma pergunta, o investigador pode dizer que já sabe a resposta. Pode afirmar, por exemplo, que já interrogou outras pessoas sobre o caso.

Oferecer uma chance para o acusado mentir

O interrogador pode sugerir um cenário e uma situação que ele sabe ser falsa para ver se o suspeito concorda. Um investigador deve conhecer, aprender e aplicar estas e outras técnicas para desenvolver seu próprio estilo de interrogatório.



Saiba mais sobre os métodos que arrancam a verdade de qualquer suspeito em “Motivos para Matar”, todos os sábados, às 21 horas, no ID.

domingo, 4 de outubro de 2015

GUARDA MUNICIPAL NA PREVENÇÃO DA SEGURANÇA

CORREIO DO POVO 03/10/2015

Guarda Municipal usa tecnologia para combater o crime na Capital. Agentes são responsáveis pelo patrulhamento em escolas, postos de saúde e parques



Agentes ganharão o reforço de mais câmeras de monitoramento em dois parques da Capital | Foto: Samuel Maciel


Força auxiliar no sistema de segurança pública, a Guarda Municipal de Porto Alegre comemora 123 anos no próximo dia 3 de novembro, apostando na capacitação do efetivo e em tecnologia. O titular da Secretaria Municipal de Segurança (SMSeg), José Freitas, destaca a importância do trabalho de “prevenção na segurança”. Este item foi conferido à instituição desde agosto do ano passado pelo Estatuto Geral das Guardas Municipais, contido na lei federal 13.022. Segundo o secretário, trata-se de garantir pela legislação um “aspecto legal do que já é realizado”. Freitas lembra que os guardas municipais deparam-se diariamente com ocorrências de assaltos e acidentes de trânsito. “Eles têm preparação, mas sempre atuam na prevenção”, ressalta Freitas.

Um passo rumo à modernização é a mudança tecnológica do sistema de alarme nos prédios públicos municipais, cujo monitoramento é feito pela Guarda Municipal. “É uma ferramenta muito eficaz e que tem possibilitado flagrantes”, observa Freitas. O secretário da SMSeg destaca que a vigilância por câmeras é feita através do monitoramento direto dos agentes, que atuam no Centro Integrado de Comando (Ceic) e na Central de Monitoramento da Guarda. A vigilância é reforçada pelo compartilhamento das imagens com a Brigada Militar.

Freitas ressalta o investimento com a instalação de 38 novas câmeras pela prefeitura em dois parques de Porto Alegre. No da Redenção, o número de equipamentos subirá de 8 para 29. No Parque Marinha do Brasil passará de 6 para 9 câmeras. Os recursos aplicados ficam em torno de R$ 3 milhões.

O efetivo da Guarda Municipal é de 500 agentes, que estão distribuídos em 11 áreas da cidade. A Guarda é responsável por patrulhar e vigiar 24 horas por dia cerca de 600 locais sob responsabilidade do poder público municipal, como por exemplo 97 escolas, 140 postos de saúde, entre outros locais.

Nosso trabalho é diferenciado

No primeiro semestre deste ano, a Guarda Municipal de Porto Alegre efetuou 16 prisões por pichação, furto, invasão e dano ao patrimônio público, além de desacato e depredação. Em 2014, o número de detenções ficou em 56, sendo ainda realizados 90.335 encaminhamentos. O número 153 é conhecido como Disque Pichação na Capital. Ele foi implantado em 25 de maio de 2006, e passará a ter ligação gratuita.

O comandante da Guarda Municipal da Capital, Luiz Antônio Pithan, que já exerceu anteriormente o cargo, pretende otimizar o trabalho dentro dos limites constitucionais. “Prestar o melhor serviço possível”, acentua. Na sua opinião, a adoção cada vez maior de tecnologia de ponta é irreversível. Cita como exemplo, a conjugação de monitoramento por câmera e alarme, que possibilita liberar os guardas municipais para outras ações. Antes, eles eram obrigados a ficar parados a madrugada inteira dentro de uma escola.

Segundo Pithan, o Estatuto Geral das Guardas Municipais não alterou o trabalho realizado na Capital. “A nossa Guarda é diferenciada das outras no país, devido ao atendimento de outras ocorrências no contexto da segurança pública”, explica.

Uma novidade é que o telefone 153 deverá ter ligação gratuita até o final deste ano. A Anatel deu prazo até 24 de novembro para que as operadoras de telefonia fixa e móvel suspendam a cobrança e programem como “serviço público de emergência” o código 153. Este é usado pelas guardas municipais de todo o país. A determinação é resultado da publicação do Estatuto Geral das Guardas Municipais brasileiras.

Projeto atende estudantes


A Guarda apresentou muitas mudanças no decorrer dos anos. Um dos exemplos é o Núcleo de Ações Preventivas (NAP). A seção foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Segurança de Porto Alegre em 2007. O NAP atua na rede municipal de ensino. O Núcleo desenvolve ações em escolas, sempre evidenciando o combate à violência dentro do ambiente estudantil. As divulgações são feitas de forma educativa, ressaltando a importância de atitudes positivas dentro e fora das salas de aula. Alunos e professores são atendidos em várias ações realizadas pelo projeto. Entre os programas, destaca-se o “Dois caminhos, uma escolha”. Neste, são passadas noções básicas sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os deveres e direitos dos jovens dentro do ECA, esclarecimento das consequências do uso de substâncias psicoativas (drogas), entre outros assuntos.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

ATO DE GRATIDÃO POR TER SIDO SALVA POR BRIGADIANOS

ZERO HORA 13/02/2015 | 19h05


Menina que teve o cabelo preso no ralo da piscina agradece pelo seu salvamento. Ana Cristina Kieling Pedrazzi, de 8 anos, entregou um desenho aos policiais militares que prestaram socorro no dia do acidente

por Dandara Flores Aranguiz




Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS


Após quatro dias internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) Pediátrico do Hospital de Caridade de Santa Maria, a menina Ana Cristina Kieling Pedrazzi, de 8 anos, está bem e já recebeu alta.

Na última segunda-feira, por volta das 10h30min, a garotinha estava tomando banho na piscina da casa dos avós maternos, no bairro Rosário, quando teve os cabelos presos no ralo. Na tarde desta sexta-feira, após deixar o hospital, a menina, acompanhada dos pais, dos avós e de um dos dois irmãos, esteve no quartel da Brigada Militar, na Rua Pinto Bandeira, para agradecer aos policiais militares pelo atendimento prestado no dia do socorro.

Emocionados, os dois brigadianos que atenderam à ocorrência, e um dos batedores que fizeram a escolta da ambulância até o hospital, abraçaram a pequena Ana Cristina. Como um gesto de reconhecimento, ela fez um desenho e o entregou aos policiais, junto com uma carta de agradecimento da mãe e da avó.

_ Não há palavras que expressem nossa gratidão por vocês terem salvado a nossa filha. Graças ao trabalho de vocês é que hoje ela está tão bem. A ajuda nos primeiros momentos e a orientação que vocês deram por telefone até o socorro chegar foi fundamental. Agora ela está tão bem quanto antes, e está aqui para agradecer vocês pelo socorro rápido_ disse a mãe, Fernanda Kieling Pedrazzi, aos soldados Roberto Oliveira do Nascimento, Henrique Bona Omelzuck e Thiago dos Santos Flores.

O capitão Jair Francisco de Oliveira, que era o oficial de serviço no dia do acidente, ressaltou que a agilidade no atendimento foi crucial para obter o êxito no socorro:

_ Nós ficamos emocionados ao ver que eles vieram até aqui para nos fazer esse agradecimento. É o nosso trabalho, mas é muito reconfortante ter o reconhecimento da família com a dedicação que todos tiveram nesse dia. Foi um esforço coletivo para que a gente pudesse ter a Ana de volta ao nosso convívio.

Os soldados Nascimento e Omelzuck foram os dois policiais que realizaram os primeiros socorros - massagem cardíaca e ventilação - e reanimaram a menina até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

_ É gratificante o reconhecimento das pessoas. Nós desempenhamos nosso trabalho o mais rápido possível. É uma satisfação ver a Ana sem sequelas, saudável e no seio da família novamente_ declarou Omelzuck.

_ Nós tentamos agir com calma e colocar em prática todo o conhecimento que recebemos nos treinamentos para socorrer a vítima e tentar amenizar a situação. Nós sempre pensamos que poderia ser um filho nosso, de um colega, ou um ente querido_ comentou Nascimento.

Ao todo, 11 brigadianos participaram do atendimento, desde o auxílio por telefone da equipe da Sala de Operações, até os batedores que ajudaram a escoltar a ambulância até o hospital.

domingo, 11 de janeiro de 2015

ANJOS DO AR DA BM GARANTEM ATENDIMENTO DE URGÊNCIA

CORREIO DO POVO 10/01/2015

Batalhão de Aviação da BM garante atendimento de urgência. Equipe também ajuda no apoio a operações dos salva-vidas




Em Capão, esquadrão aéreo mantém três helicóptero e um avião | Foto: André Ávila
 

Nildo Júnior


O banhista gaúcho se sente seguro na beira da praia quando vê o helicóptero do Batalhão de Aviação da Brigada Militar (BAV-BM) sobrevoando o Litoral. Pois ele sabe que se, por desventura, sofrer algum sinistro no mar, poderá contar com o apoio aéreo além dos salva-vidas na guarita. São os anjos do céu gaúcho à beira-mar. Em Capão da Canoa, o 1º Esquadrão Aéreo, que tem sede em Porto Alegre, mantém três helicópteros e um avião sempre prontos para operações de patrulhamento, busca, resgate e remoção de emergência que funcionam durante a Operação Golfinho, atuando no eixo Mostarda-Torres.

Em Rio Grande, o 2º Esquadrão Aéreo, sediado em Uruguaiana, atua durante o verão. O BAV-BM também tem Esquadrão em Caxias do Sul. Os majores Leandro dos Santos e Danúbio Lisbôa são pilotos de uma das equipes. Ao todo, são 14 servidores por plantão, sendo seis pilotos, dois mecânicos, dois motoristas e quatro tripulantes. Também faz parte do plantão uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com médico e enfermeiro, para prestar primeiros socorros e remoção.

“Dependendo da missão, voamos com piloto, copiloto, dois ou três tripulantes”, esclarece o major Leandro. “Se sabemos de antemão que vamos resgatar algum ferido, que precisa de maca e supervisão de emergência, tiramos um tripulante para que o socorrido venha dentro da aeronave”, continua. “Caso saibamos que o socorrido possa vir no cesto ou preso com colete e pendurado, o piloto precisa ser mais cuidadoso”, observa.

O major Lisbôa diz que o helicóptero Esquilo, do Esquadrão, tem autonomia para uma hora e meia de voo, assegurando um deslocamento, por exemplo, entre Capão da Canoa e Mostardas, de Mostardas para Torres e, de Torres para Capão da Canoa. “As pessoas não têm ideia do poder de voo de uma aeronaves dessas. Só para se ter uma ideia, vamos de Capão da Canoa a Tramandaí em oito minutos. Isso faz diferença na hora de salvar uma vida”, destaca.

Quando a aeronave realiza voo de patrulhamento no mar, os tripulantes tentam fazer contato visual com banhistas em situação de risco. “Não temos equipamento de som no Esquilo para alertar os banhistas. Precisamos fazer gestos para que eles saiam do mar ou que peçam socorro para nós”, explica. Todo o efetivo da Brigada Militar, seja policial, bombeiro ou salva-vida, tem o número de emergência do Batalhão de Aviação para solicitar apoio operacional. O BAV-BM também fica monitorando por rádio as frequências usadas pela corporação para saber o que está acontecendo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

BM FAZ OPERAÇÃO EM BARES NO CENTRO DE POA

DIÁRIO GAÚCHO 11/12/2014 | 08h58

Cid Martins

Brigada Militar faz operação em bares no centro de Porto Alegre. Objetivo é coibir crimes como roubo e furto de veículos e também evitar ocorrências na área central nessa época de final de ano na região



Bares ficam na Praça Parobé e nas ruas Marechal Floriano Peixoto e Vigário José Inácio e na Avenida Júlio de Castilhos Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS



A Brigada Militar realiza na madrugada desta quinta-feira uma operação nos bares do centro de Porto Alegre, mais conhecido como "inferninhos". O objetivo é coibir roubos e furtos de veículos e também coibir ocorrências na área central na época das compras de final de ano, segundo a Rádio Gaúcha.

São 208 PMs escalados para a operação. Nove bares são alvo da operação e ficam na Praça Parobé e nas ruas Marechal Floriano Peixoto, Vigário José Inácio e Avenida Júlio de Castilhos. Dois foragidos foram presos, e houve o encaminhamento de três detentos que cumprem prisão domiciliar e estavam em um desses bares. Um dos locais, na Avenida Júlio de Castilhos, tinha alvará para funcionar como pizzaria — assim, a BM irá encaminhar documento à prefeitura para uma futura inspeção.



Dados da BM apontam que, em nove meses, 41 pessoas foram presas em operações nesses bares. Destes, 14 eram considerados foragidos, traficantes e ladrões.


Foto: Ronaldo Bernardi, Agência RBS

O tenente-coronel Francisco Vieira, comandante do 9º BPM, destaca que os criminosos que se refugiam nestes bares saem no final da madrugada para assaltar pedestres, motoristas de ônibus ou estabelecimentos comerciais.

— Eles pegam carros, que deixam estacionados em garagens aqui do Centro, a maioria com armas, e depois vão cometer os crimes — disse.

De acordo com o oficial, da Avenida Salgado Filho em direção ao Guaíba se concentram a maioria dos suspeitos que agem na Região Metropolitana. Já no outro lado da via, os que são da Capital. É neste ponto, inclusive, que ocorrem brigas entre integrantes de facções criminosas e, desde maio, foram registrados dois homicídios.

sábado, 6 de dezembro de 2014

POLICIAIS FEDERAIS GAÚCHOS SÃO SEGUNDO DO BRASIL EM OPERAÇÕES. PARANÁ SE DESTACA EM PRISÕES



ZERO HORA 06 de dezembro de 2014 | N° 18005

JOSÉ LUÍS COSTA


COMBATE AO CRIME. PF gaúcha em 2º lugar em operações

Ao longo de 2014, superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul executou 26 intervenções para desarticular quadrilhas, realizando 229 prisões. Pornografia infantil e tráfico de drogas estiveram entre as prioridades dos agentes


A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Sul é vice-campeã brasileira em operações em 2014. Foram 26 ofensivas contra o crime organizado, 16 a menos do que a PF em São Paulo, Estado quatro vezes mais populoso do que o RS e onde a corporação tem a maior unidade no Brasil.

As ações se concentraram na repressão a desvios de recursos públicos e ao tráfico de drogas, pois são os dois principais eixos de atuação da PF. Neste ano, o combate a um outro tipo de crime entrou o rol de prioridades por conta do avanço da exploração sexual de crianças e adolescentes.

– Notamos que o combate à pornografia infantil exige forte atuação – diz o delegado Sandro Caron, superintendente da PF no RS.

E foi nessa área em que os federais comandados por Caron deflagraram uma inédita ação com repercussão internacional, a Operação Darknet, em 56 prisões. Além de responsabilizar os autores dos crimes, ressalta Caron, a ação resgatou seis crianças em situações de abuso ou risco de estupro.

No combate às drogas, a Operação Suçuarana, em maio, ganhou destaque pela parceria com a polícia do Paraguai e pelo volume de recursos alvo de sequestro judicial – R$ 20 milhões, referentes a 21 imóveis, em condomínios de luxo no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul, e a 120 veículos.

Outra ofensiva relevante foi a Operação Carmelina, em fevereiro. A importância não se dá pela quantidade de presos, mas pelo volume de vítimas: 30 mil pessoas supostamente lesadas pelo advogado Maurício Dal Agnol.

Ele representou o grupo em ações contra a antiga Companhia Riograndense de Telecomunicações e teria deixado de repassar à clientela R$ 100 milhões. O nome da operação foi uma homenagem a Carmelina Comin. Ex-freira, ela sofria de câncer, precisava de recursos para se tratar, mas morreu em 2012, aos 76 anos, esperando R$ 107 mil devidos pelo advogado.





Paraná é destaque em prisões


A PF no Paraná será lembrada pela Operação Lava-Jato, que apura esquema bilionário de corrupção envolvendo contratos da Petrobras, a mais contundente investigação no Brasil em parceria com procuradores da República.

Mas a maior ação dos paranaenses em 2014 – em número de prisões – teve o ápice no começo de abril. Foi a Operação Cavalo de Fogo, que levou para cadeia 156 pessoas envolvidas com tráfico de drogas – 84 capturas em flagrante – em cidades de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Além de recordista em capturas, a Cavalo de Fogo elevou para 23,1 a média de prisões por operação da PF no Paraná. O grupo criminoso transportava cocaína, crack e maconha do Paraguai para o Brasil, utilizando embarcações que atravessavam a fronteira pelo Lago de Itaipu com destino a São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.

Ao longo de dois anos, foram apreendidos 1,3 tonelada de cocaína, 560 quilos de crack, 56 veículos, e, de uma tacada só, 37 toneladas de maconha, que estavam em uma carreta em Foz do Iguaçu.






quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

CEM ANOS DE COOPERAÇÃO POLICIAL INTERNACIONAL


Foto: Arte ADPF/Norberto Lima



PORTAL ADPF 04/12/2014 - 11:09:03


Luiz Eduardo Navajas




O ano de 2014 comemora o centenário do 1º Congresso de Polícia Criminal Internacional, ocorrido no Principado de Mônaco, que marcou o início da cooperação policial internacional e culminou, em 1923, com a criação da OIPC (Organização Internacional de Polícia Criminal), mais conhecida como Interpol.


Verifica-se há exato um século a preocupação com a delinquência transnacional, tema tão em voga nos dias atuais. O principal objetivo do Congresso era incentivar o contato direto entre as forças policiais dos diferentes países para facilitar as investigações que transpassassem as fronteiras geográficas e também estudar a “constituição e organização de uma polícia judiciária internacional, destinada a facilitar a procura e prisão de malfeitores” (Actes du Congrès, 1925).


Os 26 países que atenderam ao 1º Congresso delinearam as bases do que seria a Interpol atual, sem dúvida o principal canal de cooperação policial existente no mundo. Polícias de 190 países cooperam entre si utilizando as ferramentas oferecidas pela OIPC, além de bases de dados internacionais centralizadas nos servidores da Secretaria-Geral em Lyon, França.


O Brasil, embora presente ao Congresso de 1914, aderiu formalmente à Interpol somente em 1953, durante a Assembleia Geral em Oslo, Noruega, e após breve ausência em 1980, retornou como país membro em 1986. Representado pela Polícia Federal, hoje o Brasil é um dos principais atores no âmbito da cooperação policial internacional. Participa de grupos técnicos que estabelecerão parâmetros de investigação a serem adotados pelos países membros (respeitadas a soberania e legislação internas de cada um deles) e de grupos operacionais (Brasil ofereceu suporte às ações de identificação das vítimas do vôo Malasian MH17), além de utilizar diuturnamente os canais internacionais em prol de investigações e ações penais.


Nos últimos cinco anos o país viu grandes avanços em sua inserção na comunidade policial internacional. O Brasil registrou um expressivo aumento do número de prisões de foragidos internacionais em seu território (mais de 300 no período), ampliou o uso de tecnologias que permitem o imediato intercâmbio de informações, passou a vincular bases de dados internacionais com sistemas internos e aprovou a lei que autoriza a apresentação pela polícia de pedido de prisão cautelar para fins de extradição ao Supremo Tribunal Federal. Esses são apenas alguns dos exemplos que têm colaborado para o cada vez maior protagonismo nacional no combate ao crime transnacional.


Esse incremento nos trabalhos da área internacional da Polícia Federal possibilitou o sucesso do Centro de Cooperação Policial Internacional durante a Copa do Mundo 2014. Duzentos e seis policiais de 33 países e três Organismos Internacionais trabalharam de forma completamente integrada nas instalações da instituição em Brasília durante 40 dias, auxiliando os trabalhos de segurança do Mundial. Além da troca de informações imediatas entre os policiais estrangeiros e brasileiros, propiciando resultados imediatos às ações de segurança, a presença física de policiais estrangeiros ofereceu ao mundo a transparência das atividades de segurança realizadas, trazendo elogios da imprensa internacional e fulminando preocupações de autoridades estrangeiras quanto à segurança de seus times e torcedores durante sua estada em nosso país. Exemplo disso foi o caso envolvendo o principal “barrabrava” argentino, que ingressou no Brasil ilegalmente e desafiava a polícia argentina a cada jogo da seleção de seu país, e graças aos trabalhos conjuntos entre as polícias brasileira e argentina foi localizado e deportado ao seu país natal antes que pudesse causar problemas mais graves nos estádios.


Ainda há muito a ser feito, é certo. As dimensões continentais do Brasil, a vizinhança com países produtores de drogas, o aquecimento da economia que faz com que muitos estrangeiros em situação vulnerável aqui busquem refúgio e a receptividade calorosa da população brasileira com relação às pessoas de outros países aumentam o desafio da polícia na prevenção e repressão à criminalidade, na segurança das fronteiras, no patrulhamento aeroportuário etc. E, para isso, a cooperação policial internacional mostra-se como ferramenta imprescindível.


Capacitação de policiais em relações internacionais, adequações legislativas, reconhecimento de canais de cooperação modernos, autonomia da atividade policial, dentre outros, são requisitos indissociáveis da manutenção do país como ator relevante na seara internacional. Ciente dessas necessidades, o Brasil tenta se adequar a essas exigências, adotando medidas de aperfeiçoamento das instituições que atuam na área.


O centenário da cooperação policial internacional merece ser comemorado por todos aqueles que buscam o ideal de um mundo mais seguro e justo.


 http://www.adpf.org.br/adpf/admin/painelcontrole/materia/materia_portal.wsp?tmp.edt.materia_codigo=7177&tit=Cem-anos-de-cooperacao-policial-internacional#.VICYCclBpI1

sábado, 6 de setembro de 2014

REDES SOCIAIS COMO ALIADAS

DIÁRIO GAÚCHO 06/09/2014 | 07h05


Marilice Daronco

Polícia Civil usa redes sociais como aliadas no combate ao crime. A prisão de uma jovem de 18 anos por tráfico, em Santa Maria, na última terça-feira, chamou a atenção devido a ostentação que ela fazia em suas redes sociais


Suspeita de tráfico postava fotos com armas no FacebookFoto: Facebook / Reprodução


A prisão de uma jovem de 18 anos por tráfico, em Santa Maria, na última terça-feira, chamou a atenção devido a ostentação que ela fazia em suas redes sociais, exibindo fotos com armas, dinheiro e até fazendo comentários sobre a venda de drogas. Até então, a Polícia Civil da cidade não tinha divulgado que vinha usando as redes sociais para monitorar suspeitos de crimes. Mas as redes sociais, cada vez mais, estão se transformando em aliadas das investigações.

_ Não temos mais como deixar de usar as redes sociais. Elas são uma importante fonte de informação. Há criminosos que mostram cenas do seu cotidiano e elas estão ligadas a crimes. É uma forma deles de demonstrar poder e de, de certa forma, afrontar à polícia_ comenta o titular da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (DEFREC), Sandro Meinerz.

Um dos casos investigados pela 2ª Delegacia de Polícia Civil é o de um suspeito de assaltos a uma loja de roupas e a uma farmácia no bairro Tancredo Neves. Os vídeos das câmeras de segurança foram divulgados, compartilhados nas redes sociais e a delegacia acabou recebendo uma denúncia anônima de uma pessoa que viu o vídeo no Facebook e que revelou à polícia que o homem tinha perfil no site de relacionamentos.

_ Ele não tinha passagem pela polícia, dificilmente chegaríamos a ele se não fossem as redes sociais. Infelizmente, ele foi para Santa Catarina, mas estamos tentando capturá-lo_ diz o inspetor Jucelino Wiethan.

Para o psicólogo Luís Henrique Pereira, tanta exibição pode ter uma explicação:

_ É uma demonstração de força, de exibição. Ao mesmo tempo, assim eles buscam amedrontar os oponentes com a sua capacidade. Isso envolve uma questão imaginária, relacionada a vigor. Com as fotos e comentários, eles acreditam ter a potência de se transformar em ameaça, em potencializar as suas ações. Eles querem ser admirados e temidos_ afirma Pereira.


DIÁRIO DE SANTA MARIA

domingo, 31 de agosto de 2014

TECNOLOGIA AVANÇADA CONTRA LAVAGEM DE DINHEIRO

CORREIO DO POVO 30/08/2014 20:12

Polícia do RS usará nova tecnologia contra lavagem de dinheiro. Laboratório vai disponibilizar informações de transações bancárias através da internet




Polícia do RS usará nova tecnologia contra lavagem de dinheiro
Crédito: Alexandre Mendez/CP Memória


A partir do dia 12 de setembro, o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) da Polícia Civil vai ter acesso ao Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias (Simba), desenvolvido pelo Ministério Público Federal. Trata-se de um conjunto de processos, módulos e normas para tráfego de dados bancários entre instituições financeiras e órgãos governamentais. O LAB-LD da Polícia Civil foi inaugurado em junho deste ano. No RS, o Ministério Público do Estado já dispõe de um LAB-LD desde 2009.

Coordenadora do laboratório da Polícia Civil, a delegada Greta Moura Anzanello explica que, devido ao Simba estar online, será possível o acesso via web às informações bancárias. Ela lembra porém que sempre haverá necessidade de autorização judicial. Sobre o trabalho já realizado desde a inauguração em junho, a delegada aponta que até o momento só uma investigação policial em andamento em Porto Alegre chegou ao LAB-LD. No entanto, ela justifica que o volume de casos atendidos crescerá com o tempo, sobretudo a partir da incorporação de todas as ferramentas disponíveis. Em outros estados, compara Greta, o serviço nos laboratórios de lavagem de dinheiro cresceu de modo gradual.

A previsão é de que o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), além do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) e do Departamento de Polícia do Interior (DPI), sejam os que mais requisitarão o LAB-LD. “No entanto, ele está aberto a todas as delegacias”, faz questão de ressaltar a delegada Greta.

A equipe do laboratório é composta por policiais civis especializados em tecnologia da informação e analistas de informações. Todos foram treinados desde setembro do ano passado para o desempenho das funções.

O LAB-LD da Polícia Civil foi implantado depois de realizado acordo de cooperação celebrado entre o Ministério da Justiça e o governo do Estado em julho do ano passado. Destinado aos casos de complexidade, que contenham volume e massa de dados significativos para análise, originários de quebras de sigilo fiscal, bancário ou tributário, o laboratório de lavagem de dinheiro está preparado também para investigar atuação de bando, quadrilha ou organização criminosa, com mais de três indivíduos, com fortes indícios de lavagem de dinheiro. O LAB-LD busca ainda a integração entre os estados na recuperação de ativos, fruto da atividade ilícita.



Fonte: Álvaro Grohmann/Correio do Povo

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PERÍCIA MODERNIZADA


ZERO HORA 22 de agosto de 2014 | N° 17899

DÉBORA ELY


Tecnologia rápida para resolver crimes no Estado

NOVOS EQUIPAMENTOS DO IGP devem acelerar análise de vestígio biológico e fomentar o banco de DNA, mas podem não destravar os casos mais antigos



A partir desta semana, o processo de extração de DNA pelo laboratório do Instituto-Geral de Perícias do Estado (IGP) não deverá demorar mais do que 30 minutos. Até então, o estágio – apenas uma das três etapas para chegar ao perfil genético de um indivíduo – levava pelo menos dois dias. A razão para a recente agilidade é a implantação da automação no processamento de vestígios biológicos para exames de DNA. O projeto tem o efeito de auxiliar na resolução de crimes por meio da comparação de perfis genéticos, principalmente nos casos em que o agressor é reincidente.

Ao custo de R$ 250 mil bancados pelo governo do Estado, os equipamentos mais modernos começaram a funcionar na manhã de ontem. O objetivo do projeto é ampliar o já existente Banco de Perfis Genéticos – que hoje conta com 300 amostras no Rio Grande do Sul, podendo chegar a 3 mil DNAs relativos a crimes de autoria desconhecida que já se encontram armazenados no IGP.

– O foco principal será o processamento de vestígios de casos em que não há suspeitos, além da coleta em condenados de crimes violentos para inserção no banco – explica a diretora do Departamento de Perícias Laboratoriais do instituto, Trícia Albuquerque.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

BM INSTALA PLATAFORMA DE OBSERVAÇÃO


CORREIO DO POVO 30/07/2014 10:21

BM instala caminhão com câmeras na Restinga. Imagens podem ser captadas a uma distância de até três quilômetros



A Brigada Militar instalou uma plataforma de observação elevada próximo à Escola Estadual Ensino Médio José do Patrocínio, no bairro Restinga, zona Sul de Porto Alegre. O veículo é equipado com câmeras fixas e mais três câmeras capazes de se movimentar por 360 graus. O alcance de captação de imagens é de até três quilômetros e o caminhão também é equipado com uma sala de monitoramento.

A polícia dispõe de mais dois caminhões semelhantes e a decisão de usar um deles na localidade veio depois da morte de um homem dentro de um restaurante da rua Antônio da Silveira, no começo da tarde desse domingo. A vítima, identificada como Tiago Teixeira Paixão, foi atingida nas costas e morreu no local.Na segunda-feira, segundo moradores, traficantes impuseram um toque de recolher a partir das 14h, no entanto, a polícia afirma que foi apenas uma informação equivocada e que não houve o toque de recolher por parte alguma.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

POLICIAL DO FUTURO

BLOG EDUCAÇÃO E SEGURANÇA terça-feira, 15 de abril de 2014



Novas tecnologias a serviço do policial do futuro


Realizada no Rio de Janeiro, a Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para a Segurança Pública (Interseg) reuniu mais de 70 expositores do mundo todo. O evento, considerado o maior do setor na América Latina, apresentou novas tecnologias que devem ser empregadas pela polícia brasileira em um futuro não muito distante. Entre os acessórios high-tech estão óculos equipados com microcomputadores, um notebook blindado, um coturno à prova de balas e uma nova arma não letal. Veja alguns desses equipamentos que podem entrar em ação em breve:





Microcâmera acoplada Pode ser acoplada ao policial através do uniforme ou a robôs e cachorros em missões de resgate. Envia, através de um aparelho parecido com um roteador de computador, as imagens para o centro de comando. Já é utilizada por forças de segurança nos Estados Unidos.









Óculos-computador Parecido com um headphone, este computador apresenta uma microtela ampliada por uma lente, que fica próximo ao olho esquerdo do policial. Através de comandos de voz, o policial pode acessar imagens de câmeras de segurança, assim como documentos armazenados ou enviados via conexão wi-fi. Produzido pela Motorola, já é utilizado nos Estados Unidos.



Coturno à prova de balas




Coturno à prova de balas Desenvolvida pela empresa paranaense Guartelá, a bota blindada Shell DRYclima promete dar total proteção aos pés e tornozelos de policiais e militares contra armas de fogo. Revestido com kevlar - o mesmo material usado em coletes à prova de balas -, o coturno impediu a perfuração por munições de calibres .38, 9 mm e .40. O produto ainda está em fase de testes.


Notebook blindado






Notebook blindadoEste notebook é capaz de suportar grandes variações de temperatura, quedas e derramamento de líquidos. O equipamento pode ser utilizado em missões especiais e resgates. A Panasonic, fabricante do computador, afirma que o produto já está em uso em instituições militares brasileira. A empresa, entretanto, não especifica quais são.


CSI Portátil





CSI portátilO Universal Criminal Workstation é um equipamento do tamanho de um aparelho celular dotado de um sensor biométrico, capaz de identificar impressões digitais e comparar com o banco de dados em uma estação de reconhecimento. Atualmente, está em fase de teste para adoção pela Secretaria de Segurança do Maranhão.


Spark, a arma não letal brasileira






Spark, a arma não letal brasileiraSe estiver a pelo menos 10 m de distância do alvo, o policial poderá utilizar uma arma não letal para causar contrações musculares e desorientação mental, paralisando o contraventor. A Spark - arma desenvolvida pela brasileira Condor similar às tecnologias dos Tasers produzidos nos Estados Unidos e na China - atira dardos que soltam uma descarga elétrica, atingindo o sistema nervoso da vítima sem causar lesão permanente ou risco de morte. A Spark tem mira a laser, cartucho com trava de proteção, baterias recarregáveis e pode ser usada em ambas as mãos. Várias instituições brasileiras de segurança já usam tecnologias importadas semelhantes.


Localizador Vital






O equipamento faz com que o comando saiba a localização exata do policial. O PSM Responder monitora o corpo de quem está utilizando-o e envia as informações via sistema de rádio para um computador. É possível saber em tempo real os batimentos cardíacos do policial e se ele está deitado ou em pé, por exemplo. Ideal para situações de emergência, como incêndios ou ações de risco. Até o momento, equipamento só é usado pela polícia nos Estados Unidos.


http://fabiopavoni.blogspot.com.br/2014/04/policial-do-futuro.html

quinta-feira, 19 de junho de 2014

POLÍCIA DESARTICULA QUADRILHA DE ROUBO E DESMANCHE DE CARROS


ZERO HORA 19 de junho de 2014 | N° 17833


OPERAÇÃO. Quadrilha de roubo de carros é desarticulada




Uma quadrilha responsável por roubar ou furtar aproximadamente 50 veículos desde o começo do ano, na Capital e Região Metropolitana, foi desarticulada em operação da Polícia Civil durante a manhã e a tarde de ontem. O grupo desmanchava principalmente caminhonetes de luxo para vender as peças, encomendadas com antecedência em ferros-velhos do Litoral Norte e de cidades da região sul do Estado.

Veículos de alto valor, como L200 e Hilux, estavam na mira dos assaltantes. Segundo o delegado Juliano Ferreira, do Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic), os alvos eram veículos com peças caras porque, no mercado paralelo, custam cerca de 30% do valor das legítimas.

Na ação de ontem, sete pessoas foram presas, incluindo dois donos de ferros-velhos e três ladrões de veículos. Outras sete já haviam sido detidas ao longo da investigação, que incluiu escutas de telefonemas feitos entre integrantes da quadrilha. Por se tratar de mandados de prisão temporária, a polícia não divulgou os nomes dos suspeitos.

– Eles roubavam e furtavam carros, caminhonetes e caminhões na zona norte da Capital e em Gravataí, Canoas e São Leopoldo. Depois, levavam para desmanches. Um deles ficava em Viamão, onde desmanchavam e, a partir daí, revendiam para ferros-velhos de Pelotas, Rio Grande e Litoral – explica o delegado.

Gravações telefônicas ajudaram a identificar como agia a quadrilha. Em uma delas, um homem cita um Ômega, mas alerta sobre a suspeita da polícia: “tô’ te avisando, a Brigada ‘tá’ indo atrás de ti”, afirma um dos interlocutores.

A ação foi batizada de Operação Estância Grande porque o desmanche de veículos em Viamão descoberto pela polícia ficava em uma área rural. As prisões dos seis homens e de uma mulher ocorreram em Porto Alegre, Capão da Canoa, Canoas, Gravataí, Alvorada e Viamão, com participação de cerca de 40 policiais. Todos foram encaminhados ao Presídio Central e ao Madre Pelletier.

terça-feira, 17 de junho de 2014

A DEDICAÇÃO POLICIAL CONTRA O MENTOR DE SECO



O mentor do Seco. Imagens mostram como polícia matou um dos principais assaltantes de carro-forte do Brasil. Agentes da Polícia Civil esperaram a quadrilha de Carlos Ivan Fischer, o Teco, entre Sobradinho e Candelária, e mataram o bando

por Carlos Wagner e José Luís Costa, ZERO HORA 17/06/2014 | 10h17



No final da manhã do dia 6 de junho, no meio de uma densa cerração, surgiu um caminhão truck – que tem dois eixos na traseira – vermelho se deslocando de maneira lenta na ERS-400, no sentido de Sobradinho a Candelária. O veículo parou no início de uma das poucas retas nos 45 quilômetros da estrada sinuosa que liga as duas cidades. A cerca de 600 metros, no sentido oposto, surgiu um carro-forte na chamada Curva das Cobras. Parte do que aconteceu a seguir foi registrado em fotos e vídeos pela Polícia Civil, obtidos por ZH.


Em um dos lados da rodovia há um paredão de granito da Serra onde foi escavada a estrada e, no outro, uma área de mata nativa seguida por uma ribanceira. Escondidos no matagal, distribuídos ao longo dos 600 metros da reta, a cena era observada por 50 agentes da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Delegacia Especializada de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) de Santa Cruz do Sul, cidade agroindustrial do Vale do Rio Pardo.

Crédito: Divulgação / Polícia Civil

O truck era dirigido por Carlos Ivan Fischer, 46 anos, o Teco, um dos pioneiros no assalto a carro-forte no Brasil. A alguns metros da traseira do caminhão, um automóvel Cruze branco era conduzido por Márcio Pereira de Souza, o Chapolin, e ocupado por André Rodrigues Pereira, o Boca de Lata, e Fernando Pereira da Silva — os três cúmplices de Teco. Aguardavam por eles os delegado Joel Wagner, da Roubos, Luciano Menezes, da Defrec, e policiais do Grupo Tático Especial (GTE) treinados para confrontos com armas de grosso calibre ligados ao Deic.

Os policiais haviam chegado ao local por volta das 3h. Enquanto alguns vigiavam a estrada, os outros se acomodavam em sacos de dormir. Segundo o delegado Wagner, dois meses antes havia chegado a sua mesa uma informação obtida por meio do cruzamento de relatos de informantes, escutas telefônicas e depoimentos em inquéritos policiais de que Teco estava formando um grupo para atacar um carro-forte no trecho entre Sobradinho e Candelária.

Polícia monitorava atividades de quadrilha – Cesar Lopes / Especial

O ataque

Wagner alertou o colega Menezes sobre o que estava para ocorrer. Durante dois meses, por diversas vezes, os agentes percorreram os 45 quilômetros entre as duas cidades para decidir em que local esperariam pela passagem dos bandidos, todos os quatro considerados muito perigosos. Decidiram que o local ideal seria ao longo da única reta na estrada, que se inicia após a Curva das Cobras.

O passo seguinte foi apostar no dia em que o ataque iria ocorrer. Pelas informações coletadas, os agentes da Roubo acreditavam que a ação seria realizada no dia 5 ou 6, datas em que o carro-forte abastece os bancos da região por ser período de pagamento de salários e de aposentados.

— No começou do mês, nós tínhamos o local e as datas prováveis do ataque, era uma aposta — recorda o delegado.

Logo que avistaram o truck vermelho rodando devagar, os policiais respiraram aliviados: haviam acertado a aposta. Teco, que dirigia o caminhão, esperou o carro-forte se aproximar. Em questão de segundos, acelerou o truck e bateu contra o carro-forte com a intenção de tirar o veículo da estrada. Ele não contava que, dirigindo o blindado, estava uma habilidosa mulher de 31 anos. Com agilidade, conseguiu manobrar e manter o veículo na estrada.

O truck destruiu a frente do carro-forte e acabou batendo no paredão. Imediatamente, Teco saltou da cabine, enquanto os outros três bandidos deixaram o automóvel branco que vinha logo atrás. Os quatro teriam efetuado disparos com suas armas automáticas em direção ao blindado. Os bandidos foram surpreendidos pelos disparos que vinham de dentro do matagal, onde os policiais aguardavam o momento de entrar em ação.

No meio no tiroteio, a motorista do carro-forte conseguiu dar a partida no veículo e saiu do meio do fogo cruzado. Foram cerca de quatro minutos de intenso tiroteio com mais de uma centena disparos. Ao final, Teco, Chapolin e Boca de Lata estavam mortos. O quarto bandido, Silva, ferido em uma das pernas, conseguiu fugir e foi capturado meia hora depois.

A morte de Teco seria o fim de uma era dos assaltos a carros-fortes, aposta o delegado Wagner. Teco foi o mentor intelectual de bandidos como José Carlos dos Santos, 34 anos, o Seco, atualmente cumprindo pena no Presídio de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Durante quase uma década, Seco roubou carros-fortes nas estradas gaúchas. Teco e seus seguidores foram derrotadas pelas novas técnicas de investigação _ das quais o compartilhamento de informações e o cruzamento de dados são os dois pilares fundamentais.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

OPERAÇÃO INTEGRADA CONTRA O TRÁFICO EM VILA DE PORTO ALEGRE

DIÁRIO GAÚCHO 15/05/2014 | 08h17

Carlos Ismael Moreira

Vila Cruzeiro. Mais de 130 policiais realizam operação contra o tráfico de drogas na Capital. Suspeitos chegaram a jogar drogas e materiais do tráfico pela janela de prédio na Rua Orfanotrófio, no bairro Santa Tereza


Polícia deve realizar mais de 20 mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feiraFoto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS


Operação policial reúne 60 agentes da Polícia Civil e 78 policiais militares em uma ofensiva contra o tráfico de drogas e o combate aos homicídios na Vila Cruzeiro, no bairro Santa Tereza, na zona sul da Capital. Serão cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em vários pontos espalhados pelo bairro.

Em um condomínio da Rua Orfanotrófio suspeitos chegaram a jogar drogas e materiais do tráfico pela janela. Cerca de R$ 5 mil foram apreendidos em um dos apartamentos.

Conforme o titular da 20ª Delegacia de Polícia, delegado Luiz Fernando Martins Oliveira, a investigação levou cerca de 40 dias. Com a reunião de informações das inteligências da Brigada e da Civil foram determinados possíveis alvos onde os agentes estão cumprindo os mandados na manhã desta quinta-feira.

— O objetivo é apreender o maior número de armas e drogas possível e também algum foragido que eventualmente venha a ser encontrado — afirmou.

A operação também é uma resposta ao acirramento do conflito entre gangues, que no mês passado provocou, inclusive, o fechamento de escolas e postos de saúde na Vila Cruzeiro.

A ação coordenada pela 20ª Delegacia de Polícia da Capital tem o apoio do 1ª Batalhão de Polícia Militar, do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, do Grupamento de Operações Especiais da Polícia Civil e de agentes da 4ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.


domingo, 27 de abril de 2014

A DELEGADA



ZERO HORA 27 de abril de 2014 | N° 17776


ARTIGOS


 Moisés Mendes*




Já conversei com mais de uma dúzia de pessoas que esclareceram o assassinato do menino Bernardo. Em Porto Alegre, a 470 quilômetros de Três Passos, tem gente com mais detalhes do caso do que a delegada Caroline Virgínia Bamberg Machado.

Mas a bronca não está com os detetives amadores que imaginam o desvendamento do crime, está com a delegada. Nós, que analisamos tudo de longe, tiramos conclusões, indiciamos, definimos penas – nós temos certezas porque não passamos nem perto das encruzilhadas à espera de Caroline. Nós deduzimos, deitamos e dormimos. A delegada está com a cara de quem não dorme há um mês.

Casos como esse, com fartura de figuras do mal, exigem o contraponto forte de uma figura da lei e do bem. Episódios assim não podem nunca ter, em oposição a tanta crueldade, uma figura opaca e sem vitalidade.

A delegada está incumbida da missão de nos dar a chance da reparação. Se todos falhamos e não evitamos a morte da criança, a remissão vai começar pela determinação desta policial, pela sua voz forte, pelo sotaque, pelo jeito como se refere a Bernardo como “o guri”, pela certeza de que pegará os culpados.

O repórter Itamar Melo publicou na ZH, há dois anos, uma série fantástica sobre os medos da infância. Descreveu um temor em cada reportagem. Eram sete medos: de monstros, de ficar longe dos pais, de escuro, de repetir de ano, de violência, de rejeição social e da morte.

Lembrei das reportagens quando contaram agora que um dia Bernardo foi sozinho ao foro de Três Passos e lá relatou seus medos. O único medo que talvez pouco o incomodasse era o de repetir de ano, insignificante demais ao lado de todos os outros juntos.

Na quinta-feira, encontrei Itamar numa esquina movimentada aqui da Redação e conversamos a respeito do caso e da delegada. O repórter me disse, com a voz sempre na modulação de quem murmura algo que só o interlocutor deve ouvir: ela é gótica.

É um elogio. A delegada Caroline ficaria bem no papel de policial do filme Blade Runner. Mas o que importa é que ela passa firmeza. Com tantas instituições e autoridades moles, o Brasil precisa de gente com o perfil da delegada.

Quem não gostaria que autoridades com a pegada de Caroline investigassem e apontassem outros culpados? Por que o meu, o seu, o nosso Fundo de Garantia é saqueado com uma remuneração de 3% (TRÊS) ao ano e não acontece nada? Por que as operadoras de celular fazem o que querem com os usuários e os juros dos bancos chegam a 200% como se isso fosse normal?

Por que o mensalão tucano está quase engavetado, e Collor escapou de novo (22 anos depois!)? Por que a sua conexão de internet não é a que você comprou, por que pagamos a luz mais cara do mundo? Por que o processo da máfia do Detran está empacado? Por que ninguém faz nada de efetivo que interrompa as crueldades estatais e privadas?

Ouvindo-se a delegada, tem-se a impressão de que o Estado, este ente tão esfolado, às vezes se manifesta com vigor em aparições boas em meio a uma desgraça. Uma delegada é hoje a expressão do Estado que funciona.

Seria bom se existissem mais Carolines com aquele sotaque de convicção e autenticidade. Representantes da lei, e não justiceiras, que nos protegessem das maracutaias miúdas e graúdas, desses delitos incorporados ao nosso cotidiano como se dele fizessem parte para nos esfolar impiedosamente.

**

Dizem que a delegada cometeu falhas. Apontam defeitos no cumprimento de formalismos do inquérito. É a hora dos truques a serviço dos acusados. Nada que abale a confiança que a delegada nos passa. Como também me passa confiança o chefe dela, o delegado Guilherme Wondracek, porque conheço sua história desde a adolescência.

Guilherme usava óculos de lentes grossas e tinha todo o jeito de que poderia um dia lecionar sobre a Idade Média, jogar xadrez ou ser cientista de laboratório. Decidiu pôr a inteligência a serviço da polícia e chegou ao topo.

Wondracek e Caroline nos confortam. Que se protejam, pois já foram acionadas em volta deles as manobras escapistas para transformar o desfecho desse crime em mais uma vergonha, como aconteceu com o Caso Daudt. Leve as investigações até o fim, delegada Caroline. Faça isso por todos nós, mas faça mesmo pela memória do guri.

*JORNALISTA





COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Merecido os elogios e estes se estendem a todos os sacrificados policiais estaduais que lutam contra muitas dificuldades, fracionamento do ciclo, enfraquecimento pelas leis permissivas, retrabalho contra o crime e segregação da justiça. No caso Bernardo, a polícia investigativa revela esforço, inteligência e comprometimento. Resta esperar a continuidade destes esforços nos demais instrumentos de justiça criminal. PARABÉNS DELEGADA!!!

terça-feira, 15 de abril de 2014

FBI TREINA POLICIAIS GÁUCHOS


ZERO HORA 14 de abril de 2014 | N° 17763

BRUNO MORAES


TÉCNICAS PARA INTERROGATÓRIOS. FBI treina policiais gaúchos na Capital



Agentes da Polícia Civil, da Brigada Militar, do Departamento de Gestão do Conhecimento para a Prevenção e a Repressão à Corrupção (Degecor) e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) começam, hoje, em Porto Alegre, um curso sobre técnicas para interrogatórios. Os instrutores são do FBI, a polícia federal norte-americana.

O treinamento, que se estende até quinta-feira, é voltado para 47 servidores que atuam em corregedorias, investigando casos internos de corrupção e abuso policial.

De acordo com o coronel Júlio César Marobin, diretor do Departamento de Ensino e Treinamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado, o objetivo do curso é melhorar procedimentos de investigação:

– O foco de trabalho desses agentes é interno, atuando na identificação de possíveis desvios de conduta. Serão mostrados procedimentos que podem melhorar a performance das corregedorias dos órgãos de segurança do Estado. Cada instituição vai tirar do curso aquilo que for peculiar a suas atribuições. Embora cada uma tenha suas funções específicas, há áreas de convergência.

Diretor do Degecor, o delegado Jerônimo Pereira, que já participou do curso, em Brasília, ressalta que a atividade traz benefícios, mesmo que as legislações de Brasil e Estados Unidos sejam diferentes. Segundo ele, a qualificação é necessária porque as investigações de corregedores têm as suas peculiaridades:

– Via de regra, são casos que não têm testemunhas. Daí, o interrogatório se torna ainda mais importante. É uma oportunidade para nos apropriarmos de métodos do FBI e trazê-los para a nossa realidade, resguardando nossa legislação. O curso instiga nosso policial a pensar sobre como melhorar sua atuação.

Criado em dezembro de 2011, o Degecor recebeu, em média, cerca de 300 denúncias de má conduta por ano em 2012 e 2013, afirma Pereira. A atividade, ministrada em parceria entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública e a embaixada dos Estados Unidos, será na Academia Integrada da Segurança Pública (Acisp). A abertura será hoje, às 8h30min, com participação do secretário da Segurança Pública, Airton Michels, e de representantes da embaixada norte-americana.

segunda-feira, 24 de março de 2014

TRIO DE ASSALTANTES BALEADOS E PRESOS

ZERO HORA 24 de março de 2014 | N° 17742

LUÍSA MARTINS

PERSEGUIÇÃO NO SINOS. Trio de assaltantes é baleado


Três homens foram feridos ontem pela Brigada Militar após trocarem tiros em Novo Hamburgo. Conforme a BM, eles assaltaram um motorista na Rua Frederico Linck, no Centro.

De acordo com a Polícia Civil, o trio aproveitou que o semáforo estava fechado para abordar o condutor e os passageiros de um veículo e roubar seus pertences. Uma testemunha conseguiu anotar a placa do carro dos bandidos – uma Tucson que, de acordo com a BM, é clonada – e acionou a polícia. A Brigada cruzou com o trio e começou a perseguição. Na troca de tiros, os três assaltantes foram atingidos e encaminhados ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo.

Até o fechamento desta edição, dois deles estavam em estado grave, um permanecia em observação e não corria risco de vida. Os três estavam sob custódia da BM.

A viatura foi perfurada por vários tiros, mas os dois policiais envolvidos na ação não se feriram. Três armas com numeração raspada foram apreendidas. Os pertences roubados – bolsas, tablets, dinheiro e documentos – seriam devolvidos às vítimas.